Comandos em Ação ganha vida – por Ninja

É isso ae cambada, G.I. JOE: A Origem de Cobra estreou na última semana e tenho certeza que todos já leram uma caralhada de análises por ae.
Mas como a EGL é um site/blog/zona, que se difere dos demais por ter uma visão um tanto quanto pessoal das coisas, esse review pode muito bem ser um pouco mais relevante no que se refere a fatores que sejam do gosto daquela maioria que vai no cinema apenas para curtir um bom blockbuster de ação e não para analisar meticulosamente um filme observando fotografia, figurino, edição de som, etc..
E só pra lembrar eu não sou crítico da sétima arte, detesto os textos do Arnaldo Jabor e nem publico resenhas no Omelete ou Jovem Nerd, portanto o que vocês vão ler a seguir não é uma crítica para ser encarada como uma profecia de Nostradamus e sim a mais pura e simples opinião de um cara que curtiu muito Comandos em Ação quando moleque, mas não ao ponto de virar um fan-boy descerebrado que mantém uma coleção de bonequinhos de resina na estante, e um lençol da Scarlett semi-nua esticado na cama… Fui claro?
Pois bem, vamos logo ao que interessa.
Se você tem entre 25 e 30 anos e teve uma infância digamos “bem aproveitada”, provavelmente sentiu uma certa satisfação quando foi divulgado que a próxima linha de brinquedos oitentistas da Hasbro que iria ganhar vida nas telonas seria G. I. JOE, ou como ficaram conhecidos no Brasil, Comandos em Ação. Eu particularmente curti e muito, pois apesar de não poder ter os soldadinhos de 9,5cm quando era moleque eu brincava muito com eles graças a um vizinho que sempre ganhava alguns de presente (na época era caro pra cacete, e como todo mês eram lançados bonecos novos e veículos/acessórios que eram vendidos separadamente, os Comandos se tornaram o pesadelo dos pais).
Com o primeiro trailer divulgado, e já dava pistas do que estava por vir: Ação e aventura com boas doses de efeitos especiais, tudo sob o chicote de Stephen Sommers, que foi responsável pelo divertido A Múmia e o tenebroso Van Helsing – O Caçador de Monstros, que convenhamos… É uma bosta.
Enfim, sexta-feira sessão das 21:20 e lá estava eu na quarta fileira, com um balde de pipoca em uma mão, um copo de refrigerante na outra e um punhado de expectativas na cabeça, e não é que elas foram muito bem correspondidas? Logo nos primeiros dez minutos após uma breve explicação do plot que é o pilar central da trama os espectadores já são presenteados com boas cenas de ação que vão ditar o ritmo durante todo o filme. Os JOES são uma força composta pela elite da elite dos militares de todo o mundo, um time que é chamado somente quando a coisa esta realmente feia e como o título do filme sugere, agora eles terão uma organização inimiga à altura.
Tudo é muito bem definido, roteiro simples sem espaços para dúvidas sobre quem é quem, de que lado fulano está e quais são suas motivações. A trama já vem completamente mastigada e tudo que o espectador tem a fazer é engolir tomando o devido cuidado para não se engasgar, principalmente durante os closes dos provocantes decotes da Sienna Miller.
Sienna Miller… Ela por sí só já é um ótimo motivo para não desgrudar os olhos da telona, no papel da sexy Baronesa (que tem aquele ar de vagaba poderosa, uma coisa meio Angelina Jolie). Ela rouba a cena sempre que aparece em sua apertada roupa preta que evidencia ainda mais os er… Dotes “artísticos” da moça. O velho Dennis Quaid na pele do durão General Hawk faz muito bem sua parte, embora seja um personagem significante pois é o cabeça dos JOES, sua participação é até modesta comparada aos demais. Channing Tatum e Marlon Wayans, são respectivamente Duke e Ripcord personagens principais, Duke é o mocinho com o dever de salvar o dia e Ripcord o amigo do herói responsável pelas piadinhas durante todo o filme, que na verdade nada mais é do que o velho estereótipo “funny nigga” que Hollywood insiste em manter, mas apesar de tudo ele tem um papel importante no decorrer da trama.
Existem ainda os coadjuvantes que ninguém sabe ou lembra o nome, mas estão lá fazendo as versões em carne e osso dos velhos bonequinhos, sejam heróis ou vilões afinal de contas eram muitos. Destaque para a belíssima Rachel Nichols, no papel de Scarlett, coisa de louco meu amigo. Os ninjas com uma relação bem turbulenta entre si, representando os JOES temos o badass Snake Eyes, interpretado por Ray Park (interpretado é maneira de dizer, pois ele entra mudo e sai calado), e pelo time dos vilões (que ainda não é chamado de COBRA) temos Byung-Hun Lee mostrando suas habilidades como Storm Shadow. Ambos são responsáveis por algumas das cenas de ação mais fodas de todo o filme.
Ação, coisa que um blockbuster do gênero promete e neste caso cumpre muito bem, a adrenalina rola o tempo todo, seja em cenas de guerra durante flashbacks, uma sessão porrada em uma cozinha em Tokio, ou na insana perseguição nas ruas de Paris (fãs de Crysis vão cantar “I JIZZ IN MY PANTS” durante essa sequência), a ação está presente e graças aos recursos de computação gráfica ela fica ainda mais intensa. Admito, foi muito legal ver os JOES e os futuros COBRAS caindo na porrada e fazendo uso de todas as suas parafernálias tecnologicamente absurdas, afinal de contas alguém em sã consciência esperava boas doses de realismo em um filme baseado em uma franquia de brinquedos?
