EVILGAMBIT´S LAIR

Hadouken VS RRRADOUQUEEN - por evilgambit

Você acha que as brigas entre usuários de Xbox 360 e PS3 são idiotices recentes e disseminadas apenas pelos foruns na Internet? Saiba que muito antes da Internet se popularizar os fãs de console já brigavam e argumentavam calorosamente à favor de suas plataformas queridas.

Nada melhor que Street Fighter 2 para relembrar os bons tempos da lendária guerra entre Mega Drive e Super Nintendo.

 

Quando o Snes chegou ao mercado no final de 1990 ele tinha poucos atrativos. Super Mario World era todo colorido e F-Zero mostrava o poder do console com aqueles efeitos de zoom e rotação. Mas não foi o bastante pois o Mega Drive estava a alguns anos no mercado e tinha uma invejável coleção de bons títulos para a época.

Quando o 16bits da Nintendo foi lançado no mercado norte americano em meados de 1991 o Mega Drive bombava supremo no mercado com tonelada de títulos interessantes da própria Sega e forte apoio de uma das principais desenvolvedoras da época, a Eletronics Arts. Os jogos de esporte da EA faziam com que o Mega Drive fosse o console mais queridos dos gordinhos rosados, tudo ao som de Nirvana.

 

A Nintendo percebendo que precisava de um título de peso negociou o desenvolvimento exclusivo de Street Fighter II , que tornava-se uma febre nos arcades, para sua plataforma. O resultado todos que viveram a época conhecem bem. SFII foi crucial para o estabelecimento do Snes no mercado e até hoje mesmo com a Capcom lançado bons títulos a cada temporada o SFII do Snes ainda é seu jogo mais vendidos, de todos os tempos!

SFII foi lançado em junho de 1992 no Japão e alguns meses mais tarde no ocidente. Tinha 16 megas e era estupendo, a Capcom fez um excelente trabalho na conversão, com gráficos bacanas, musica e sons decentes e uma jogabilidade que chegava bem perto da complexidade do arcade.

 

Todo mundo queria um Super Nintendo só para poder desferir Hadoukens na comodidade da sala de estar. A concorrência começou a namoricar com a Capcom e o acordo de exclusividade com a Nintendo foi para o brejo. No início de 1993 a Nec em conjunto com a Capcom desenvolveu Street Fighter II Champion Edition (SF 2 Dash no Japão), a versão mais recente que era verdadeira febre nos arcades para o PC Engine. Começou então a festa de versões de Street Fighter II…

 

 

A Sega anunciava no natal de 1992 nas revistas japonesas que sua versão de Street Fighter 2 CE seria lançada em março. Imagens da versão foram publicadas na imprensa japonesa. Mas faltando apenas duas semanas para o lançamento, o jogo fora cancelado. A Capcom alegou que 16 megas eram insuficientes para que a versão para o Mega Drive ficasse no nível que qualidade que a empresa (e a Sega) desejavam e o jogo retornou para a prancheta.

Abaixo um scan bem fedorento da versão preliminar do Mega, note as horrendas barras pretas na parte superior da tela.

 

Nesse meio tempo a Nintendo anunciou que o Super Nintendo receberia uma nova versão, só que não seria a Champion Edition e sim a Fighting Hyper Turbo, aquela versão com mais golpes (a magia da Chun Li, o Yoga Teleport de Dhalsin, etc) e com 20% extra de velocidade.

A briga estava armada. O primeiro semestre de 1993 nas revistas especializadas se resumiu a fofocas a respeito das versões para Mega e Snes, e claro, discussões istas sobre qual seria a melhor.

 

 

Street Fighter II Turbo foi lançado para o Super Nintendo no Japão em julho de 1993. O jogo na verdade tinha as duas versões; a Turbo e a Champion Edition. Com seus 20 megas tudo que ficou faltando na versão original do Snes estava presente: Mais frames de movimento, as vozes e locuções que ficaram faltando em SFII, ilustrações dos finais dos personagens como no arcade e melhorias gerais. Ficou bem próximo do arcade na época e foi um dos cartuchos mais desejados do ano dentre os nintendistas.

