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Resident Evil 1.5 - por evilgambit

ATENÇÃO: Este artigo contém elementos de violência e sanguinolência que não foram mostrados ao grande público.

 

Passei algum tempo do último final de semana jogando Resident Evil 2 do PSone via PSN no Playstation 3. Foram os seis dólares melhores gastos em 2010 lá em casa.

Após terminar o lado A com Leon e o B com a Claire reforcei minha opinião sobre o RE2 ser o meu preferido na série de survival horror da Capcom. Elementos de estratégia (administrando baixa quantidade de munição e itens de cura), puzzles deliciosos, portas que só abrem com chaves estranhas e zumbis - asquerosos, lentos e traiçoeiros - serão sempre melhores que negões malucos ou espanicos com batráquios saindo pela garganta!

Isso sim é Resident Evil.

 

 

Enfim, após terminar o jogo fiquei inquieto para escrever uma análise dele neste meu adorado espaço virtual. Porém pesquisando a fundo sobre o jogo acabei descobrindo algo mais interessante que apenas uma argumentação sobre meu gosto por mulheres com rabo de cavalo que trafegam como tanques de guerra em cidades sitiadas por mortos vivos.

A pré produção e betas de Resident Evil 2.

 

 

A CAPCOM cresceu o olho com sucesso comercial de Resident Evil e após portar o jogo para o Sega Saturn e PC tratou logo de iniciar a produção da sequência.

Inicialmente o jogo se chamaria “Resident Evil 1.5″ e seguiria o mesmo caminho da versão final do jogo, mostrando dois azarados perambulando pela Racoon City infestada por contaminantes do G-VIRUS.

 

Esta versão foi descontinuada antes de ter sido finalizada (dizem que chegou a estar 80% completa). Ela nunca vazou oficialmente e muitas informações e detalhes estão disponíveis na grande rede:

 

 

A personagem feminina inicialmente não seria Claire Redfield e sim a inédita Elza Walker.

 

 

 

A trama seria significativamente diferente da versão final pois vários personagens que morrem logo na primeira hora de jogo teria papel relevante na versão 1.5; como o obeso dono da loja de armas e Marvin, aquele policial negro ferido que dá ao personagem acesso no computador no hall central da delegacia.

Anete Birkin e Ada Wong tem visual diferente da versão final. Abaixo imagens para ilustrar

 

 

 

Detalhe: Ada se chamaria Linda. E seria menos femme fatale.

 

Abaixo o inédito Brian Irons, um policial sobrevivente sitiado na delegacia que te ajudaria no decorrer do jogo.

 

 

 

Todos os cenários do jogo tem diferenças gráficas se comparado à versão final. Existem alguns vídeos para ilustrar:

 

 

 

 

Notem que os dubladores são diferentes da versão final. A trilha sonora idem.

 

 

RE 1.5 ainda teria armas e itens inéditos como granadas de mão e armas automáticas. A violência seria estilizada, com zumbis explodindo e fazendo, literalmente, chover sangue no cenário.

O jogo contava ainda com inimigos que foram sumariamente limados da versão final. Monstros como Aranhas Zumbis, Gorilas Zumbis e outras raças de cães zumbis iriam atormentar Leon e Elza.

 

 

 

 

 

 

A CAPCOM acabou desistindo desta versão e iniciou a produção de Resident Evil 2. Elza deu lugar à Claire e o jogo tomou a forma final que conhecemos.

Algumas versões BETA de RE2 acabaram vazando e elas demonstram diferenças mais sutis, como itens inéditos e detalhes gráficos diferentes em cenários e monstros.

Abaixo um vídeo do BETA de RE2:

 

 

 

Com o lançamento de Resident Evil Director´s Cut para o PSONE, a Capcom resolveu incluir uma versão TRIAL de RE2. Eu tenho essa versão e ela já está praticamente idêntica à versão final, com diferenças quase imperceptíveis.

Quando eu morava no Japão, nos anos 90, tinha acesso a revistas de videogame que vinham com cd´s de demonstrações de jogos. Em uma delas havia um demo de RE2, bem diferente da versão final, lembro que era possível controlar Leon em um cenário que lembrava um bar com mesas de bilhar e zumbis idênticos ao de RE1.

É uma pena ter perdido esse cd.

 

 

Fãs de Resident Evil 2, com razão, sempre questionaram porque RE 1.5 que continha tantos elementos legais e inéditos na série, nunca chegou a ser publicado pela CAPCOM. Algumas petições onlines foram propagadas, todas sumariamente ignoradas pela produtora.

