EVILGAMBIT´S LAIR

Fire Emblem GBA - Análise por Duke Magus

- Es.tra.té.gia
sf (gr strategia) 1 Arte de conceber operações de guerra em planos de conjunto. 2 Ardil, manha, estratagema. 3 Arte de dirigir coisas complexas.

- Tá.ti.ca
sf (gr taktiké) 1 Arte de empregar as tropas no campo de batalha com ordem, rapidez e recíproca precisão, segundo as condições de suas armas e do terreno

 

 

Resumindo: Estratégia é lidar com os recursos em uma guerra, de pessoal a construções, na hora do embate e nos momentos de descanso. e Tática é tirar o melhor de tudo isso NAS BATALHAS e sair ganhando nelas.
Agora que temos isso podemos aplicar no assunto que nos interessa: Games.
Não é de hoje que um bom número de gamers prefere algo que estimule mais o raciocínio que os dedos. Os primeiros games “cabeça” surgiram assim. No começo era tudo a mesma coisa, mas depois eles foram se ramificando em duas vertentes distintas:os RPGs e os estratégicos.

Se por um lado os RPGs mexiam mais com a nossa imaginação, assim como os livros, os Estratégicos eram mais como “cadernos”. Você comanda, você ordena… Está tudo em suas mãos… Você não é o herói que mata o dragão, você é o rei que manda o herói matar o dragão, coleta impostos, organiza a guarda real e se sobrar tempo declara uma ou duas guerras expansionistas.

 

Caminhando adiante na escala evolutiva, os Estratégicos se dividiram em 3: “Real-Time Strategy” abreviado para “estratégia”, “Turn-Based Strategy”, chamado popularmente de “Tático” ou “Tactics” (graças a certo game da Square…) e “Management Simulation”, comumente chamados de “Tycoons” (graças à série que ficou famosa com RollerCoaster Tycoon). O terceiro tipo não nos importa, mas só pra constar, é onde se enquadra “Sim City” e “The Sims”.

 

As características básicas de um bom jogador de RTS é pensar rápido: ele sabe que o tempo não para pra nada, não dá pra apreciar a vista, SEMPRE há algo acontecendo, e é melhor que VOCÊ esteja fazendo acontecer. Isso os distanciou um pouco dos RPGs, já que ler a história custa muito tempo precioso que você poderia estar usando para fortalecer seu exército, mesmo assim, Esse é o irmão que mais brilha entre os Estratégicos. A razão? O mundo real não pára e espera você decidir o que fazer, seja você um mero camponês ou mesmo um Deus. Esse “realismo” oferecido ao jogador reforça a sensação de poder que ele tem e acredite: é uma sensação ótima.

Os Turn-Based, por outro lado, valorizam o PENSAR, ao invés do RÁPIDO. Você tem tempo para pensar e analisar as coisas e fazer seu melhor movimento… Parece frase de xadrez né? Isso talvez porque as origens dos turn-based sejam os velhos jogos de tabuleiro.

Mas chega de história, vamos voltar aos Games. Os tactics se moldaram nos games como o “Ramo inteligente” dos RPGs, e ficaram famosas pacas graças a “certo game da square”. O que muita gente ignora é que quase uma época antes, uma série já tinha imortalizado o gênero.

Damas e Cavalheiros, Apresento-lhes o primeiro filho de tal série a sair do arquipélago nipônico: Fire Emblem

 

 

Sem Phoenix Down?

 

Fire Emblem foi lançado em 2003 no ocidente pela Intelligent Systems e Nintendo. no Japão, o jogo é chamado Fire Emblem: Rekka no Ken e já era o SÉTIMO da série a sair por lá (custou pra notarem que americano também tem cérebro né nintendo?).

No jogo você controla… bem… na verdade o único personagem que você nunca controlará é o que te representa, mas você é um jovem aprendiz das artes táticas, encontrado no meio do nada por uma moça chamada Lynn. Infelizmente eu não posso falar muita coisa mais agora sem dar um spoiler do tamanho do mundo, mas podemos dizer que em pouco tempo vocês começam uma longa jornada em que a sua inteligência o levará através de cada nível.
Fire Emblem é um jogo de mecânicas simples, mas extremamente funcionais. Primeiro que não há MP, nem lista de habilidades do seu personagem (nada de coletar job points pra aprender aquela magia exagerada). Além disso você não mexe nos equipamentos dos personagens. Tudo é baseado em Itens, e mesmo as armas são tratadas de forma parecida, a diferença é que podem ser usadas várias vezes antes de sumirem. Com isso você já nota a mudança de postura. O importante é mais “quem” está na batalha do que “como” foi preparado para ela.