 

Street Fighter II Dash PLUS foi lançado para o Mega Drive no Japão em setembro de 1993 e alguns dias depois nos EUA renomeado como Street Fighter II Special Champion Edition. O cartucho tinha 24 megas, 4 a mais que a versão do Snes.

Pois é, finalmente o Mega Drive tinha SFII! Eu lembro até hoje da comoção dos seguistas com o lançamento. O título trazia a versão Champion Edition igual ao arcade com aquela coloração mais agressiva, os 4 chefões e melhoria nos 8 world warriors. E trazia também a versão “Exciting” (nos EUA ficou como modo Hyper) nada menos que a versão Hyper Fighting Turbo que bombava nos arcades.

 

Depois de tanta confusão gerada à época do desenvolvimento de ambas as versões, a verdade era uma só: Jogadores no Snes ou no Mega Drive tinham praticamente o mesmo jogo, ambas as versões traziam as duas variantes de SFII que bombavam nos arcades e com fidelidade absoluta, principalmente no que se refere à jogabilidade.

Mas são idênticas?

 

EvilGambit detalha:

 

Gráficos

Os gráficos da versão Snes são excelentes, a paleta de cores do console é generosa e não houve problemas para compor os detalhados cenários e personagens do jogo. Já o Mega Drive demonstrava claramente que as 64 cores simultâneas na tela já não eram suficientes, no geral o contraste na versão para a Sega é alto demais, as cores ficam estouradas.

A animação dos lutadores, o visual dos golpes e tudo mais é praticamente idêntico. Resta dizer que a versão para o Mega é fullscreem 4:3 e a do Snes tem pequenas barras nas extremidades superior e inferior da tela, seria para emular o semi wide das placas CPS do arcade?

 

Note nas imagens abaixos que muitos detalhes dos cenários presentes na versão Snes estão ausentes no console da Sega. É evidente que o Snes tem um hardware melhor por ser uma plataforma mais nova, o Mega Drive precisou de alguns megas a mais no seu cartucho para que a Capcom pudesse chegar no mesmo nível do Snes e o resultado é louvável.

A Capcom tirou leite de pedra e fez uma versão bonita para o Mega Drive, porém levemente inferior ao Snes no geral. Mas ela tinha um detalhe que até então nenhuma versão caseira de SFII tinha: a abertura do arcade, com aquele cara loiro socando o negão, o edifício em vertical scroll e tudo mais.

 

Versão Snes

 

Versão Mega Drive

 

Note como alguns detalhes nos cenários como o azulejo na parede de E-Honda e o cenário de fundo de Guile (atrás do F-16) estão presentes da versão Snes e ausentes no Mega. A diferença na coloração e saturação do constrate fica mais evidente no vídeo abaixo.

 

 

E a intro exclusiva do Mega Drive logo abaixo.

 

 

 

Musicas e vozes digitalizadas

O chip de som do Super Nintendo desenvolvido pela Sony é simplesmente espetacular. Na verdade muitas trilhas sonoras do Super Nintendo (em especial aquelas desenvolvidas pela Enix) são excelentes aos nossos ouvidos até hoje. SFII Turbo tem uma excelente trilha sonora, não é bem fiel ao arcade pois soa mais como um remix da trilha sonora original visto que o console da Nintendo podia emular uma grande quantidade de instrumentos musicais e a Capcom tirou proveito disso.

As vozes digitalizadas eram boas para a época estando com a mesma qualidade de SFII, o jogo tem até um extra sonoro, os cenários que contam com “platéia” tem vozes para aplausos ou vaias após os lendários YOU WIN/YOU LOSE.

