Gran Turismo PSP – Análise por evilgambit

Antes de experimentar Gran Turismo 2 eu não gostava de jogos de automobilismo. A combinação perfeita de simulador, uma infinidade de veículos e um sistema de carreira robusto e desafiador me cativaram de tal forma que tornei-me o que existe de pior dentre os gamers modernos.
Virei um fã putinha de Gran Turismo.
Fãs de Gran Turismo gostam de ostentar que respiram automobilismo e que só a Polyphony Digital tem as manhas para produzir excelentes jogos de corrida. A verdade é que o gênero evoluiu bastante e Turismo do PSP talvez seja o melhor exemplo para expor como a PD andou dormindo no ponto..
O que mais incomodou em GT PSP é a demora para ser lançado. O jogo foi anunciado juntamente com o protótipo do PSP em meados de 2004 e foi lançado após 5 anos de espera. Tecnicamente ele não fica muito longe das versões lançada para o Playstation 2, tendo uma estrutura 3D excelente para os mais de 800 carros disponíveis no jogo, tudo com bom detalhamento e texturas. As pistas tem poucos detalhes e texturas lavadas para que o jogo rode a incríveis 60 quadros por segundos.
No final das contas é um sacrifício que vale a pena. Durante as corridas você mal nota o acabamento medíocre dos cenários e a sensação de velocidade é satisfatória. Com os últimos lançamentos do PSP, não dá paradizer que GT PSP é impressionante, mas ele agrada tecnicamente.
A jogabilidade é fantástica. Muito bem adaptada para o PSP. O controle do veículo ficou um pouco mais solto que no Playstation 2, mas ainda temos toda a física aplicada para efetuar curvas com excelente grau de realismo, por exemplo. Sempre será necessário saber onde tangenciar, experimentar a velocidade e marchas corretas para conseguir bons resultados. É gratificante constatar também que cada um dos 800 veículos contam com dirigibilidade e nuances próprias.
A versão para PSP não conta com sistema de danos e nesta versão não é possível efetuar upgrades mecânicos como em GT4 restringindo-se apenas a pequenas configurações como uso de diferentes tipos de pneus e nivelação do controle de tração.
Aparentemente GT PSP é um jogo para fãs da série, para aqueles que desejam investir algumas horas e aprender a lidar com um simulador automobilístico de bolso. O problema é que falta conteúdo e objetivos sólidos para validar a experiência.
GT PSP vem com pouquíssimas opções para o jogador. O modo carreira inexplicavelmente ficou de fora e conta apenas com um single player dividido em 3 sessões: Time Attack, Drift Trial e Single Race.
O esquema de Single Race é livre, você escolhe o carro, a pista e corre contra outros 3 oponentes controlados pela CPU. O jogo tenta nivelar colocando oponentes com carros de potência equivalente mas a IA é simplória e pouco agressiva,acaba proporcionando desafio pífio. O Time Attack seria bem mais interessante se o jogo contasse com um esquema de leaderboard online com um ranking online de melhores tempos dentre jogadores de todo o mundo, infelizmente a Polyphony Digital ignorou o potencial online do PSP. O jogo conta apenas com o Ad Hoc e este funciona muito bem se houverem alguns chapas com um PSP (e o jogo) na vizinhança.
O jogo ainda conta com uma opção de desafios variados. Primeiramente eles soam como aquele insonso esquema para tirar a carteira de motorista presente nos outros jogos da série visto que iniciamente nada mais é que um tutorial para iniciantes, porém mais para frente eles tornam-se verdadeiramente desafiadores, conseguir ouro nessas provas é um desafio e tanto e sem dúvidas o momento mais divertido do jogo. Pena que em termos de conteúdo isso seja muito, mas muito pouco se compararmos com o que GT4 dispõe por exemplo.
Gran Turismo PSP demonstra desleixo por parte da PD. Não técnico, visto que o jogo roda bem no portátil, quase um Gran Turismo 4 portátil (na quantidade de veículos e pistas ele é deveras superior) com excelente modelagem para os veículos (mantendo a tradição da série) e rodando suave a impressionantes 60 quadros por segundo (outra tradição da série). O que incomoda é a falta de conteúdo e foco por parte dos desenvolvedores.
Se o foco era no jogador casual de que importa uma quantidade imensa de veículos e uma jogabilidade que parece premiar apenas aqueles que verdadeiramente se empenharem no jogo? Porque diabos um jogador casual perderia tempo no Time Attack? Já os fãs sem dúvida nenhuma vão sentir falta do modo carreira e da quantidade gigantesca de provas e desafios presente nos jogos anteriores da série. Não existe incentivo nem recompensas para quem joga Gran Turismo do PSP além de um amontoado de corridas aleatórias que servem apenas para juntar dinheiro e comprar novos carros.
Trata-se de um mero caça níquel, desenvolvido às pressas somente para tentar alavancar as vendas de um novo modelo de PSP. Feito apenas para se utilizar do bom nome da série e não fazer jus a ele.
É uma pena, foram tantos anos de espera…
Gran Turismo – Sony – PSP – Análise por evilgambit
3 Comentários
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Pena… sem career mode… nem ferrando rola de jogar…
Eu sou EPIC FAIL, em jogos de corrida realista. Eu não sou muito fã do estilo. Meu negócio é Top Gear, ou jogos mais arcades, que você só precisa acelerar e virar. Bem noob mesmo.
Eu também cara. Odiava Need For Speed, Test Drive, e etc, até jogar GT2 na casa de um primo.
Gran Turismo 2 mudou definitivamente a maneira como eu via os jogos de corrida. E olha que até hoje eu sou bem ruinzinho…