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O que ando jogando (DQIX e mais) - por evilgambit

O que eu ando jogando?

 

Faz tempo que eu não comento o que ando jogando e como até criei uma categoria para tratar disso na EGL, é hora de listar os jogos que me fazem dormir menos no mês de julho:

 

 

 

Image Fight II

 

 

Eu fiquei meses procurando esse jogo em leilões virtuais, comunidade de colecionadores e alguns sites especializados. A vontade era de tê-lo original e em estado aceitável na minha pequena e adorável coleção de joguetes. Infelizmente não tive sucesso em minhas buscas e acabei queimando um CD para jogá-lo em meu console, já é alguma coisa…

Image Fight II é bem parecido com a versão PC ENGINE do primeiro jogo, fiel ao arcade e com gráficos e sons bem superiores à versão Famicom. A nave e os inimigos são bem grandes, a sensação é de jogar com um zoom na tela, e isso deixa o jogo ainda mais dificil. Como tudo é maior que de costume sobra pouco espaço para visualizar e desviar dos tiros inimigos.

Como no primeiro jogo o destaque fica para os chefes de fase, todos bacanas, originais e com uma manha para destruí-los rapidamente.

 

Os gráficos são legais, mas bom mesmo é a trilha sonora: oldscholl chiptune com qualidade digital graças ao CDROM do console da NEC, se hoje em dia é muito bom na época deveria ter sido algo quase que sobrenatural.

Não sou fã de jogos de nave com scroll vertical mas adoro essa série, que pouca gente dá bola e conhece de longe a versão Nes e Arcade. O segundo jogo da série é quase que desconhecido por aqui pois é exclusivo do PC ENGINE CD.

 

 

 

Medal of Honor - BETA

 

Resistance me ensinou a jogar FPS em consoles, na verdade me ensinou a gostar de FPS. Quando Modern Warfare chegou ao meu PS3 jogar jogos de tiro em primeira pessoa no dualshock já não era uma barreira e as novidades e qualidades da série me fizeram gostar ainda mais de matar pessoas virtualmente com uma M4 totalmente customizada.

É bastante cômodo e divertido reunir meia dúzia de amigos na PSN, encontrar um servidor e jogar 4 partidas de S&D. Diversão rápida, interação com outros jogadores, boa dose de estratégia com habilidade e um comprovado relaxamento mental após um dia estafante de trabalho.

E as pessoas ainda se perguntam porquê esses jogos fazem tanto sucesso…

 

Medal of Honor já teve seus momentos de glória, esse BETA revela que o novo jogo a ser lançado daqui alguns meses rouba boa parte das qualidades da série Call of Duty; a jogabilidade é praticamente idêntica, o feeling das armas é um pouco mais realista (a movimentação é menos arcade, mais lerda.. ) e é mais fácil alvejar os inimigos. A ambientação que remete à conflitos contemporrâneos deixa o jogo ainda mais parecido com Modern Warfare e eu fico me perguntando se compraria este jogo tendo os dois MW´s na minha estante.

 

Visualmente o BETA parece já bem acabado. Mas falta finalizar algumas coisas como as animações das mortes e otimizar a qualidade das partidas online, o “lag” é bem perceptível.

 

 

 

Super Street Fighter IV

 

É como cocaína. Não vou mentir.

 

O melhor é que agora muitos chapas do EGL INN tem um PS3, uma boa conexão e o jogo, claro. Então boas partidas onlines estão rolando quase que diariamente e Street Fighter sempre se tratou disso: treinar estratégias, ver vídeos do Daigo em vão e testar suas habilidades perante oponentes REAIS.

O povo anda gravando algumas partidas e postando no sempre ativo tópico oficial para o jogo.

 

 

 

 

Dragon Quest IX

 

Finalmente saiu a versão ocidental da série mais adorada no gênero que não me cativa mais.

É, eu não tenho tempo nem saco para j-rpg´s. Defendi Final Fantasy XIII com unhas e dentes aqui à alguns meses para deixá-lo de lado em seguida. E não vou dizer que é falta de tempo, o motivo não é bem esse…

Dragon Quest sempre primou por preservar a tradição no gênero que ela mesmo criou. Como fã da série e totalmente embasbacado com a puta evolução visual trazida no oitavo jogo da série para o PS2, desta vez queria tudo em HD e com som Surround 5.1 num console desta geração.