 

O audio do Special Champion Edition do Mega Drive porém demonstrava bem como hardware do console da Sega já demonstrava sinais de fraqueza. A trilha sonora até que ficou bacana, os instrumentos sintetizados das musicas ficaram até parecidos com a versão arcade, só que com uma definição inferior. O grande problema da versão para o Mega são as vozes digitalizadas, são horríveis e quase inaudíveis.

 

Abaixo uma comparação direta da trilha sonora do arcade, snes e mega.

 

Msucia do Ken no arcade (Placa CPS):

 

Musica do Ken no Mega Drive:

 

Musica do Ken no Snes:

 

 

Jogabilidade e conteúdo

As duas versões tem boa jogabilidade e quase todos os combos do arcade podem ser revistos nas versões 16bits. Na verdade eu não conheço um combo ou manha que exista no arcade e não nos consoles, talvez seja porque eu tenha jogado muito mais em casa que nos fliperamas sujos dos anos 90! Porém o Mega Drive tinha um trunfo e tanto: o controle de 6 botões desenvolvidos especialmente para o jogo e que mais tarde tornou-se o controle “default” do console.

 

O controle do Snes é muito bom, o direcional é macio, mas o Mega tinha uma disposição dos seis botões igual ao arcade. Quando você joga as duas versões na sequência, fica nítido que o Mega Drive acaba se benificiando deste pequeno detalhe.

 

Ambas as versões, como já dito, vinham com os modos Champion Edition e Fighting Hyper Turbo e todos com o clássico modo Versus. A versão para o Mega Drive tinha o exclusivo Group Battle, perfeito para juntar alguns amigos e jogar um campeonatinho bacana num sábado à tarde com direito a chaves para organizar o torneio e tudo mais, bem bacana! A versão da Sega contava ainda com abestadas 10 estrelas de velocidade para o modo Hyper Turbo, o jogo ficava insanamente rápido (e porque não dizer, INJOGÁVEL). A versão para o Snes tinha o recurso para colocar muitas estrelas de velocidade, mas só era habilitado por meio de um maroto código secreto.

Vai entender…

 

 

Em 1993 (e 1994) fãs do Mega Drive diziam que sua versão era melhor porque tinha a cena de abertura e um controle praticamente idêntico ao arcade. Os Nintendistas retrucavam que sua versão não sofria de bronquite crônica e os cenários tinham melhor definição, detalhes e cores mais belas.

Na verdade, as duas versões são bacanas e incrivelmente similares. O que torna SFII realmente um bom jogo ficou praticamente intacto em ambas versões: a excelente e complexa jogabilidade que fez história nos videogames.

 

E não pense que acabou. Pois alguns meses depois as revistas já municiavam os “istas” da guerra dos 16bits com as primeiras informações de Super Street Fighter II para Snes e Mega Drive….. mas isso é assunto para meu próximo texto (ou não, quem sabe…).

 

Como estou de férias e com muito tempo livre, resolvi ligar os dois consoles na sala e jogar ambas as versões para relembrar com saudosismo este grande momento dos videogames. Sem dúvidas quem viveu essa época com certeza se lembra da deliciosa guerra entre estes dois consoles absolutamente fantásticos que fizeram história.

Street Fighter II como já devem ter percebido é um assunto recorrente aqui e existe uma explicação para isso. Na época eu tinha meus 13 ou 14 anos e videogame já não era uma prioridade na minha vida, mas quando eu conheci Ryu e cia eu percebi como aquele hobby infantil evoluía comigo e que não seria assim tão fácil me livrar de consoles e joysticks.

Jogos de luta eram como futebol para muitas pessoas nos anos 90, uma paixão mundial e que gerava muita competitivade e rivalidade entre jogadores. O gênero me manteve jogando videogame por um bom tempo, na verdade até hoje. Arrisco dizer que se não fosse pelos “world warriors” esse site nem existiria e eu estaria gastando meu tempo livre com qualquer outra coisa.

