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Gamer – crítica por ninja

OK, se você é um fiel leitor deste respeitável blog e o acompanha com alguma frequência, suponho que leu meu último texto sobre games que deram as caras na telona e todo o processo que envolve esse casamento. Pois bem, como produções cinematográficas baseadas em jogos de videogame já são um tanto comum, chegou a hora de falar da coisa sobre um outro aspecto.

Neste caso a história não é baseada em um jogo expecífico, mas na verdade ela fala a respeito de um…

 

Estamos em um futuro não muito distante, a tecnologia se desenvolveu de tal forma que a indústria do entretenimento cresceu de maneira absurda atingindo um nível de desenvolvimento tecnológico imenso, e com isso nada mais normal que os populares videogames acabem se tornando cada vez mais avançados.

E podem acreditar, quando eu digo avançados, quero dizer avançados MESMO, no sentido real da palavra…

 

Tendo consciência das possibilidades comerciais desse segmento, o ricaço sabidão Ken Castle, aqui interpretado por Michael C. Hall (mais conhecido por seu ótimo trabalho como protagonista da série Dexter) cria um novo e revolucionário sistema denominado “Nanex”, uma proposta inovadora que permite substituir gradativamente células cerebrais com o uso de nanotecnologia, permitindo assim um controle total sobre o indivíduo.

Com esse recurso sinistro é criado o “Society”, o futuro dos grandes jogos sociais online. A parada é uma espécie de The Sims turbinado, só que no entanto os personagens do jogo são pessoas reais que se ofereceram para ser controladas via Nanex por outros usuários ao redor do globo como uma forma de ganhar dinheiro.

 

A coisa funciona assim: Você se oferece para o trabalho, as células do seu cérebro são modificadas e em determinado momento você vai até a zona de jogo, uma cidade própria criada para abrigar os habitantes de Society, a partir do momento em que a conexão é estabelecida dentro dos limites da cidade, você simplesmente não tem controle sobre seu corpo, e passa a ser apenas um avatar de algum jogador que paga para ter acesso aos seus movimentos via transmissão Wi-Fi de última tecnologia, deste modo ele faz o que bem entende com seu “personagem” assim como é possível fazer com qualquer game do gênero que temos atualmente.

 

Como forma de variar as opções mas utilizando o mesmo conceito por trás do Society, Castle cria o polêmico Slayers um outro jogo onde é possível controlar pessoas mas ao contrário de seu irmão clubber, em Slayers os personagens são presidiários que estão no corredor da morte e se oferecem para o jogo que é uma espécie de Modern Warfare só que elevado a “caralhésima” potência.

A desculpa para o alistamento é que se um presidiário conseguir chegar são e salvo ao final de trinta batalhas o crime cometido será perdoado e ele terá sua liberdade de volta (admito que essa idéia não é lá das mais originais, pois existem vários filmes que fazem algo semelhante a isso, mas é sempre uma ótima desculpa para fazer caras maus combaterem até a morte, e isso é algo que acho que todos concordam).

 

 

O maior astro de Slayers é Kable, personagem de Gerard Butler condenado a execução por um assassinato que em tese ele nunca cometeu, aqui ele é o supersoldado da parada e está prestes a chegar na última “fase” e ter sua liberdade de volta, no entanto isso só será possível se Simon, o pivete que controla Kable conseguir levar seu personagem ileso pelos violentos campos de batalha.

Correndo por fora temos Angie, interpretada pela belíssima Amber Valetta. Ela é esposa de Kable e ganha a vida como uma personagem de Society, o que por diversas vezes a coloca em situações bastantes desagradáveis devido ao sadismo um tanto quanto peculiar de seu controlador (que por sinal é uma grande piada ao estereótipo dos fãs desse tipo de jogo). Angie tenta a todo custo reaver a guarda da filha, mas sua profissão e um marido condenado a morte não é algo que a favoreça bastante.

E indo contra o reinado tecnológico de Castle temos os Humanz, um grupo rebelde que tenta a todo custo alertar a sociedade sobre os danos causados pelo sistema Nanex, e quais são as reais intenções de seu criador.

 

O plot básico é manjado: Kable tem que fugir da zona de combate, livrar sua mulher e a si mesmo do sistema Nanex recuperar a guarda da filha e de quebra acabar com os planos de Castle.

 

 

Os responsáveis pela direção e roteiro são Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos de Crank 1 e 2 (Adrenalina). Então se você viu alguma das aventuras de Chev Chelios já imagina o ritmo no qual Gamer segue. A narrativa rápida, com a câmera se movendo bastante durante as cenas de ação, tiroteios insanos, explosões por todo o lado, sequências totalmente sem sentido e gore, bastante gore.

Neveldine e Taylor são conhecidos pelo gosto por jogos de videogame, e a influência que isso causa em seus trabalhos, afinal isso eles já deixaram bem claro em várias entrevistas desde a época do primeiro Adrenalina, e aqui a coisa não é diferente.

 

As referências a jogos famosos como os atuais shooters, e massive multiplayers é óbvia, o filme não se propôe a nada além disso, o mesmo sentimento que você tem de chegar do trabalho se esparramar no sofá e jogar uma boa partida de Killzone 2 onde sua única preocupação e arrancar a cabeça do inimigo usando uma metralhadora, seguir pelos save-points e se tudo der certo continuar vivo até o final.

 

Sem muitas pretenções de ser um título de ação Sci-Fi único e inovador, um roteiro que segue uma linha manjada mas simples de digerir, ação que diverte sem grandes compromissos, típico filme de fim de tarde para ver e curtir numa boa, isso é Gamer.

 

Gamer – Direção: Brian Taylor e Mark Neveldine – EUA/2009 – Crítica por Ninja

 

 

4 comentários

4 Comentários

  1. Postado por Js2k em 14/03/2010 18:02

    muito bom o review …
    to sem assistir um filminho de ação a um tempo … vou dar uma checada !!!!

  2. Postado por † Yugo † em 15/03/2010 17:52

    Bom ouvir algo positivo desse filme.
    Ultimamente esse povo anda muito crítico de cinema e não conseguem apreciar nada.
    Ei Evil, ja deu um bizu no Ninja Assassin?
    parece bom…

  3. Postado por evilgambit em 15/03/2010 18:29

    Vi Ninja Assassin, mas pretendo fazer crítica de outra pérola de alto nível que vi esses dias.

    Ando bem sem tempo pra EGL, mas essa critica tem q sair, e logo.

    beware.

  4. Postado por Gabriel em 29/09/2010 18:59

    Boa crítica…

    Achei interessante no filme a questão da banalização do ser humano e de como as pessoas podem vir a encarar a tal vida “virtual”, que, tratada pelo filme de forma exacerbada, não está muito longe do real e da atualidade.

    valew

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