 

Outro sistema interessante é o chamado “Triângulo das Armas”. Em resumo, existem três classes básicas de armas: Espadas, Machados e Lanças, sendo que espadas têm vantagens contra machados, machados contra lanças e lanças contra espadas. Exemplo: Lynn (espadachim) versus um poderoso bandido de machado. O bandido é mais forte e tem mais vida, mas como está usando machado, receberá penalidades na chance de acerto, além de receber mais dano do contra-ataque de Lynn. No fundo é tudo um grande Jo-ken-po para o campo de batalha. A maioria das unidades do jogo utiliza apenas um tipo de arma, então pense bem quando for escolher entre levar aquele lanceiro super-forte ou um espadachim meia-boca.

 

Ainda há outras mecânicas interessantes (Arqueiros versus unidades aladas, um “Triângulo de Magias”, proficiência com cada arma, etc.), mas no geral basta ter a na cabeça a idéia de que um nível alto não é tudo.
Ok, eu falei até agora os sistemas “legais” do jogo, mas agora vou falar aquele que por uma década inteira fez os japoneses esconderem a série dos americanos. TODA MORTE É PERMANENTE. Isso mesmo: nada de Phoenix Down, Ressurection Spell, desfibrilador, NADA. Quando uma unidade morre no campo de batalha é pra valer, você nunca mais vai poder usar ela. Mesmo que o jogo conte com cerca de 30 personagens recrutáveis, é doloroso perder aquele seu super-paladino no finzinho daquela missão dificílima que você está fazendo faz horas. Imagine como os americanos, acostumados com games de continues infinitos e dificuldade reduzida nos RPGs vindos do Japão se comportariam com isso? Então, para realmente ir longe no Fire Emblem, só se você:

- Tiver uma mente tática ao menos decente, planejar direito os movimentos e se habituar a poupar unidades e recursos
- Saber lidar com a perda e ir até onde dá com os personagens que conseguirem sobreviver.
- Tiver uma puta paciência pra reiniciar a missão toda vez que alguém morrer.

 

Eu particularmente gosto disso. faz as pessoas aprenderem a lidar com as perdas e lembrarem que jogar todo mundo na cara do inimigo não é tática, e sim suicídio.

 

 

Arte da Guerra

 

Quem já jogou algo do GBA sabe que nem sempre levar o hardware ao limite é a única forma de gerar um jogo bonito, o mesmo vale para toneladas de sistemas extras, customização absurda, etc. Tem jogo que brilha em sua simplicidade, e mesmo sem criar super gráficos tridimensionais, monstros secretos trocando via game link ou coisas do gênero são divertidos e desafiadores… Fire Emblem é assim. Simples, mas ao mesmo tempo excepcional.

Em termos gráficos vou ter que fazer uma colossal entre o que integra a parte funcional (os mapas) e a parte estética (as lutas). Os mapas cumprem o que devem: são claros e harmônicos, e como a visão é vertical, é quase impossível ocorrer algumas idiotices dos táticos isométricos, como deixar de ver uma rota de fuga ou um inimigo porque tem uma parede na frente. De resto fica com aquela cara de “tabuleiro vivo”: tem o mapa, os bonequinhos azuis são as suas unidades, os bonequinhos vermelhos as unidades inimigas, muralhas e montanhas não podem ser atravessadas por unidades normais, etc…

 

A coisa muda totalmente de figura quando você ataca um inimigo. Diferente do monótono “saca a arma e dá uma paulada” do final fantasy tactics, há uma janela própria para a batalha, com sprites específicos para cada classe. O que torna isso tão especial é o cuidado que foi tomado a se retratar os movimentos. Coisas simples como o balançar da capa do mago enquanto ele invoca uma magia, o cabelo esvoaçando, a tela tremendo quando o General prepara um ataque… Tais detalhes e o uso de quase o triplo de frames por animação de ataque em comparação com os games tradicionais acabaram evoluindo o processo de uma mera animação para uma verdadeira CENA de batalha. Melhor ainda: como cada classe é única, um cavaleiro não atacar do mesmo modo que o mercenário, independente de estarem usando a mesma arma (até porque mago com cajado e paladino com espada dando exatamente o mesmo golpe é meio feio)

Exemplos nos vídeos lá no fim do review.