 

Qualquer outra coisa menos divertida… claro.

 

 

 

 

Para fechar esse artigo com chave de ouro, eis os comerciais para a tv veiculados no Japão à época do lançamento e os jogos em estado físico, porque “nothing beats the real thing”.

 

18 Comentários

  1. Duke Magus 5, janeiro 2010 02:40

    Bons tempos em que a pauleira era sega versus nintendo…

    esse jeitão de “guerra fria” entre os consoles (sempre saia um game foda em um e as revistas diziam que colocaria o outro console no chinelo) dava umas discussões legais…

  2. Storavich 5, janeiro 2010 07:48

    Ahh, que saudade do meu mega drive… acho q vou ligar ele e tirar a poeira.

  3. Orakio "O Gagá" Robpropost 5, janeiro 2010 08:03

    Rapaz, que post legal! Muito bem escrito e completo, meus parabéns!

    Bom, já elogiei, agora vem o convite inescrupuloso :) Você conhece o Gagá Games? Eu tenho a impressão de que você já postou uns comentários por lá, mas não tenho certeza, a minha memória é um desastre…

    Eu gostei muito mesmo do post… será, assim, que muito de repente, quem sabe, você não aceitaria postar o mesmo texto lá no Gagá Games, como colunista convidado? Era uma boa maneira de divulgar o seu blog. A gente colocaria um link no início e no fim do artigo, do tipo “este post foi escrito por fulano do blog tal, acesse xyz para ver mais posts dele”. O que me diz?

  4. Flabis 5, janeiro 2010 11:16

    Excelente post Evil. Muito bom mesmo.

    Pode ser que eu seja nostalgico demais, mas naquele tempo os “Istas” eram bem menos retardados que hoje. parabéns novamente pelo texto.

  5. Js2k 5, janeiro 2010 14:53

    Muito bom o artigo … lembro muito bem de jogar horas o SFII no meu querido e lembrado mega !!!

    bons tempos !!!!

  6. Hely 5, janeiro 2010 17:06

    Muito bom o post, parabéns…
    Concordo com tudo que você citou a respeito de ambas as versões de Street Champion Edition……foi perfeito em suas colocações…..principalmente sobre o controle do Mega Drive que deixava o jogo bem mais arcade-like….XD

    Vivi essa época de Sega X Nintendo e me lembro bem a guerra que existia entre Mega e Snes: na época eu tinha um Mega(que consegui comprar só em 94) e meu colega que tinha um Snes ficava zoando dizendo que os lutadores estavam resfriados e tal…eu contra-atacava dizendo que o Snes era uma tartaruga e nunca que conseguiria rodar algo tão veloz igual a Sonic….

    Mas a verdade é que todos tinham uma certa inveja do console rival e feliz mesmo era quem tinha os dois…pena que poucos tinham condições financeiras pra talçluxo….

  7. Candido 5, janeiro 2010 20:59

    Primeira vez que vi World Warriors foi no fliperama, sem aviso prévio, sem hype… “jizzada nas pêntis” foi pouco. Só fui jogar quando lançou o The New Challengers no Snes muito tempo depois, não curtia jogar em fliper e não gostava da versão do Mega Drive, achava o controle dele ruim pro jogo.

  8. Ninja 6, janeiro 2010 07:41

    Excelente texto Evil,me trouxe várias lembranças.

    Street 2 foi de longe o game mais jogado por mim na década de 90, joguei em tudo que era console mas por incrível que pareça a versão do MEGA era a que eu mais curtia, acho que havia alguma mensagem subliminar naquelas vozes roucas induzindo minha preferência…

    Ah sim, ter um Mega Drive em casa ajudou bastante tbm.

