Tom Clancy’s Splinter Cell: Double Agent – Análise por ninja

Espionar é preciso.
Com a chegada do sexto capítulo da saga do agente Sam Fisher nesse mês de abril, Splinter Cell: Conviction, para o console da Microsoft e que futuramente será lançado também para PC, resolvi que seria sensato comentar sobre o quinto jogo da série: Splinter Cell: Double Agent, lançado em meados de 2006.
É praticamente impossível não comparar Splinter Cell com Metal Gear, quando o primeiro título foi lançado em 2002, todos os meios de comunicação que tratam de games no mundo fizeram essa comparação, uns taxaram como cópia barata (inclusive eu, sem ao menos ter jogado), outros acharam o título da Ubisoft mais notável, enfim as opiniões foram as mais diversas possíveis, e entre uma polêmica e outra a série firmou seu nome no mercado se tornando uma saga de muito sucesso e com isso formando uma legião de fãs no mundo todo.
O fato é que Splinter Cell ao contrário do que muita gente pensa, passa longe de ser uma simples “cópia” da série Metal Gear, o jogo tem uma identidade própria, segue por um caminho totalmente diferente da criação de Kojima e merece créditos justamente por se destacar nesse ponto.
Como todos já devem saber (na verdade basta olhar para o título do game), Splinter Cell tem a assinatura do escritor Tom Clancy.
Famoso por suas obras literárias repletas de tramas complexas envolvendo organizações militares fictícias ou não. Clancy já teve várias obras adaptadas para o cinema e no ramo de videogame sua cria mais notável talvez seja a série de shooter tático Rainbow Six. O enredo forte que esbanja conhecimentos técnicos e referências a conflitos reais é uma de suas maiores características.
Em Splinter Cell não podia ser diferente, aqui conhecemos o agente especial Sam Fisher, membro de uma subdivisão da NSA (National Security Agency) chamada Third Echelon, para simplificar imagine que o cara é uma mistura de tudo quanto é espião que você já tenha visto no cinema, junte isso com uma base sólida na criação do personagem (cortesia de Clancy) e você tem um dos protagonistas mais bacanas dos últimos anos, mesmo que não tenha a metade do carisma de Solid Snake. Se quer saber mais procure na wikipédia, pois não vou detalhar a biografia do sujeito.
Embora tenha o nome de peso como Clancy relacionado ao título, enredo nunca foi o ponto forte da série. Desde o primeiro Splinter Cell tudo era muito simples: Você esta na pele de um soldado muito bem treinado que usa diversas bugigangas tecnológicas aliadas ao seu extenso conhecimento militar de infiltração e combate para alcançar seu objetivo que no geral é salvar os Estados Unidos e/ou o mundo de inimigos muito mas muito maus, como terroristas, líderes militares psicóticos, mercenários, guerrilheiros, sujeitos que atravessam a rua fora da faixa, etc…
No entanto em Double Agent a coisa muda de figura pois finalmente deram ao game uma história interessante de se acompanhar, não é só o mocinho tentando salvar o dia, a coisa se torna um verdadeiro drama de um homem que teve a vida virada do avesso e precisa pensar muito bem antes de tomar cada uma de suas decisões pois cada escolha efetuada o fará pender para um lado da balança, e por inúmeras vezes Fisher estará em uma verdadeira sinuca de bico onde terá que colocar seus ideais em jogo, tudo em nome da missão, não está entendendo? Tudo bem, titio Ninja explica…
Como o nome do jogo sugere, Fisher agora é um agente duplo (não vou entrar em muitos detalhes pois estragaria as boas surpresas que o game reserva, afinal querendo ou não seriam spoilers dos brabos e esse é um jogo que merece ser descoberto por quem joga). Como tal ele está a serviço da NSA sob o atento comando de Lambert e ao mesmo tempo é um agente infiltrado no grupo conhecido como John Brown’s Army (JBA), em resumo ele deve cumprir determinados objetivos para as duas organizações, tudo muito simples não é? NÃO!