Mas a Square Enix prefere o lucro certo, gastar pouco e migrar a engine de Dragon Quest VIII para o diminuto Nintendo DS. É uma decisão do ponto de vista gerencial sábia. O portátil da Nintendo tem uma formidável base instalada e é a plataforma mais popular no Japão. Não dei muita bola para o jogo desde então, mas sabia que iria jogá-lo mesmo achando que os jogos “main” da minha série favorita mereciam mesmo a tv da minha sala (e o investimento que dei nela).

 

Dragon Quest IX é essencialmente uma homenagem à Dragon Quest III lançado para o Nes numa época em que metade das pessoas que estão lendo este artigo ou não eram nascidas ou ainda cagavam a cada 15 minutos em um berço fedendo talco.

O sistema de batalha é rápido, a trilha sonora é fantástica, o protagonista é um herói lendário que não fala, as cidades estão cheia de quests que resultaram em horas de buscas, batalhas e macetes a serem discutidos no fórum da EGL Inn e o sistema de JOBS é uma evolução natural do sistema de DQIII.

 

Estou com 6 horas de jogo e acredito que muito cru ainda, muita coisa boa deve rolar. O enredo vai crescendo aos poucos, a cada avanço no mapa mundi novas cidades estão acessíveis e novos eventos podem ser liberados. Descansar no Inn, salvar o jogo com o padre, a compulsividade por descer em poços e conversar diretamente com o REI, isso é puro Dragon Quest e está tudo muito bonito no Nintendo DS.

 

É inacreditável como conseguiram transportar boa parte do visual do oitavo jogo no PS2 para o Nintendo DS. A animação dos monstros é soberba, a caracterização dos personagens é ainda melhor visto que tudo é visualmente customizável.

Até agora, o único ponto fraco do jogo é que como ele é baseado no sistema de DQIII, somente o Herói tem um enredo e participação ativa na trama, os outros 3 personagens aliados são recrutáveis no inicio do jogo, totalmente customizáveis e não tem ligação direta com a história.

Não há aquilo de no começo do jogo chegar em uma cidade, fazer amizade com um sujeito que compartilha mais ou menos as mesmas motivações gerais que você e tê-lo no grupo até o “THE END”.

 

Esse tipo de coisa acrescenta muita coisa ao jogador. Lembro-me até hoje de como fiquei puto da vida quando alguns personagens de Dragon Quest VII (PSone) saiam da trama e não é porque eles eram fortes ou detiam uma arma cara pra caramba, é porque eu gostava deles mesmo. Isso não existe em DQIX, ao menos não por enquanto.

 

O jogo tem como novidade certa conectividade online. Como nunca coloquei meu DS online e nem pretendo, não me prolongarei a respeito.

 

Eu vou degustar DQIX aos poucos. Fazer alguns QUESTs e evoluir alguns jobs clássicos. O jogo tem novidades interessantes mas no geral detém a mecânica clássica da série, que cativa os fãs da série e que ainda não me parece nem um pouco cansativa. Não adianta querer mudar a roda, DQIX mostra que o negócio é deixá-la bem bonita e girando perfeitamente redonda.

 

ps: Optei por colocar um vídeo do gameplay da versão japonesa porque a qualidade sonora do vídeo está sensacional.

 

 

Para fechar com chave de ouro: Dragon Quest Village Medley por Gilliam

6 Comentários

  1. Gillian 18, julho 2010 10:03

    Opa…mais um vídeo meu na EGL. \o/

    Ficou muito bom o texto sobre o DQIX. Tradição é tudo mesmo nessa série…

    Fiquei interessado nesse image fight 2 ae. Sabe se roda de boa no emulador do PC-ENGINE?

  2. † Yugo † 19, julho 2010 04:50

    legal, vou jogar o DQ, o jogo parece que ta massa mesmo.

  3. Mystic_Crono 19, julho 2010 11:00

    Rox…

    Sux ter postado o vídeo que perdi

    heheheh

  4. Sharingan 19, julho 2010 12:22

    Esses tais de Sharinga e Mystic jogam demais heim?!

  5. Tosco 20, julho 2010 01:54

    O Dragon Quest IX ficou bem bom mesmo, melhor rpg do ds :)

  6. badong 28, julho 2010 11:14

    E eu achava que eu sabia jogar ssf4…

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