  9. Old Game Master - Game Sênior 6, janeiro 2010 08:37

    Achei sensacional o texto, por que ele traz consigo uma análise com muita propriedade daquela visão que os gamers tinha de cada versão do jogo sem tendenciar para nenhum dos lados ( embora eu achei que em alguns momentos a versão Snes teve um pouquinho mais de elogios). texto traz uma gama de comparações precisas entre as duas versões, datas, vídeos e comerciais de época, além da estrutura que deve estar presente em cada review com:gráficos, som e jogabilidade.Parabéns, trabalho muito bom.

  10. Spock 6, janeiro 2010 09:42

    Meu primeiro jogo de luta. Wow.

  11. JG 6, janeiro 2010 10:31

    Porra, excelente post. Muito bem escrito, detalhado, e com videos ilustrativos e tudo mais. Coisa fina.

    Acho que todo mundo aqui deve ter seus jogos favoritos e tudo mais, mas eu duvido que apareça um individuo que não tenha sido marcado por Street Fighter II. Mesmo quem nunca foi fã da série, ou de jogos de luta, não poderia negar a influencia que esse jogo teve por aqui quando foi lançado.

    Mesmo os gamers-passageiros, que depois de “crescerem” abandonaram a jogatina, vão ter boas lembranças de Street Fighter.

  12. churrumino 6, janeiro 2010 20:54

    Eu lembro quando joguei com o Blanka pela primeira vez.

    Verde sempre foi minha cor de escolha, quando vi aquele bichão verde e laranja nem pensei duas vezes. Não teve pra Guile e depois não teve pra Cammy, Blanka sempre foi a escolha número 1.

    Claro, locava todo fim de semana pro SNes. Isso sem contar o famoso “Street Fighter de rodoviária” que era sucesso nas bodegas por aqui.

  13. Gillian 6, janeiro 2010 22:55

    Excelente artigo evil…

    Deu até vontade de ligar o snes e colocar o cartucho pra jogar com os amigos, beber leite com nescau e depois assistir Jaspion… bons tempos…

  14. coffeejoerx 7, janeiro 2010 10:18

    Excelente texto evilgambit. Eu particularmente não vejo muitas diferenças entre as versões, só queria “porrar” mesmo. Para completar ainda mais o texto, tu poderia citar aqueles controles lançados para Super Famicom, no caso o JB King e Capcom Power Stick Fighter.

  15. sheep 8, janeiro 2010 12:14

    nessa epoca o brasil era tri ainda

  16. bQUARKz 10, janeiro 2010 15:34

    Este artigo me fez lembrar, com muito gosto, das adaptações que foram feitas de Art of Fighting e Samurai para estes consoles. A diferença era gritante, era como tentar portar o SFII para o nes, mas dava para brincar e espalhar murros na orelha de meio mundo.

  17. PJ 12, janeiro 2010 12:22

    Muito bom o texto. Mas, particularmente, eu preifo a versão Mega. Eu gosto das cores mais fortes. E eu acho as músicas muito melhores no Mega, pra mim não tem nem comparação.

  18. Ed 28, janeiro 2010 19:32

    Ótima matéria, eu me lembro bem dessa treta dos 16 bits.
    Aínda que o snes tenha um hardware melhor e td mais, eu acho a versão do Mega melhor, pois ela é mais fiel. Por exemplo, a vozes no snes são limpinhas mas, não são tão fiéis. Já as do mega o “hadouuuuuuken” tem aquele tantinho de “u” a mais. Algumas fases ficaram melhores no Mega, tela do Ryu por exemplo com a aquela lua e td; mesmo o gráfico do super sendo superior. O som sem duvida no Super tem aquela qualidade digital, clareza, porém ficou enjoativo. Já no Mega o timbre “cansado” ficou show. É como comparar uma gravação com o ELP nos anos 70 e nos anos 80.
    Ambas a versões foram e serão sempre surpreendentes, eu as ví nascerem e lembro-me muito bem como me sentí, mas, eu ainda fico com a versão da Sega. Ganha por 1/2 ponto, mas ganha.

Deixe um comentário (construtivo)

Mexico