 

 

Um exército de heróis

 

O enredo é interessante, mas não inovador. A primeira campanha (em que Lynn é personagem principal) não passa de um gigantesco tutorial, mas que já te dá umas noções do mundo em que você está (coisas como o preconceito contra o povo de Sacae, o quão podre são os nobres, etc.). Depois disso que o jogo realmente começa, com uma trama bem capa-e-espada, com heróis lutando pelo reino, vilões nefastos, mitos obscuros, e tudo que nós amamos, mas mesmo assim não é o que mais cativa no decorrer do game. Mais do que o enredo, são os personagens e como eles guiam a estória que merecem o holofote. De fato, não existe personagem “genérico”. Todos têm ao menos um prólogo. De resto, a biografia deles é tão complexa quanto você quiser que seja.

Cada um dos seus heróis possui alguns laços com outros pré-definidos. Os motivos variam: parentesco, membros do mesmo exército, mesma classe, personalidade parecida (ou diferente demais), romance, amizade, etc. O caso é que se você deixar dois personagens com possibilidade de formar vínculo lado a lado por alguns turnos, logo surgirá uma opção especial (support), em que os personagens terão uma conversa especial no meio da batalha e aumentarão seu nível de suporte (laços que os unem). Além disso, os personagens com vínculo formado ganham bônus quando estão juntos na batalha (ninguém iria deixar duas valiosas unidades paradas conversando durante vários turnos para nada…)

 

Para aqueles que gostam do enredo nesses games fazer isso é um passatempo e tanto e já que é impossível elevar ao nível máximo todos os vínculos de todos os personagens, garante que ao menos nas entrelinhas duas aventuras jamais sejam iguais… pode ser que no seu jogo aquela clériga bonitinha tenha casado com o guerreiro safado, enquanto no do seu amigo ela decide se tornar uma seguidora do bispo certinho que você sempre deixava do lado dela para os dois se cuidar no caso de ataque inimigo…

O jogo per se possui 3 campanhas. Uma de aprendizado, uma “principal” e uma revisão da principal sobre o ponto de vista de outro personagem importante. Se você decidir ir até o fim nas três com certeza deve ter no mínimo umas vinte horas de jogo (que podem passar para cinqüenta dependendo de como você joga). Para quem gosta do gênero, é um prato cheio.

 

 

Quando todo erro é o último…

 

Ok, seja sincero: você joga porque quer um desafio, mas além disso, porque quer VENCER um desafio.Regras mais claras, um CPU que não vai trapacear para vencer, um enredo que evolui com seus atos, fazendo você estufar o peito e sussurrar para si mesmo “sou o cara”. 75% dos gamers de hoje em dia pensam assim. No fim das contas, se é para perder, ao menos que seja para uma pessoa de verdade. Tomar uma surra do jogo é frustrante, mesmo para os mais otimistas. Mesmo quando você perde no jogos de hoje, tem inúmeros artifícios para você não sentir o peso do fracasso, como tentar outra vez apenas o movimento que não saiu perfeito, voltar no tempo, save points a cada cinco metros… Enfim, quem quer fazer perfeito FAZ perfeito. Agora uma pergunta: e quando você é obrigado a começar toda aquela fase de três horas outra vez?

 

A falha capital do Fire Emblem está nesse ponto: as fases são demoradas, e a natureza do jogo faz com que os erros se acumulem… Um movimento em falso no começo do jogo pode fazer você não conseguir recuar uma unidade no fim da fase. Escolher o mago no lugar do cavaleiro pode parecer bom pois ele causa mais dano, mas e se você ignora quantos passos as unidades inimigas podem dar e acaba numa emboscada?
Como eu já disse antes, toda morte é permanente no Fire Emblem, e lidar com isso é complicado. No começo você até sente que existem personagens “dispensáveis” e uma morte ou duas em uma fase difícil é válido, ainda mais se o personagem não for seu favorito. Mas e depois? Os dispensáveis vão acabar, e colocar uma bucha de canhão na luta significa evitar colocar um personagem que realmente possa ajudar. Além disso, personagem poupado é personagem destreinado.