Eu fiquei impressionado ao ler críticas ferrenhas falando sobre o quanto as cenas de ação eram forçadas, na boa, para bonequinhos de plástico ficou bom até demais.
Um enredo simples e fácil de digerir, ótimas cenas de ação, bons efeitos especiais, um enigmático vilão, e um final onde fica bem claro que uma sequência de muitas está por vir, fazem de G. I. JOE: A Origem de Cobra, um excelente filme pipoca para curtir nesses tempos de crise e gripe A. Divertido, vale a entrada do cinema e apesar de ser baseado em uma franquia antiga, assim como ocorreu em Transformers ela veio de maneira renovada, os puristas provavelmente vão chiar, mas fazer o que, não se pode agradar a todos…
Ao menos veja pelo lado bom, em quase duas horas de filme nenhum polegar foi quebrado.
G.I. Joe – A Origem de Cobra – Direção: Stephen Sommers – EUA/2009 – Crítica por Ninja
12 comentários
12 Comentários
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Eu comprava meus comandos em ação no camelô… eles não tinham rostos, a arma era só um plástico retorcido, as única coisa que dava pra perceber claramente era que era um soldado… e ainda derretia quando ficava no sol!
a pirataria estragou minha infância…
eu tive 2 bonecos e uma nave cobra que esqueci o nome, ela era preta e grande (ui) com uma navezinha acoplada em cima.
Eu me divertia PRA CARALHO com esses três itens.
eu lembro q eu tinha uns 3 ou 4 bonecos e o jipe do deserto.
Eu bolava roteiros dignos de Michael Bay só com esses itens. Bons tempos.
Um amigo meu tinha o F-14. Até então era a coisa mais tesuda q eu conhecia.
Só q ae veio os hormonios e uma tal de Rafaela da minha rua ficou bem mais tesuda.
Meu vizinho tinha a Gemini, que era uma nave HUGE, ainda vinha com uma nave menor dentro, tpo um pequeno ônibus espacial, e um astronauta… Foda.
Eu gostei bastante do filme. Apesar de que eu achei que algumas cenas de ação e coreografias de luta poderiam ter ficado um pouquinho melhores.
Eu lembro de ter dois Joes genéricos e dois Cobras (que só muito depois eu fui me dar conta que eram o Destro de máscara dourada e o Comandante Cobra de armadura). Talvez eu tenha tido mais Joes mas não lembro. Sei que um dos dois morreu numa amputação da metade inferior do corpo.
Fora isso eu tinha um triciclo em forma de cobra vermelho cuja frente separava e um genuíno Mammoth Tank (não lembro o nome verdadeiro, mas lembra um dos foderosos tanques da série Command & Conquer) dos Joes.
Não sei que fim levaram todas essas coisas, mas provavelmente minha mãe doou pra alguém.
Grande tempo.
Acho q tive uns 5 ou 6 bonecos, n tenho ideia se eram joes ou cobras, ACHO q ainda tenho 2 guardados q resistiram ao pesadelo chamado irmao menor.
Tive dois veiculos, um deles uma lancha marrom com amarelo entupida d armamento haeuaheuhea.
Fora isso, meu lego virou infinitos veiculos d comandos em ação. E q mané roteiro, o negocio é quebra pau pela casa inteira
(se bem q isso é um roteiro do michael bay aeuauhhuea)
Quantos bonequinhos foram divididos em dois porque o elástico (espinha dorsal heh) arrebentou?
E também achei o filme do caralho, só eu gostei de Van Helsing?
Bem coffeejoerx, gosto é bem pessoal e deve ser respeitado, mas existe uma boa possibilidade de só você ter gostado sim, pq Van Helsing é muito ruim.
Tipo, os unicos filmes que me lembro de ter visto no cinema e achado ruim a ponto de querer o dinheiro de volta foi Van Helsing, MIB 2 e T3.
Mas para não desvirtuar totalmente o assunto, não vi G.I Joe ainda pq aqui só lançaram dublado. Se não aparecer legendado eu espero sair um torrent da vida. Vi Transformers 2 dublado e não gostei da experiência. O filme ja não ajuda muito, imagina dublado.
Comentando d novo
Vi o filme hoje, achei FODA. Curti o fato d a historia ter seu arco principal mas n ser focada em apenas 1 personagem, de n virar um fulano e seus amigos como foi um certo filme 3 por ai.
Agora… po, vcs n consertavam os comandos d vcs? meu pai era um verdadeiro medico d comandos. Arrebento a borrachinha do meio? coloca uma das q vem em bujao (n sei como chama em sp) d gás d cozinha
Dedao quebrado? se ainda tiver o dito cujo, 1 semana no spa do superbonder
Sei lá, não tenho nem vontade de ver esse filme. Ultimamente fime muito pipoca não me desce muito.
Putz…eu tive o prazer de ter um F-14, pense ganhar uma porra daquela de natal…show total!
Mas realmente rolava altas operações frankstein com os meus comandos em ação, trocava as cabeças, arrumavam os dedões e etcs…
Acho q todo mundo tb ja utilizou os gijoes como alvo de estilingue ou aquelas armas de bolinha de pressão…kkkkkk
Vamos ver se animo ver esse filme depois e dar uma opinião a respeito.
Meu pai era o Ivo Pitanguy dos comandos em ação.
E o mais bacana deles era q se tornava uma herança, pois se vc tinha irmão mais velho o boneco velho já ficava pro irmão mais novo…