Final Fight Double Impact – análise por evilgambit

A lenda dos arcades, o referêncial para jogos de porradaria, os frangos escondidos nos tambores, os travestis!
O clássico da CPS1 da Capcom ganha uma versão definitiva para o PS3.
Final Fight já ganhou versões para vários sistemas. Quem não se lembra da clássica (e limitada) versão para o Super Nintendo? Ou a fantástica trilha sonora digital que o port para o Sega CD recebeu em 1993?
O jogo recebeu versões idênticas ao arcade em algumas coletâneas para o PS2 e Xbox, então porque jogá-lo no PS3?
O maior mérito de DOUBLE IMPACT é ser fiel às raizes e mesmo trazer melhorias significativas graças à rede multiplayer online do console com alguns extras interessantes para os fãs hardcores da franquia.
O visual é fiel ao arcade, assim como a velocidade e cadência. O que para alguns pode ser um ponto negativo, para mim é uma benção. Toda a glória dos pixels da CPS1 ficaram intactos no reescalonamento para 1080p, na TV de alta definição é como ter o arcade em suntuosas 46´s (bom, meu caso). É possivel visualizar o jogo em um aspecto ratio identico ao arcade – com bordas simulando a máquina de fliperama, um modo centralizado e um fullscreen maroto. É possível usar interpolation (bem parecido com o que acontece no Zsnes) ou resolução original com toda glória dos pixels evidentes.
A trilha sonora é um capitulo à parte. A desenvolvedora responsável pela “conversão” para o PS3 foi inteligente. O remix da trilha sonora não abusa e nem ousa se diferenciar do original, respeitando o feeling do original e APENAS melhorando a execução das mesmas. Ou seja, temos as mesmas musicas porém executadas com samplers melhores. A marcante trilha sonora de Final Fight soa familiar aos ouvidos, melhor que no original evidentemente, e o efeito nostálgico é recompensador.
A jogabilidade é o alicerce básico dos jogos de porradaria: 3 personagens distintos, cenários urbanos caóticos e chefes de fase manhosos, uso de armas brancas e sequências de socos, tudo é familiar para quem tem pelo menos 25 anos e já adentrou um sórdido fliperama dos anos 90. A sensação de fuderosidade ao espancar 2 Andores, 3 poisons, 1 Slash e mais alguns vagabundos ao mesmo tempo é algo indescritível.
O nível de dificuldade é fixo, com duas vidas disponíveis e uma quantidade intimidadora de inimigos ao mesmo tempo à partir do terceiro estágio. E detalhe: o jogo não tem PAUSE. Os continues são infinitos, boa notícias para os novatos no ramo, e os veteranos irão tentar melhorar ao máximo o rendimento com um crédito, usar as clássicas manhas do soquinho, costas, soquinho novamente, e por ai vai.
E se você ainda não se convenceu em adquirir essa pérola gamística, 3 detalhes desta versão valerão os dez dolares gastos neste jogo vendido exclusivamente por download:
1- O modo multiplayer online funciona muito bem. É possível enviar convites para seus amigos e iniciar uma privativa jornada para limpar Metro City. Também é possível iniciar um jogo sozinho e ficar aguardando algum jogador (da sua lista, ou não) entrar na partida, quer algo mais fliperama sujo que isso?
2- Extras interessantes estão prontos para ser liberados pelos jogadores mais dedicados. Troféus, algumas artes de fãs, desenhos e esboços do periodo de desenvolvimento do jogo, artes originais, capas das versões para consoles e até um bizarro desenho animado de Street Fighter II (um desenho norte americano, ruim que dói) que tem participação do povo de Final Fight.
3- Incluso a versão arcade de Magic Sword. Dai o nome Double Impact.
Final Fight Double Impact – Capcom – Playstation 3 – Análise por evilgambit
O trailer:
Vote no Haggar:
Na sequência a trilha sonora do Snes, Sega CD e Double Impact:
4 Comentários
Deixe um comentário (construtivo)
eu lembro que eu entrava em beserk jogando Street of Rage e depois final fight. Ja quebrei muito joystick com esse tipo de jogo. Aquilo sim era jogar! MUA HA HA…
e que venha um Street of Rage também. por que não?
Final Fight é muito bom! Joguei muito o segundo (meu favorito) e o terceiro. Joguei muito pouco o primeiro Final Fight, nem o terminei.
Evil, o online funciona bem?Li que o jogo é um experimento da Capcom com a tecnologia GGPO pra multi-online.
Tomara que dê certo e usem pra mais jogos, o troço é uma maravilha.
Enzo, não joguei muito online. Pouca gente na minha lista da PSN comprou, os encontros online resumiram-se ao acaso. Em algumas vezes estava jogando e uns caras apareceram e terminaram o jogo comigo.
Não notei delay nas animações nem problemas do tipo.
Considerando que certamente esses eram gringos, é uma boa noticia não sentir qualquer tipo de “lag”.