O jogo até possui um ínterim save (gravação no meio da fase). Mas a utilidade dele se reduz um pouco conforme a batalha se desenrola (como eu já disse, os erros se acumulam). Cedo ou tarde você VAI ser forçado a lidar com suas falhas, e é quase certo que vai ter que recomeçar a fase… E começar do zero um estágio que você levou uma hora quebrando a cabeça antes é o tipo de coisa que dá vontade de jogar o GBA na parede (No caso do emulador em um PC a coisa fica ainda mais cara). Vale lembrar que o jogo ainda possui chances de acerto e ataques críticos… alem da clássica “cagada tática” você pode perder um personagem importante só por “azar”… aí sim é melhor ter grana para comprar móveis novos.

 

Fora isso, destoa como eles fazem um trabalho tão polido na animação de ataque e ignoram completamente o resto. Quem não está dando porrada fica completamente estático… mesmo levando um trovão na cabeça ou um lança atravessando o corpo… no melhor dos casos uma mudança de pose por meio segundo em caso do inimigo errar. Em caso de morte o personagem só pisca e morre… nem um grito de dor na hora. Só um texto de despedida (Ugh… perdoe-me Lynn… ou algo assim) depois da cena de batalha…

 

 

Player Turn

 

Fire Emblem está longe de ser o melhor do gênero. De fato sequer é um dos melhores da série, mas traz à tona a alma dos portáteis: faz do simples algo belo e do complexo algo impossível de ignorar. Se por um lado é um prato cheio para os fãs do “capa-e-espada”, exige que o jogador tenha cérebro, e colhões para encarar os resultados dos próprios erros como adulto e não desistindo do jogo.

 

Fire Emblem - Intelligent Systems/Nintendo - Game Boy Advance - Análise por Duke Magus

 

 

 

13 Comentários

  1. evilgambit 15, janeiro 2010 22:27

    Joguei esse Fire Emblem no GBA.

    Achei um tanto penoso e cansativo. E por isso não terminei.

    RPG para mim tem quer mais simples e focado num enredo cativante, por isso sou apaixonado por Dragon Quest.

    Mas pros fãs de rpg´s mais táticos, Fire Emblem talvez seja uma das primeiras séries de RPG a focar nesse conteúdo (começando no Nes, nos anos 80) e é quase obrigatório.

    Recomendo pros mais cabeçudos.

  2. Brother 15, janeiro 2010 23:50

    EU QUERO JOGAR OS FIRE EMBLEM DE SNES EM INGLÊS OU PORTUGUÊS!!!!!!!
    NAUM ACHO TRADUÇÃO EM LUGAR NENHUM!!!!!!!
    Sou completamente viciado por nesse jogo!
    Joguei todos do GBA, tanto o Sacred Stones quanto o de Eliwood que eu esqueci o nome!
    Mas os de Snes….. só acho em japa…
    Não entendo nada…
    Belo Review… me fez lembrar a época que eu podia jogar joguinhos de GBA!

  3. Zeca Baceiro 16, janeiro 2010 11:59

    “Sem Phoenix Down?”
    lembrei logo do penoso ogre tactics de PSX hehe

  4. Flabis 16, janeiro 2010 22:53

    Excelente Review.
    Eu particularmente prefiro os tactics mais ao estilo FF, com classes, muitos segredos e tal. Já joguei Fire Emblem, inclusive zerei um há muito tempo que não sei dizer qual foi, mas terminei no meu limite, se tivesse mais 2 ou 3 batalhas eu desistiria.

    Novamente, ótimo review.

  5. Takuma 17, janeiro 2010 13:25

    Otimo review duke, realmente, fire emblem é pesadao pra quem n gosta MESMO desse tipo d coisa. Até hoje quando digo pra alguem q curto fire emblem, front mission e outros tatics, a primeira pergunta sempre é: SÉRIO!?
    Eu gosto do sistema no phoenix, ai n tem como o cara cagar pro lance e mandar tudo pra cima a la porra loca.