Diferente de Street Fighter 2, eu não conheço livros e artbooks para Resident Evil, com informações preciosas sobre os bastidores da produção dos jogos (nota - se você conhece, me recomende nos comentários) e muita coisa só foi descoberta porque essas versões em desenvolvimento acabaram vazando através da mídia especializada ou foram exploradas por quem tinha tempo livre para mexer nos arquivos escondidos dentro do código do jogo.

 

Um grupo de programadores tem a intenção de distribuir uma versão modificada de Resident Evil 2 para PC trazendo boa parte do conceito de RE 1.5 e elementos originais, típico dos fãs fervorosos.

 

Clique aqui para conhecer o projeto.

 

 

Agora estou pensando em comprar Resident Evil 3 na PSN. Esses jogos podem ser severamente ultrapassados na jogabilidade e visual, mas a ambientação e uso magistral das capacidades sonoras fazem deles verdadeiros clássicos, para serem devidamente cultuados como versões digitais e interativas dos filmes de George A. Romero.

 

Comercial de Resident Evil 2 no Japão:

 

 

Nota: O comercial é dirigido por Romero.

 

 

Fonte para este artigo:

http://www.unseen64.net/articles/resident-evil-2-beta-backgrounds/
http://www.bioflames.com/

13 Comentários

  1. Chris 28, junho 2010 15:41

    Tbm acho RE2 o melhor da serie… jogar 2 versoes da mesma historia ficou excelente… pena n repetirem a dose ate hj… Quanto a livros e artbooks, esse site da uma boa lista dos disponiveis [http://www.residentevil.com.br/livros_e_gibis/livros.php#cima] na maioria de titulos mais recentes… Vlw pela boa lembrança, acho q vou tira o pó do Psone e jogar tbm.

  2. [...] This post was mentioned on Twitter by Djuli Mosena, evilgambit. evilgambit said: O obscuro Resident Evil 1.5 comentado na EGL - http://bit.ly/c1PxPm [...]

  3. João Mendes 28, junho 2010 16:36

    excelente artigo.

    nivel tipico da EGL mesmo.

  4. Jonas 28, junho 2010 18:48

    Afinal, alguém realmente gostou do novo Wesker? Ou melhor, do novo feeling da franquia? A mim pareceu que os jogos tomaram o mesmo rumo dos filmes. Sai de cena a sensação de ” sobrevivente ” e entra em cena o shoot’em up. Ok, estou exagerando, mas talvez nem tanto.

    Consequência de uma formula que eventualmente iria se esgotar? É difícil dizer, eu acho que sim. Mas ainda se pode tentar analizar o que eu considero como errado (depois que a merda foi feita, é fácil).

    O que eu mais admirava em Resident Evil era a ambientação. Você se sentia acuado, cercado por todos os lados, em certos momentos até desesperado, as vezes até sem entender porque. Quem não se arrepiou ao ver os pixels da cara do policial negão ficando brancos enquanto aquela música desgraçada tocava ao fundo?

    Aqueles gráficos do playstation… era preciso ter muito cuidado, pois um monstro que deveria ser assustador poderia ficar simplesmente ridículo (e inevitavelmente quadrado), daí se apelava muito mais pro suspense. O terror psicológico.

    Agora, tudo se resume à sensação de ” wonder “, entende? Os novos REs impressionam, mas de um jeito diferente. É o que eu chamo de Síndrome de Devil May Cry.

    A sutileza abandonou Raccon City.

    Btw, ótimo artigo, evil.

  5. † Yugo † 29, junho 2010 03:13

    Re2 foi legal mesmo, mas o meu favorito mesmo era o primeiro, principalmente o remake que saiu pra gamecube.
    Apesar de hoje, o RE5 liderar a minha lista de jogos mais fodas que joguei nos ultimos anos, eu tenho saudade de matar zumbis mesmo.
    Queria ver zumbis no RE6. O foda é que tão dizendo por ae que o próximo pode levar 8 anos pra sair… é verdade isso?

  6. churrumino 29, junho 2010 10:08

    Tá lôco, eu achei Resident Evil 5 tosco. Ele e o Chris e seus momentos Hercules e Falcon Punch.

    Nem comparar com o 4 que não se levava muito a sério, e a personalidade do Leon é muito mais legal, o jogo tem um clima muito mais “cheesy” do que o RE5 que é todo serious business e de repente você tá dando soco em pedregulhos.

    Fora voltar pro inventário de 9 espaços, o tetris do RE4 tinha caído que nem uma luva.

  7. † Yugo † 29, junho 2010 13:32

    a jogabilidade do 4 é ruim de mais

  8. JG 29, junho 2010 15:24

    Ainda não joguei o 5, mas eu tinha o 4 que saiu pro Cube, e curtia bastante.

    E meu favorito é o 3. Eu sei que é o mais fácil, mas como foi o primeiro que eu joguei, acho que foi o que mais marcou.

