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Prince of Persia – Crítica de cinema por Ninja

Prince of Persia chegou as cinemas fazendo barulho, promete ser o primeiro blockbuster (mesmo) baseado em um jogo de videogame a render bons frutos, e curiosamente agrada a quatro grupos distintos de pessoas…

 

Provavelmente esse filme vai te agradar se você se encaixar em um dos perfis abaixo:
- É um fã da série.
- É um espectador casual, que vai ao cinema para ver um bom filme de aventura.
- É uma adolescente gostosinha.
- É um veadão enrustido.

 

Não está entendendo? Tudo bem, não sou tão foda quanto o Professor Tibúrcio, mas acho que posso dar uma explicação decente.

 

Quando anunciaram que esse filme seria feito, confesso que me bateu um enorme cagaço. Sou um fã da série criada por Jordan Mechner, tive o prazer de jogar o game original e todos os títulos que vieram a seguir, (mesmo que alguns deles nem sejam dignos de nota) e posso dizer com toda a certeza que se hoje em dia eu gasto algumas preciosas horas da minha vida com um joystick na mão em frente a uma TV, resultando em dedos amarelos e vista cansada, aquele sujeito de turbante que se aventurava por calabouços ameaçadores é sem dúvida alguma um pouco responsável por isso.

Meu medo de ver uma obra tão querida ser desfigurada nas mãos de um cineasta inescrupuloso (nossa, que trecho dramático, não?) logo foi consideravelmente amenizado ao saber que a produção estava a cargo de ninguém menos que Jerry Bruckheimer, o produtor mais pauzudo de Hollywood. Considerado o midas da indústria cinematográfica e isso não é por acaso, o currículo do cara é invejável com um sucesso seguido do outro, realmente ele pode se gabar de fazer dinheiro jorrar das salas de cinema em todo o mundo. E um outro detalhe muito importante, a obra patrocinada pelo poderoso estúdio Disney tinha o aval e consultoria do criador da saga, Jordan Mechner em pessoa.

 

Sabendo que a obra estava em boas mãos e a cargo de um diretor competente, a medida que as fotos foram sendo divulgadas meu ânimo com o resultado final ficava cada vez mais evidente, o filme em questão é baseado na “trilogia do tempo” que teve início nos consoles que estavam em destaque no ano de 2003 e seguiu até o desfecho em 2005, essa saga que por sinal introduziu uma narrativa bem diferente e muito mais complexa daquela característica dos jogos anteriores (vocês sabem: Herói destemido salva a mocinha das garras do vilão cruel) pode ser considerada como os capítulos mais importantes desde a criação da franquia em 1989.

 

Obviamente o que se vê na tela não é exatamente aquilo presente nos jogos, o roteiro teve que ser totalmente adaptado para caber em uma projeção de 116 minutos e fazer sentido para aquelas pessoas que sequer fazem idéia de que se trata de uma adaptação de videogame, no entanto ao contrário de muitas produções semelhantes Prince of Persia seguiu (na medida do possível, é claro) a receita original respeitando a mitologia por trás da saga.

O visual do protagonista é bem fiel ao que é visto nos jogos (em particular aos capítulos Warrior Whithin (2004) e The Two Thrones (2005), desta vez Jake Gyllenhaal que havia sido enrabado pelo coringa em uma cabana no alto de uma montanha em 2006, cansou do estigma de pertencer ao lado colorido da força e resolveu (aparentemente) virar cabra-macho, e quem sabe emplacar seu primeiro blockbuster e talvez ser reconhecido como protagonista decente para filmes de ação.

 

 

Na trama, o príncipe que aqui ganhou o nome de Dastan (só pra constar, se minha memória que não é das melhores não me falha, creio que desde o primeiro jogo lançado em 1989 o príncipe não tinha um nome próprio, e isso é possível sacar na trilogia do tempo também pois sempre que ele é mencionado sua pessoa é chamada apenas de “Prince”, ele mesmo diz isso várias vezes e não cita o nome Dastan em momento algum, e esse é o parênteses mais longo que já escreví até agora)…

Enfim continuando, o príncipe Dastan filho do sábio rei Sharaman, junto de seus irmãos e de seu Tio Nizam (Ben Kingsley) parte em uma investida no melhor estilo George W. Bush (assistam e vocês vão entender) a mítica cidade de Alamut, onde conhece a belíssima e suculenta princesa Tamina (Gemma Arterton) e acaba descobrindo a enigmática adaga do tempo. Após uma empolgante e muito bem trabalhada sequência de ação, uma série de acontecimentos catastróficos é desencadeada e o príncipe se vê acusado de matar o próprio pai e deve cortar um dobrado para salvar o próprio rabo, o rabo da princesa (e que rabo) e colocar tudo em seu devido lugar. A partir daqui é possível sacar que o enredo difere do original, mas tudo bem o foco principal ainda é mantido…

 

De fato, as referências ficam bem claras para quem conhece os jogos. As ágeis peripécias do príncipe que pula feito um macaco estão bem fiéis aos movimentos de parkour vistos nos jogos, tanto que Jake teve treinamento com ninguém menos que David Belle, criador desta divertida modalidade esportiva que rende bastante adrenalina, um bocado de hematomas pelo corpo e canelas muito doloridas no fim da tarde.

