A era pós SFII no Snes - por evilgambit

No começo dos anos 90 todo mundo queria um Snes. E quem o tinha queria alugar Street Fighter II todo final de semana.
Esse era o problema…
Conseguir alugar Street Fighter II nos finais de semana era um exercício de sorte e muita paciência. Conheci muita gente que passava HORAS esperando até alguém devolver um Street Fighter II ou quem sabe um Final Fight…. um Area 88 já salvaria a tarde de sábado.
O caso é que a molecada na época tinha que se satisfazer com os saudosos jogos de luta que foram na onda de SFII do Snes. Se você viveu esta época de ouro dos videogames deve se lembrar da coqueluche de jogos de luta que copiavam descaradamente Ryu e cia.
Quem tinha um Mega Drive dizia para si mesmo que Sonic era bom pra caramba - Quem tinha o Snes queria desesperadamente dar porrada em alguém e caia em depressão por não conseguir jogar com o Sagat…
Dentre o período que compreendeu Street Fighter II - The World Warriors e Street Fighter II - Turbo Hyper Fighting no console da Nintendo eu consigo me lembrar de 5 clones que preenchiam a larica dos jogadores para um bom kick and punch nas locadoras das redondezas.
Vejamos:
Golden Fighter
Jogo esquisito que capturava o incauto locatário pela capa, muito bonita e com aquela arte japonesa que cativa os colecionadores até hoje.
Graficamente ele era até bacana; com bonecos grandes, detalhados e esbanjando cores graças ao poderio do Snes. Mas a jogabilidade estava mais para porradaria estilo Double Dragon pois você controlava um boneco supá hero japonês genérico saído de um anime de segunda categoria e metia porrada em dezenas de inimigos também genéricos até encontrar um chefão fantasiado, para só então ficar parecido com um autêntico jogo de luta “mano a mano”.
Porém o esquema das lutas era grotesco, lerdo, desengonçado e pior de tudo: nem um pouco divertido. Golden Fighter ainda tinha elementos típicos de rpg como elevação de força por experiência e coisas do tipo.
Muitos menus, muita coisa para selecionar ….. Golden Fighter é uma merda.
Powe Moves
Eu gostava de Power Moves. O jogo era uma cópia PURA de Street Fighter II, o protagonista Joe (Zé em bom português) é um lutador devotado que vaga pelo mundo em busca de lutadores mais fortes, como clones do Zangief e da Chun Li.
Graficamente não tem nada demais, mesmo para a época. Mas eu me lembro de belos cenários bucólicos e as musicas que honravam o padrão Kaneco de qualidade, eram muito boas.
A jogabilidade copiava elementos de Fatal Fury: No modo História você só pode jogar com o Joe, existem um plano inferior e superior para esquivar-se de uma jogabilidade bem truncada. Os golpes especiais eram legais mas o nível de estratégia era severamente comprometido pela total falta de agilidade de boa parte dos lutadores e da regra de colisão bem limitada. Alguns vão se lembrar do jogo como Power Athlete, nome dado à versão japonesa deste clone safado.
Best of the Best
Em 1992 o que era mais legal que jogos de luta?
FILMES DE LUTA.
Nesta época eu só assistia filmes de luta. Os ocidentais com Van Dammes e/ou com Ninjas, os Wushus chineses e também os filmes Yakuza “MAFIA WARS” japoneses. Era uma época de alta taxa de testosterona e um dos meus preferidos à época era o “Best of the Best”.
Depois de ver essa platina cinematográfica eu entro na PROGAMES de Campinas e vejo um jogo com o mesmo nome do filme dando sopa no mostruário. Aluguei crente de que se tratava de uma fodástica versão SFII, eu seria o Tommy Lee e vingaria o MEU IRMÃO com meu SNES!!!!!!!
A merda é que Best of the Best: Championship Karate funciona como um simulador de artes marciais. É como querer jogar Gradius e alugar Wing Commander: você se fode e pronto.
World Heroes
Eu já conhecia World Heroes dos arcades. Era aquele jogo de luta que no auge do gênero já não agradava ninguém no fliperama. Mas nos consoles a história era diferente.
O jogo podia ser um plágio safado de SFII visto que quase todos os personagens tinha alguma semelhança física com o carro chefe da Capcom e a jogabilidade nao era nenhuma jóia. Mas eu gostada da versão do Snes.
Puxando pela memória eu lembro de ter ficado bastante impressionado com a qualidade do “port” para o console. Todos os personagens, cenários, vozes, musicas, era tudo bem fiel ao original do Neo Geo. O sistema de combos era absurdamente simples (limitava-se aos famosos 2 em 1) mas era divertido de jogar com um amigo.
E tinha um clone do Bruce Lee bem bacana.
Ranma ½: Bakuretsu Rantohe
À época meu conhecimento sobre mangás e animes se resumia a quase zero. Não conhecia o mangá Ranma ½ e cheguei até o jogo por intermédio de um primo que havia passado uma temporada no Japão. Ele trouxe vários cartuchos de Super Famicon e deixou Ranma ½: Bakuretsu Rantohe em casa por alguns dias.
Cara, como eu me diverti.
A jogabilidade não tem nada demais. É um SFII absurdamente simplificado e que funciona muito bem. As lutas são divertidas, os golpes saem fácil e o melhor de tudo: havia um tipo de humor novo para mim. As vozes digitalizadas eram fantásticas para a época, o bom humor era latente. A trilha sonora contém composições empolgantes com samplers bacanas que simulavam guitarras e outros instrumentos fodas.