  6. Rockman 17, janeiro 2010 17:13

    …ótima matéria, gosto muito da série FE desde o SNES, e gostei muito da forma como você focou o fato de que “existe vida além de FFT”…

    …FE sempre foi assim, simples de dar dó, mas ao mesmo tempo desafiador e deveras penoso, realmente quem está acostumado com a mamata de FFT (…convenhamos, não é fácil, mas com as milhares de opções disponíveis, fica bem mais tranquilo…u.u) não vai conseguir se adaptar tão facilmente. Acho que atualmente os únicos RTS que conseguem ser mais cansativos na minha opinião são os da Nippon Ichi (…Disgaea, Makai Kingdom e por aí vai…) com a sua dificuldade que beira a insanidade, e os Super Robot Taisen, que quanto mais você joga, mais longe fica do fim do jogo…

  7. churrumino 17, janeiro 2010 21:28

    Esse negócio de se o cara morrer, morreu era a única coisa que eu não curtia tanto no FE.

    Joguei bastante os de GBA, caprichado, gostava bastante, mas nunca cheguei a terminar.

    Eu gosto que ele é simples, não tem nada de muito complicado se você comparar com um Disgaea da vida por exemplo. E os gráficos são muito legais também levando em conta o padrão GBA.

  8. Alves 19, janeiro 2010 02:53

    Excelente resenha e tu deveria falar do “recente” lançamento, o Fire Emblem do DS que é um remake do primeiro jogo da série no Nintendinho, é sensacional.

    Outro jogo bom é o Ogre Battle, mas não o tactics e nem a versão “Final Fantasy” que eles fizeram pra Square e que pra muitos desinformados é o precursor do estilo, mas sim aquele que mistura estrategia em tempo real com RPG no SNES, o March of the Black Queen.

  9. Dokapox 19, janeiro 2010 05:56

    putz, os fire emblem sao tesao
    mas aquele do DS, fala serio
    que droga de graficos. a principal caracteristica que me atraiu a jogar os do gba foram os graficos, design, cores, sem falar que eu jah tinha ouvido falar na serie fodastica. os graficos conseguiram estragar isso com aquele “mamãe quero ser 3D”, mas pelo menos o jogo em si permanece intacta o que é bom.

    aposto que tem a mao de algum produtor americano ali no meio,,,

  10. JG 19, janeiro 2010 15:02

    Cara, no DS eu até desliguei as battle scenes. Realmente, ficou muito aquém do que se esperava. Deviam ter feito um negócio mais estilizado, e simples, que casasse bem, com o hardware do DS.

    O maior problema dessa série, é que a Nintendo deixa ela muito de lado. Os jogos sempre tem aquele ar de “improviso”, de “feito pelas metades”. Mais ou menos como ficou o Dragon Quest 8. Parece que os executivos cortam a verba, e os programadoras tem que ficar economizando em tudo.

  11. Flabis 19, janeiro 2010 22:24

    Dragon Quest 8 feito no improviso e pelas metades? Cara, meio equivocada essa comparação heim!

    Mas tudo bem, o assunto aqui é Fire Emblem, não vou desvirtuar o artigo defendendo DQ8.

  12. evilgambit 20, janeiro 2010 03:15

    DQVIII não precisa ser defendido.

  13. Resident Series 12, março 2010 23:00

    Que suntuoso review. No PSX conheci Vandal Hearts, e por uma simples peculiaridade (o counter attack), ele fisgou meu minha preferência gamística. À partir dele, comecei a devorar todos os tactics que alcançavam algum sucesso nesse metier. Curiosamente, comparando FE com FFT, sempre achei o segundo uma “salada de invencões” que mixava elementos interessantes com idéias um tanto dispensáveis. Até comecei a jogar o do PSP, mas o enredo não me empolgou e o encostei. Quando parecia que fatalmente, Vandal Hearts seria eternizado em minha vida, fui apresentado a Jeanne D´Arc. E assim, o ciclo fora reiniciado.

Deixe um comentário (construtivo)

Mexico