Cada ação executada a favor de uma organização, obviamente prejudica a outra e o nível de confiança que cada uma tem no personagem é alterado e isso dá uma influência enorme no decorrer do jogo, vou citar o exemplo mais conhecido: Em uma determinada fase o comando da JBA passa a ordem para que Fisher exploda um enorme navio com centenas de civis utilizando um pequeno dispositivo nuclear, obviamente a NSA é contra essa ação e proíbe Fisher de executá-la mesmo que isso coloque seu disfarçe em risco.
É justamente ai que está o dilema de Sam: Se fazer como os terroristas ordenam ele mata centenas de pessoas inocentes e mantem a confiança do grupo possibilitando assim que no futuro ele consiga desbaratar toda a organização evitando uma catástrofe ainda maior, caso recuse a confiança dos membros da JBA cai drasticamente, agradaria a NSA mas colocaria a missão em risco, facilitando um ataque terrorista utilizando armas nucleares em larga escala…
Sacaram o drama? Pois o jogo está recheado de situações semelhantes que alteram o rumo da história a todo o momento.
Stealth, essa é a palavra de ordem em Splinter Cell.
Quem já jogou algum game da série sabe como a coisa funciona: aqui você deve ser uma sombra, entrar mudo e sair calado. Estar sempre atento ao ambiente, evitar se expor e fazer o mínimo de ruído possível. Fisher tem um leque imenso de movimentos e ações, você pode fazer de tudo para que sua presença passe despercebida pelos inimigos, que em níveis de dificuldade mais elevados são verdadeiras pedras no sapato, um desafio digno de Jack Bauer.
Utilizando das habilidades de infiltração e de um vasto arsenal composto por armas e dispositivos de última geração (como os famosos visores) as maneiras de passar por cada etapa são bem variadas e o jogo explora bem isso pois é praticamente impossível se dar bem sem fazer o uso correto dos equipamentos.
Em termos de jogabilidade não mudou muita coisa, o controle é preciso (embora as vezes se torne complicado) leva um tempinho para se acostumar mas não chega a ser um problema, as respostas são rápidas mas exige grande atenção do jogador para não fazer nenhuma cagada, um toque mais forte no analógico durante uma emboscada pode colocar tudo a perder.
Visualmente é um game muito bonito, os efeitos de luz e sombra são soberbos e as texturas são muito boas (dependendo de qual plataforma você joga, obviamente). Fisher tem um visual bacana que muda no decorrer do game, os cenários são enormes e muito bem projetados dando ao jogador uma vasta lista de possibilidades para se chegar ao final de cada etapa.
O som é muito bom, afinal para um aproveitamento satisfatório é essencial que seja, saber ouvir nesse jogo é requisito para chegar vivo ao final de cada missão. A trilha sonora agrada, pois mantem a tensão no nível certo, sem muitos exageros e os efeitos sonoros de qualidade completam o quadro de maneira bem satisfatória, vale ressaltar a dublagem que está excelente também…
O quinto jogo da série veio agregando todos os pontos positivos dos títulos anteriores e eliminando eventuais falhas, não é um jogo perfeito mas sem dúvida é um título que não deve em hipótese alguma passar em branco, isso se você é fã do gênero e não dispensa uma boa aventura carregada de tensão, caso você seja um daqueles fãs de Metal Gear que torciam o nariz por encarar o jogo como uma cópia das aventuras de Big Boss é melhor rever seus conceitos, diversão não tem rótulo cambada recomendo jogar os títulos anteriores também…
Tom Clancy’s Splinter Cell: Double Agent – Ubisoft – Multiplataforma – Análise por Ninja
6 Comentários
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bom review ninja!
não sou fã de splinter cell, achei esse double agent o menos “stealth” de todos, dá pra você sair tocando o puteiro, mais como você disse, é um bom jogo e não deve passar batido pra quem curte o gênero…
Bacana o review.
Só senti falta da opinião sobre o multiplayer.
Nunca tinha chegado perto de nenhum Splinter Cell mas, definitivamente, agora deu vontade.
joguei todos.
to esperando sair o “Conviction”.
Porra… É mesmo Churruma, esqueci de comentar o modo multiplayer.
HEHEHHEH…
FAIL!!!
Parece ser um jogo fodão… agora deu vontade de conferir… valeu pelo post!