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Anarriê – Crítica da HQ do Michel por evilgambit

Anarriê, o primeiro filho de Michel Borges, já está disponíveis nas melhores livrarias de São Paulo, Rio de Janeiro e claro via Internet.

 

Os leitores assíduos da EGL ou os mais antigos com certeza conhecem o Michel. À quase dez anos atrás, quando a ER pegava fogo na versão com frames do site alguém sugeriu um mascote para idealizar minha personalidade doentia. Sem pretensão nenhuma eu abri um rápido processo de seleção e eu só lembro dos desenhos do Michel, não porque foram os únicos que recebi, mas porque foram os melhores!

Bons tempos.

 

 

 

Dentre tantas colaborações para o site, com certeza a mais famosa de todas foi a HQ retratando um período e colaboradores à época. A EGL SaGa.

Aos que não conheceram, trata-se de uma história fechada envolvendo antigos personagens deste site em uma aventura cheia de piadas internas e referências à cultura gamer. Tudo com o bom humor e alto padrão de qualidade e personalidade, marca registrada do Michel.

 

 

Mais do que um mero colaborador do site, o Michel tornou-se um grande amigo e nesses quase dez anos eu sempre fiquei à par da evolução dele como artista e profissional. Lembro-me dele debutando profissionalmente como colorista da HQ Comboranges de Fabio Yabu, publicada pela editora JBC. Os projetos dentro da produtora Flamma, dentre eles atuando na concepção da animação de sucesso internacional: Princesas do Mar atualmente exibida no Brasil no Discovery Kids.

 

Dentre os trabalhos como freelancer, não dá para se esquecer de sua colaboração do álbum MSP50 e do encontro com o patriarca dos gibis brasileiros, o senhor Maurício de Souzas.

O cara é foda. Mas isso não bastava. Afinal que artista não quer deixar sua marca? Sua obra pessoal?

 

 

Anarriê nasceu sob o patrocínio do Edital de Histórias em Quadrinhos do Programa de Ação Cultural, o PROAC, realizado anualmente pelo Estado de São Paulo. O projeto abraça projetos que envolvam a cultura brasileira, afinal de contas é um ação afim de desenvolver o mercado nacional de quadrinhos e a cultura e identidade nacional carece desse tipo de inciativa.

Como Michel é um típico caipira dos confins de Santo André e adora quermesses juninas (possívelmente pelas caipiras que ali perambulam, mas enfim, quem pode culpá-lo?), nasceu a proposta de Anarriê.

 

Um garoto do primário tem a dura missão de dançar quadrinha em uma festa junina, ah.. época lastimável em que todo varão, por ausência dos hormônios certos, ainda não gosta de meninas por perto. Quem nunca passou por isso? Não se lembra do esforço magnânimo que era interagir com…. garotas… no primário?

Pois é. Com este saudoso bom humor a história começa. Os problemas também, porque sem querer o casal de crianças acorda um demônio tupiniquim à muito adormecido que transforma todos na festa junina em PIPOCA (!!!). O objetivo do casal mirim é buscar um meio de desfazer a maldição, para isso eles deverão interagir com diversas culturas e causos do nosso país continente.

Quem nunca torceu o nariz para uma obra educacional? Anarriê foge da regra pois além de didática ao expor os encantos da mitologia nacional é igualmente prazeirosa de se ler, pelo bom humor – uma caracteristica básica inscrita em tudo que o Michel desenha, escreve ou profere.

Além disso, como o conheço à tempos fica evidente suas influências. Em Anarriê existe aquele humor despojado de um tal de Akira Toriyama e a leveza pueril presente nas melhores coisas de Hayao Miyazaki. Existe em Anarriê um talento ímpar para colocar em revelo algo que todos temos ou tivemos, e que é de suma importância para a vida toda, nossas boas lembranças da infância.

 

Claro, o traço reconhecível à todos que lêem a EGL desde 1999 e as 100 páginas belamente coloridas também tornam Anarriê um item obrigatório em sua coleção pessoal de Graphic Novels.

 

 

Anarriê merece leitura, não porque trata-se de uma boa ação do estado de São Paulo em pról do desenvolvimento de um mercado interno sustentável ou porque é didático para crianças de todas as idades e sim é porque é legal mesmo. Existe coração na história, tráz boas lembranças à qualquer um e consegue desenvolver qualidades que vemos comumente em obras aclamadas.

É uma HQ brasileira e LEGAL. Isso não é meio… raro?

 

 

Para comprar Anarriê online, clique aqui.

 

Para saber mais sobre os bastidores do desenvolvimento de Anarriê, vá até o site do Michel clicando aqui.

 

Para saber mais sobre o PROAC, clique aqui.

 

 

Colher de chá:

5 comentários

5 Comentários

  1. Postado por Ninja em 25/10/2010 07:16

    He, demais o Michel merece toda a glória pelo excelente trabalho!

    Alan Moore aprova esta obra!

  2. Postado por coffeejoerx em 25/10/2010 11:12

    Eu vi para comprar na Fest Comix, torci o nariz, mas depois desta crítica vou comprar.

  3. Postado por Ripclaw em 25/10/2010 11:59

    porra! que foda! parabéns Michel!

  4. Postado por Michel Borges em 26/10/2010 13:40

    Ae, valeuzão pelo review, Evil!!!

    Fiquei feliz, você captou muito do que eu me atentei durante a criação da história. E não tem jeito, minhas inspirações transparecem fácil mesmo. hehehe

  5. Postado por Arandil em 26/10/2010 16:54

    O Aranda aprova (y)

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