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Shank – Análise por evilgambit

Genndy Tartakovsky encontra Quentin Tarantino, tudo isso com jogabilidade dos anos 90.

Gostou?

 

Quando o primeiro vídeo do Shank caiu na Internet ele me cativou de cara. O visual a la Samurai Jack e os diálogos surrados inclinados para uma trama vermelha que faz jus à toda violência estilizada que facas e armas de fogo podem propagam em um ambiente de jogabilidade 2d. É o famoso hack n´ slash.

 

Não é exagero comparar Shank com God of War, com a jogabilidade que Kratos teria nos anos 90. A jogabilidade limitada ao típico side scrolling permite que você faça uso de golpes simples, golpes mais fortes e armas de fogo, respectivamente os botões quadrado, triângulo e bola do seu dualshock. É primordial logo de cara se acostumar a mesclar esses 3 comandos para untar combos e eliminar rapidamente uma legião de inimigos. Claro, como estamos falando de um jogo alinhado à plataforma 2d não poderia faltar o pulo e algumas peripécias circences entre uma peleja e outra, nada muito espetacular e que fará você arrancar os cabelos pois o jogo foca no combate e esses momentos estão estratégicamente colocados apenas para não saturar o jogador.

Será indispensável também será aprender o esquema de defesa e esquiva, utilizando-se o botão L1 e o direcional analógico (que você usa para se movimentar). A corja de inimigos que abastecem os estágios irão exigir do jogador uma boa dose de dedilhação e combos, já para os chefes de fase será necessário ficar atento às possibilidades do cenário de combate e também às dicas dadas pelo jogo.

 

 

Os personagens e desenhos parecem ser inspirados no design limpo e direto de Tartakovsky que você já deve conhecer de Clone Wars e Samurai Jack. O peso da violência estilizada e a trama parece vir de exploited movies típicos de Tarantino e seu amigo Robert Rodrigues.

Shank deseja vingança contra uma turminha de criminosos e cada estágio remete à caça de um deles, lembra bastante Kill Bill e os interlúdios entre as fases são narrados de forma crua e direta, sem muita enrolação (ou se preferir, sem explicar nada direito..). A dublagem é muito boa, já a trilha sonora carecia de mais atenção pois não chega a empolgar. De longe é o aspecto mais fraco do jogo.

 

Falando nisso, muitos podem considerar que não valha a pena gastar 15 dólares no download visto que o jogo não durará mais de 4 horas na mão de um jogador com habilidade. Certamente curto mas também intenso e divertido. E se você tiver um amigo por perto poderá curtir a campanha para dois jogadores, ela é independente da trama principal e necessita de habilidade de ambos os jogadores para prosseguir. Uma pena que eeja disponível apenas localmente, nada de online.

 

 

Shank não decepciona mas também não foge do que pretendeu ser desde o principio: É um jogo 2d com excelente jogabilidade oldschool, violência bruta em um enredo fácil para canalizar a testoterona alheia.

É um jogo de nicho na PSN, é para macho. É uma pena que seja tão curto, ou que custe mais de dez dólares. Nada que uma futura promoção na PSN não resolva…

 

Shank – Klei Entertainment – Playstation 3 (PSN) – Análise por evilgambit

 

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