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Os Mercenários – Crítica de cinema por Ninja

Um ditador inescrupuloso comanda uma pequena ilha na America Latina com mão de ferro, a população sofre, o sujeito é um cara durão e está envolvido com o tráfico de drogas (Entenda bem, se você é um líder militar e vive na América Latina, automaticamente para os rosados tu tem alguma relação com o narcotráfico), então um grupo de bravos mercenários é chamado para dar fim ao problema, e salvar o dia…

Parece coisa dos anos 80 né? De fato, esse roteiro manjado fede, mas fede gostoso…

 

Quando anunciaram a mais recente empreitada de Sly nas telonas, todo mundo ficou curioso, seria mais um Rambo? Ou talvez o retorno de Rocky Balboa, trocando socos em um asilo? Ninguém sabia de fato, até que fotos do astro com tatuagens nos ombros começaram a pipocar na rede, seria uma trama envolvendo a Yakuza?

Que nada, era algo melhor, muito melhor.

 

O roteiro digno de uma boa exibição na Temperatura Máxima aos domingos traz tudo aquilo que era fácil de se encontrar nos filmes de ação dos anos 80 e em boa parte da década seguinte, pois nas palavras do sensei Steven Seagal: “Essas últimas duas décadas foram muito boas para o gênero de ação, até vir Matrix e foder com tudo!”

Realmente, antes era tudo mais simples, bastava ter um herói icônico, algumas perseguições automotivas, um tiroteio bacana aqui, lutas sangrentas alí, mulheres bonitas, uma meia dúzia de explosões para dar aquele toque especial, frases de efeito e voilá! Você tem um filme divertido, com roteiro simples e prontinho para o deleite dos fãs que querem olhar para a tela desligar o cérebro e deixar-se levar por toda aquela ação frenética durante as duas horas seguintes.

 

Os Mercenários proporciona exatamente essa sensação, aqueles que pegaram a era de ouro dos filmes do tipo “Chumbo Grosso”, vão se sentir extremamente a vontade, e reclamar por não ter um Mirabel nas mãos para degustar enquanto o filme se desenrola.

Assim como em Rocky Balboa e Rambo IV, a direção, e parte do roteiro ficam por conta de Stallone que encabeça o título como o protagonista, e na boa, o sujeito é bom naquilo que faz. Consegue transformar gritos de dor, disparos de metralhadoras e explosões de napalm em uma deliciosa sinfonia para os nossos ouvidos.

O filme é agressivo, não tanto quanto o último Rambo, aqui o nível de gore é bem menor, mas existe.

 

O plot é bem básico mesmo, um grupo de ex-militares liderado pelo candidato a G.I. Joe Barney Ross, deve se aventurar em uma microscópica ilha na América Latina com o objetivo de botar o temido general Garza na conta do Papa. No entanto ao chegarem na ilha eles percebem que a coisa não é tão fácil quanto parece, que vão precisar mais do que um punhado de balas para resolver a situação, e que tem peixe muito mais graúdo por trás dos panos…

Simples não acha?

Mas sendo curto e grosso: O filme é bom.

 

 

Agradável e divertido, excelentes cenas de ação, tudo muito mastigado já que o roteiro não é dos mais profundos, mas quem se importa? A idéia é justamente essa, um soco na cara de quem pensa que filme bacana tem que ter lutas mirabolantes, efeitos especiais e robôs gigantes. Sem contar o bom humor, as tiradas dos personagens são hilárias e os risos com determinados comentários acabam saindo de maneira espontânea, talvez para quebrar um pouco a tensão que eventualmente pode rolar entre uma sangrenta briga de facas e um tiroteio…

 

Sly reuniu um verdadeiro Dream Team nesse seu último insight do cinema hetero mundial, no caldo de Os Mercenários estão os ingredientes mais fodas dos últimos anos, mas quem são os mercenários? Pois bem, é hora da chamada:

Sylvester Stallone/Barney Ross – Ator, diretor, roteirista e marombeiro. A face deformada e os músculos inchados já não espantam tanto quanto antes, mas mesmo assim o tiozão aqui já comeu mais mulheres do que você, e portanto merece respeito.

Jason Statham/Lee Christmas – O carrancudo inglês, manja do riscado, caiu de pára-quedas na indústria cinematografica e já conta com um currículo respeitável no gênero de ação, segundo o próprio Sly o sujeito é o futuro dos filmes testosterona, aqui é o braço direito de Ross.

Jet Li/Ying Yang – O tampinha da turma, desde que levou seu traseiro asiático para a América, Jet fugiu muito do padrão que costumava seguir na sua época de ouro em Hong Kong, mas nem por isso merece deméritos, faz uma participação bem tímida se comparado aos demais, mas ainda acho que Chow Yun Fat se daria melhor nesse papel.

Dolph Lundgren/Gunner Jensen – Provavelmente o nerd mais badass do mundo (e de fato ele é), o talentoso gigante sueco não tem mais o mesmo vigor nas telonas que seu colegas mas ainda assim é lembrado por grandes participações, Gunner Jensenn tem um toque que lembra bastante Andrew Scott de Soldado Universal.

Terry Crews/Hale Caesar – Não temos muito a dizer sobre esse aqui, é um bom ator, divertido. Frequentemente lembrado como Julius da série Everybody Hates Chris, e também como o “blondfucker” Latrell de As Branquelas, em Os Mercenários ele é uma versão afro-americana do Tackleberry dos filmes Loucademia de Polícia.