  9. churrumino 29, junho 2010 16:38

    O que mudou do RE4 pro 5 na jogabilidade? Que tem strafe? Algo mais?

    Nem considero isso limitação do RE4, a jogabilidade é idêntica aos RE’s antigos no 4 (e quase exatamente a mesma coisa no 5), com excessão da mira laser, onde nos RE’s antigos você só escolhia mirar reto, pra cima ou pra baixo.

    Pra mim a única falha grave do RE4 é ter que entrar no inventário pra trocar de armas.

    Único chamariz realmente BOM do RE5 foi o multiplayer cooperativo. Sendo que chega a ser frustrante e chato jogar sozinho, já que o jogo é pensado inteiro pra jogar em duas pessoas.

  10. Enzo 29, junho 2010 19:47

    Será que não reaproveitaram esse 1.5 na forma de Dino Crisis não?De 1996 pra 1999 dá pra dar uma maquiada legal e portar pro Dreamcast…

  11. evilgambit 29, junho 2010 19:55

    Enzo.

    A engine do RE 1 ao 3 é a mesma. A Capcom já tinha dito isso em uma entrevista através do Okamoto, quando ele ainda era supervisor da série.

    Dino Crisis tem uma engine mais poderosa, diferente de RE, os cenários não eram estáticos, a ambientação era toda em 3D e poligonal. Foi um avanço e tanto para a época no PSone.

    Essa engine ganhou força com as ferramentas de desenvolvimento baseados no WINDOWS CE da Microsoft e Sega, e foi o pontapé inicial para o Code Veronica do Dreamcast.

    Sobre o RE4, eu gosto do jogo. Só acho que de RE ele não tem quase nada. Concordo que em termos de jogabilidade foi um puta avanço, mas perdeu a ambientação da série.

    RE5 é pior ainda. De RE só tem fragmentos no roteiro, Cris de RE não tem nada. Mas eu achei mais divertido que RE4, principalmente pq o jogo assumiu de vez a vertente shooter. E eu joguei sozinho, não achei ruim não.

    Ainda tenho esperanças de um RE2 remake na PSN ou até em disco no Wii, a esperança persiste.

    RE 1.5 será sempre uma sombra nem tão misteriosa. O máximo que pode acontecer é eventualmente vazar na Internet o tal disco que o colecionador alemão diz ter…

  12. † Yugo † 6, julho 2010 05:13

    churru,

    Pra ti pode até não ter feito diferença, mas pra MIM, que jogo no PC, mudou muito a jogabilidade do 4 pro 5. O 4 não veio com a opção pra se jogar no mouse. Broxantemente tentaram fazer uns patchs pra se jogar com o mouse, que so pioraram a jogabilidade.

    Quanto ao modo coop no 5, foi exatamente por isso que eu gostei muito dele.

    O que não da mais, na minha opinião, é morrer na mesmice, e ficar voltando pra racoon city (ou coisa parecida) matando zombis lentos em cada RE novo que sair.
    Por exemplo, o fato do primeiro se passar em uma mansão e do segundo ser em racoon city é que tornam esses dois jogos especiais em suas particularidades.

    Eu aprovo o fato da capcom buscar sempre uma novidade na jogabilidade. Porra, o 1, o 2 e o 3 (junto com as outras vertentes da franquia aka: code veronica e etc…) tem a mesma forma de se jogar. Por que não mudar no 4 e no 5? E nada impede de um próximo RE voltar a ter um clima mais de suspense sem que a camera estática num quadro seja a nossa maior inimiga…

    Eu sou um gamer que ja ta passando dos 30 e curto muito esses jogos da minha epoca de muleque. Eu felizmente ou infelizmente, tenho a mente aberta a novidades.
    Aos que ja começam a jogar o RE 5 com pessimismo só porque vem o Cris e não o Leon ou porque o jogo não tem zumbis (pra mim os negões são zumbis do left4dead, eles correm =P), eu recomendo que reconsiderem a possibilidade de joga-lo novamente com outros olhos. Ou vão se frustrar muito com os jogos daqui pra frente. Ja que as coisas tendem a evoluir e não parar no tempo.
    Repito, é o meu gosto e minha opinião. Eles perderam o fator “medo”, survival, que eu via no RE1 mas ganharam em outros pontos.

    PS. eu tmb prefiro o Leon, mas vai fazer oq… deixar de jogar eu não vou. O Cris so faltou soltar hadouken, ficou com o top do Ryu! kkkk

  13. coffeejoerx 17, julho 2010 23:18

    Excelente artigo, já tinha lido sobre o Resident Evil 1.5 mas este trouxe coisas novas como o gorilão e o Aranha-Homem.

    Parabéns.

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