Os cenários, figurino, armas usadas no filme, trilha sonora e até mesmo algumas tomadas onde o movimento da câmera se assemelha ao que é visto no jogo focando em pontos chave do cenário como localização de janelas, obstáculos e mecanismos rudimentares como trancas de enormes portas que são essenciais para o progresso do herói em meio a batalha, tudo é retratado de maneira fiel embora o destaque mesmo fique por conta das ótimas e muito bem elaboradas cenas de ação.

 

Com a ajuda de excelentes efeitos especiais a história que envolve a adaga do tempo é contada de maneira simples e sem muitos rodeios, as boas atuações de Ben Kinglsey, Alfred Molina que está hilário como Sheik Amar, Gemma Arterton que rouba a cena com sua beleza toda vez que aparece e até mesmo de Gyllenhaal, que não tendo um terço do carisma de um Johnny Depp da vida consegue desempenhar bem seu papel, já que dramaticamente não é muito exigido (assim como o personagem original nos videogames) afinal esse é um filme com foco na aventura, e não no drama.

Contudo, sempre existem aqueles que a meu ver querem demais, gostariam de ver no cinema exatamente o que é visto nos jogos e se você está indo com isso em mente, pode tirar seu camelo da chuva pois provavelmente irá se decepcionar. O filme tem a proposta de ser apenas uma divertida aventura, e cumpre bem a promessa, nada mais do que isso, obiviamente quem conhece o jogo se sentirá familiarizado com um punhado de coisas presente na projeção mas caso você não tenha jogado, tudo bem pode se divertir da mesma maneira…

 

Agora, antes que perguntem o que eu quis dizer no início do texto eu vou explicar:

 

Eu meio que fui ver o filme por acaso, estava de bobeira no shopping passei em frente ao cinema e resolvi entrar, de cara nas quatro primeiras fileiras vejo um grupo de teenagers (bem gostosas por sinal) mais ou menos umas quinze ou vinte garotas que a todo momento só falavam dos “encantadores olhos azuis do Gyllenhall”, o que ficou bem claro que estavam alí só pra ver o pseudo galã em ação e soltarem uns gritinhos e suspiros de tesão do tipo: “ai ai” toda vez que rolava um close da cara do indivíduo ou tomadas em que o sujeito em questão aparecia com a camisa aberta.

 

A minha esquerda haviam uns três caras que a todo momento ficavam comparando o que viam na tela com o que estava presente nos jogos, se preocupavam tanto com esses detalhes que por diversas vezes a amiga de um deles (que por mero acaso se sentou na poltrona ao meu lado no qual pude notar que usava um decote tentador que destacava suas belas tetas) pedia para que calassem a boca e a prestassem atenção no filme.

A minha direita um casal de meia idade que aparentemente não fazia idéia alguma de que se tratava de uma adaptação de videogame curtia o filme numa boa e soltava um esporádico “O RLY?” toda vez que ouvia algum comentário de alguém da platéia dizendo que determinada coisa estava presente no jogo.

 

E finalmente logo depois do “The End” quando todos se dirigiam até a saída um casal de gays passa de mãos dadas na minha frente comentando o quanto acharam Dastan sexy durante as cenas de ação…

 

 

 

 

 

É, eu sei, não digam nada.

 

Enfim, Príncipe da Persia: As Areias do Tempo, levou de maneira bem sucedida uma franquia dos games até a tela, a meu ver sem manchar a obra original em momento algum, o desfecho do filme não deixa claro uma sequência mas alguns acontecimentos que rolaram no decorrer da trama podem servir de gancho em uma possível continuação, ou você acha que a Disney vai dar esse mole e deixar escapar a chance de lucrar absurdamente assim como fez com Piratas do Caribe?

De qualquer forma, valeu os R$ 13,00.

 

Prince of Persia: The Sands of Time – Direção: Mike Newell – EUA/2010 – Crítica por Ninja

 

8 comentários

8 Comentários

  1. Postado por † Yugo † em 15/06/2010 03:36

    Ótima crítica Evil.
    E o filme é realmente massa.

    hum… decote e belas tetas!! :D ~~

  2. Postado por Deivyd em 15/06/2010 09:04

    Boa critica superei até meu medo de ir ver esse filme
    acho q esse final de semana vou arriscar
    Prince of Persia um game que com certeza ainda ira durar por mto tempo

  3. Postado por JG em 15/06/2010 14:49

    heoheoehoehe

    Reviw FODÃO. Assistirei com força essa bagaça!

  4. Postado por Michael em 16/06/2010 04:45

    Reviw FODÃO. Assistirei com força essa bagaça! +2

  5. Postado por Flabis em 16/06/2010 22:36

    Desta vez você não me convenceu Ninja, ainda estou com os dois pés atrás com esse filme e só acredito que é bom depois de assistir.

  6. Postado por Ninja em 17/06/2010 10:58

    HOHAOAHOAHOAHAOHA…
    Flabis com medinhow.

  7. Postado por JG em 17/06/2010 21:18

    Eu assisti hoje. Achei beeeeeeeeeeeeeeeeem divertido. É BEM lightzão mesmo. Com o padrão Disney de qualidade. E como gamer o filme não me ofendeu nem um pouco. Pelo contrário, é uma das melhores ADAPTAÇÕES cinematográficas baseada em games que eu já vi.

  8. Postado por Matheus em 5/07/2010 10:56

    Pimbas! Você foi ver o filme ou fazer um trabalho antropológico? ô.o

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