Randy Couture/Toll Road – Lenda do UFC, Randy “The Natural” Couture, faz uma participação até significativa se comparado aos outros coadjuvantes mais experientes, mas sem dúvida alguma ele é melhor socando pessoas dentro de um octógono do que atuando em frente as câmeras, mas tudo bem.

 

Temos ainda reforçando o time de coadjuvantes de peso, são pequenas participações de grandes estrelas algumas no entanto já não possuem o mesmo brilho de antes, como Mickey Rourke que recentemente vem subindo alguns degraus em sua carreira que deixou de ser estável faz tempo, isso é verdade, mas que o cara tem talento ninguém pode negar. Outro que carrega a cruz de ser coadjuvante há anos é Eric Roberts, que interpreta pela “caralhésima” vez um vilão do tipo “colarinho branco”, vai saber, ele tem cara de cretino mesmo…

Completando o time temos ainda o ex-superstar da WWE “Stone Cold” Steve Austin, que aqui bota pra quebrar como o capanga do vilão do filme.

E ainda outras pequenas participações como Gary Daniels, que recentemente pode ser visto como o ciborgue Bryan Fury na duvidosa adaptação do game Tekken, e ainda a discreta e quase imperceptível ponta dos irmãos Antonio Rodrigo e Antonio Rogério Nogueira, mais conhecidos como Minotauro e Minotouro no circuito de MMA.

 

Sem contar as tão faladas aparições relâmpago de John McClane e do Exterminador do Futuro, popularmente conhecidos como Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger.

Temos ainda a belíssima brasileira “Made in Mexico”, Gizele Itié que faz bem o seu papel de beldade durona em meio ao caos que a rodeia, ela serve como um alívio em meio a tantas caras feias, e como ela está gata fala sério…

 

 

Inicialmente cogitou-se a possibilidade de rolar uma espécie de guerra de egos em meio a realização do filme, afinal com tantas estrelas nessa constelação seria absolutamente normal atritos do tipo “o meu é maior que o seu”, mas não é o que acontece. Os caras estão entrosados, passam a impressão que são aquela turma de amigos que se reune aos fins de semana para bater uma pelada e comer um churrasco regado a cerveja.

 

É testosterona pura meu chapa, não dá pra perder, tá afim de ver? Vai lá e assista, leve em consideração que essa é provavelmente a única oportunidade que você terá de ver os grandes ícones do cinema hetero juntos na mesma produção.

Só sugiro que deixe o cérebro em casa e não seja tão crítico, afinal o que conta aqui é a pura e simples diversão, você pode até levar sua patroa junto, mas eu particularmente não recomendaria isso, é que com tanta testosterona na tela pode ser que ela saia do cinema falando grosso e com pêlos no peito…

 

Os Mercenários – Direção: Sylvester Stallone- EUA/2010 – Crítica por Ninja

 

11 comentários

11 Comentários

  1. Postado por Ripclaw em 25/08/2010 13:53

    porra ninja! genial!

    mais um ótimo review… vou assistir hj a parada!

  2. Postado por Rodolfo em 25/08/2010 14:21

    Bela analise. Assistirei esse filme quando sair em DVD.

  3. Postado por Rockman em 26/08/2010 13:05

    …mano, filme do caráleo! Claro, faltou aquela aprofundada na equipe e tal, o filme peca em focar demais no Stallone e um tanto no Statham, com toda a equipe tendo um enorme potencial (…porra, as poucas cenas do Terry Crews e sua magnífica política de “as armas fodas tem que fazer barulho” são épicas…)…

    …e convenhamos, por mais que o Randy seja uma lástima atuando, a briga dele com o Austin é tipo um dos dois melhores quebra-paus do filme…

    …no mais, não há muito do que reclamar, um puta filmão! Só espero que o Stallone queira ganhar mais dinheiro fácil e prepare uma continuação. E se ela focar na equipe como um todo, é mais dinheiro que eu gasto feliz no cinema…8D

  4. Postado por Sesshoumaru em 30/08/2010 09:56

    Cara curto muito seus reviews, esse filme realmente eh muito rox…

  5. Postado por Michael em 1/09/2010 03:39

    porra ninja! genial!

    mais um ótimo review… vou assistir hj a parada!
    +2

    Ninguém vai fazer o Review do “Os homens que nao amavam as mulheres”?

  6. Postado por lord rod em 2/09/2010 15:05

    um colega me disse, que o stalone disse: “Que no brasil pode se matar um e na hora de ir embora eles te dão um macaco” isso procede ou não.. falou camaradas

  7. Postado por evilgambit em 2/09/2010 20:48

    Ele não mentiu.

    Eu fico me perguntando se a mída com dor no cu fosse verificar o que a industria porno norte americada diz sobre o país, como o “Mike in Brazil”…

    Acho que causaria hemorróida cerebral em alguns hipócritas por aqui….

  8. Postado por Ninja em 3/09/2010 08:18

    A verdade dói…

  9. Postado por lord rod em 3/09/2010 17:17

    obrigado pela resposta evilgambit…

  10. Postado por mrzalbag em 4/09/2010 09:50

    cara sou fã de filme pé na cara oldschool mas achei os mercenarios uma boa merda – o pior filme q eu ja vi nem as cenas de ação salvam…

  11. Postado por lord rod em 4/09/2010 21:28

    o que a industria porno fala sobre nós, o quintal deles que é o brasil…

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