EVILGAMBIT´S LAIR

desde 1999

Final de semana com o PSP – por evilgambit

Sábado sossegado e um PSP nas mãos, aproveitei para curtir 3 novidades do portátil. Seguem minhas primeiras impressões.

 

Final Fantasy Dissidia

Estou com algumas horas de jogo e gostei da proposta. Apesar de detestar o visual metrossexual de Nomura tenho que admitir que tecnicamente o jogo é muito bonito, com boa construção 3D para os personagens e uma CG de abertura de cair o queixo.

Pra quem é fã da série, é legal rever protagonistas e antagonistas de vários FF´s. O enredo no entanto é insonso, a velha desculpa do bem (que agrega os heróis) e o mal (que mantém os vilões) que lutam numa dimensão Nomurista para manter o equilíbrio entre a purpurina e o excesso de zíperes não inspira o jogador a continuar jogando. Mas o afeto que este tem por alguns personagens clássicos, sim.

 

A jogabilidade é bacana. Lembra RPG porque mantém elementos de evolução para os personagens, itens como Potions e agrega coleção de armamentos, armaduras, anéis etc etc. Mas as batalhas ocorrem em tempo real, como em um jogo de porradaria 3D. É bem simplista no entanto, misturando um pouco o conceito de Smash Bros como DBZ Budokai, basta apertar uns botões para ementar uma sequência de golpes e usar jargões como R+Quadrado para emendar sequências de golpes bombásticas, tanto no dano como no visual. Tem muitas opções e cada personagem tem seu arsenal de golpes.

 

O jogo divide-se entre o multiplayer e o modo história. Como joguei sozinho o dia todo, fiquei no modo história, organizado em capítulos, o que é excelente para a proposta de um jogo para o portátil. Você escolhe um capítulo e fica jogando com um personagem clássico da série, salva e vai cuidar da sua vida. Simples assim.

O problema é que ao contrário de um autêntico Final Fantasy, até onde joguei não vi muita motivação para continuar a história. As batalhas até que tem esqueminhas interessantes, mas é sempre a mesma coisa, enjoou e fui jogar outra coisa.

 

 

 

 

Crimson Gem SAGA

Charmoso RPG 2d Oldschool da Atlus. Tudo nele é lembra os tempos dourados dos rpg´s de videogame (os meus, ao menos). Gráficos 2D coloridos, bem desenhados e com excelente bom gosto. Musicas deliciosas e um sistema de batalha por turnos para sentir saudades de Final Fantasy VI, excelentes dublagens em inglês e cenas em anime de muito bom gosto.

É tudo oldschool, para alguns, sem inspiração alguma. Mas depois de jogar Final Fantasy Dissidia foi interessante voltar para a arquitetura básica dos rpg de videogame, a mesma que me fez gostar do gênero. Não joguei muito, mas o enredo e os personagens até então apresentados são bastante interessantes e instigam-me a continuar jogando. O sistema de batalha e evolução não tem grandes frescuras, as batalhas não ocorrem aleatóriamente pois funcionam como Chrono Cross, você vê os inimigos no mapa e se quiser, pode evitá-los.

 

Continuarei jogando com gosto.

 

 

 

 

Monster Hunter Freedom Unite

É o queridinho da Capcom e Sony no Japão visto que a série Monster Hunter no Japão é a mais popular do portátil, vende horrores a cada edição e vale lembrar, tirando detalhes pequenos, é tudo a mesma coisa.

Não que seja ruim. Mas como já gastei 100hrs de jogo com o primeiro Monster Hunter do PSP, eu peguei esse apenas para comprovar de que trata-se do mais do mesmo. Uma espécie de Pokémon, só que com gráficos absurdamente melhores, feito para homem jogar e com fator de gameplay quase infinito (seja na campanha como nas possibilidades multiplayers).

Monster Hunter é sobre caçar Monstros. Alguns lembram dinossauros, outros dragões medievais e algumas outras aberrações com descrição abstrata. Seria um jogo de ação simples do tipo procure e mate o monstro se não fosse o grande poder de customização do jogo.

 

Basicamente funciona da seguinte forma. Você é o caçador que aspira ser dos grandes na sua aldeia. Cada monstro que você leva para casa disponibiliza itens para confecção de novas armas (espadas, machados, lançadeiras, etc), vestimentas apropriadas para caça e itens de cura, para atiçar a fome de monstros, etc. Alguns monstros são verdadeiramente difíceis de matar, para ter sucesso é necessário estudar o comportamento da besta, usar a arma certa, ter a estratégia correta.