Bakuretsu Rantohe é o segundo jogo da série para o Snes. Porém esse foi o único que joguei. Tenho ele bem guardado na minha coleção e sempre que possível o jogo para dar boas risadas com essa pérola gamística.
Ah se todo clone de SFII fosse bom assim.
Quando Street Fighter II Turbo chegou ao Snes. Os donos do Mega já tinham seu Special Champion Edition, a Takara convertia clássicos como Fatal Fury 2 e Art of Fighting e a memorável série Mortal Kombat agregava cada vez mais fãs nos arcades e consoles.
Foi uma época bacana, o auge dos jogos de luta sem dúvida nenhuma e dentre tantos clássicos imediatos no gênero, seja em versões domésticas como nos arcades, eu ainda vou me lembrar destas 5 pérolas que rodaram no meu Snes velho de guerra.
Não vou negar, eles me divertiram (menos Golden Fighter) nos finais de semana sem Street Fighter II.
13 Comentários
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Best of the Best é uma MERDA.
Mas bem ambicioso, sem dúvida, tinha muita customização de golpes.
E eu tenho um amigo que ainda acha que é um dos jogos de luta mais bem feitos e realistas até hoje.Ah tá.
caraca, esse do ranma ainda não tinha visto =P
Eu lembro mesmo em sair procurando de locadora em locadora… no início. Porque depois eu me encaralhei e pedi um SF2 de presente. haa!
Ei! World Heroes era massa!
Eu tinha um outro que eu gostava também: Yu Yu Hakusho Final! =D
Pô.. Yuyu Hakusho Final era foda mesmo. Pena ter muito slowdown…
Além de World of Heroes e SF2 é lógico, eu jogava muito Dragon Ball Z 2 e 3 de luta do snes. Era muito foda “rebater” um kamehamehá! =D
Fighters History, mais copiado de Street II acho que é impossível.
eu me lembro que tinha uns dragonballs Z’s que eram legais… tinhas outros que eram uma merda… mas o Ranma é imbatível! Realmente é um jogo bom!
Infelizmente só fui conhecer ele por emulador…
Sem duvida achar SFII na locadora final de semana era rarissimo e por isso tbm pegava outros de luta no lugar, joguei muito mortal kombat 2-3, world heroes 2, killer instinct, samurai shodown, clay fighter, primal rage, fatal fury 2 e até o mesmo o Teenage Mutant Ninja Turtles Tournament Fighters ou simplismente “tartarugas ninja de luta” como a gente dizia… Bons tempos, hj em dia alugar um jogo parece n ter a mesma graça.
Cara.. eu nao jogava nada disso
era Street, MKII ou então Yu Yu
q épocas eram akelas.. matava aula na quarta, quinta série para ir jogar um flipper ou ir na locadora axar um console vazio p dar uns combos
kkkk
cara, esse vídeo do golden fighter ae… puta véio… eu desisti de ver ele no início, quando mostra o jogador colocando um puta dum nome gigante… pra que que o maluco grava isso!? que porra. =P
Rapaz, World Heroes fez parte de longas horas de jogatina com os moleques da escola. Se não me engano, foi no segundo que surgiram algumas traps nos cenarios. SF só começou a fazer parte mesmo do nosso cotidiano no Champion Edition, porque era um frenesi entre a pivetada poder jogar com “o boxeador, o mãos-de-tesoura, o pirata e o policial”. Na época ninguém queria saber de guardar nomes, e salve o “Alexfull”.
Ainda me lembro da primeira vez que joguei SF… guri chega pra mim ” olha aqui, esse do exercito é o ‘Gaia’… tá escrito Guíle, mas se fala ‘Gaia’ ”
Sendo pertinente ao assunto:
Caralho, então era golden fighter o nome desta porra!
Eu me divertia (!) jogando isso, não sei como, aos 8 anos, por aí. Tem um tempão que fico tentando lembrar do nome desse jogo cara. Tudo que eu me lembrava dessa parada era o protagonista vestido de vermelho, o modo ” briga de rua ” e o final da fase no 1×1, num ringue cheio de gente ao redor.
Porra, acho que eu passei um bom tempo me torturando mentalmente pra lembrar de mais detalhes desse jogo. Bom tempo mesmo, coisa de anos… tá ligado aquele pensamento random antes de ir dormir? ” um dia eu lembro o nome daquele joguinho “.
Agora vou passar alguns anos me torturando pra esquecer, haha. Brincadeiras à parte, nesse sentido, tem certas coisas que nem mesmo a palavra nostalgia consegue representar. Memórias de um tempo que eu nem sabia direito que era gente, hehe.
Golden Fighter , porra , uns dos primeiros jogos que aluguei na saudosa Pró Games…jogava um outro de Snes chamado “Dead Dance” que era bem mais ou menos …
Putz, nostalgia total. Eu gostava de “Dead Dance”. Se não me engano o “Pit Fighter” também era desse período antes de Street Fighter 2, aliás, versão horrorosa.
Porra véio, muito bom esse texto! Pior que eu gostava do Golden Fighter, tinha um amigo nosso que traduziu os menus em japonês e decorou os golpes e ensinava tudo pra galera! Bons tempos!