É isso que faz Monster Hunter ser prazeiroso e singular. Mas não é para qualquer jogador pois é muito complexo e demanda paciência e persistência do jogador.

 

Para quem quiser embarcar nessa aventura fica a dica!

 

10 comentários

10 Comentários

  1. Postado por Bruno em 23/08/2009 02:20

    Ei Evil, por que não comenta do ristar do mega? Puta jogo!

  2. Postado por Dart em 23/08/2009 08:13

    muito bom, por esses motivos que vou comprar meu PSP logo

  3. Postado por Enzo em 23/08/2009 14:35

    Mas pokemon é serious business =O

    Evil, recomendo Blood of Bahamut no DS se vc curte tanto Monster Hunter.A versão japa saiu há pouco tempo, e o esquema é similar, porém com múltiplos personagens ao invés de toneladas de equipamentos.
    A dificuldade no single das free missions é absurda, e o monstros extras dão pesadelos tão perturbadores quanto aquele chefe final de Rage of the Dragons.

  4. Postado por Cloud em 23/08/2009 14:56

    Eu peguei o Dissidia esses dias também. Sua descrição ali foi exatamente o que ele é: mais uma Nomurice. Hoje em dia a SE se resume a Nomura. É foda. Acho que a empresa que melhor sabe aproveitar o potencial do hardware dos consoles que ela trabalha, mas ultimamente não sai uma coisa que presta.

    Tava comentando com o Seph esses dias, os caras da SE tinham que passar uns dias com os caras da Capcom, pra ver se aprendem alguma coisa. Podiam ter feito um jogo de luta bem mais rox se não enfiassem tanta firula desnecessária.

  5. Postado por Dood em 24/08/2009 01:30

    Ae, joguei esse Crimson Gem. É um jogo legalzinho e tal, mas me dá uma grande impressão de ser “demo”. Pq o jogo é mto curto, e o final dá brecha enorme pra sequel. Sem falar q vc estuprar o chefe final e perder pra ele dão exatamente o mesmo final, o que é emputecedor. Tipo, parece um jogo q os caras têm planos pro futuro mas querem testar mercado primeiro. Vamos ver o q q acontece.
    Tipo Patapon 1… o Patapon 2 é praticamente uma versão “full” do Patapon 1 xD

  6. Postado por Rockman em 24/08/2009 01:31

    …bem, convenhamos, Dissidia é bom, é nostálgico, mas como um jogo de porrada é um ótimo RPG, e como o Cloud acima falou, já tá dando meio que no saco o excesso do Nomura nos produtos FF-related, ainda bem que pelo menos ele ainda não meteu a mão na série Crystal Chronicles…

    …nada contra, curti bastante, mas ainda falta muita coisa pra realmente começar a pensar nele como um jogo de luta. Se for pra pegar alguma vertente off-series pra homenagear alguma série de RPG famosa, fico com Tales of Versus que já vem com a enorme vantagem de se basear no Multi-Linear Battle System da Namco…

    …e aproveitando o comentário do Enzo, é sério que o Blood of Bahamoth é no estilo de Monster Hunter? Eu imaginava que fosse algo de turnos ou algo do gênero, quando eu vi o trailer, fiquei muito empolgado mas com uma pulga atrás da orelha. E se os chefes são do nível do Johan, tenho medo do que está por vir…8D

  7. Postado por Michel Borges em 24/08/2009 20:58

    ” lutam numa dimensão Nomurista para manter o equilíbrio entre a purpurina e o excesso de zíperes”

    HUUHAUHAUHAHUHUAUHAHUAUHAHUAUHA

    gênio!

  8. Postado por Vampy em 28/08/2009 11:38

    Joga o Holy Invasion, Badman!

    é um puzzlezinho muito divertido.

  9. Postado por Enzo em 28/08/2009 19:44

    É mais “RPGístico” e menos ação que MH, mas tem uma certa influência sim.
    Especialmente no que diz a respeito dos equipamentos: pra fazê-los, vc precisa de materiais que se consegue ao quebrar partes específicas dos gigantes, e grana que só vem ao vender tais materiais.
    Os chefes abertos com passwords são OMFGIMPOSSIBLE no solo até onde joguei.

  10. Postado por sheep em 23/12/2009 18:21

    sentar porrada com a masamune de 3m do sephiroth ja vale o dissidia
    vcs tao reclmaando do nomura mas que se foda, ja vi tanta franquia que virou palha pq quiseram fazer sequencias e mais sequencias, pelo menos o ff ta bem feito, ta parecendo um bando de velho que bom mesmo era o brasil da copa de 70

Deixe um comentário (construtivo)

Mexico