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Art of Fighting 2 – por evilgambit

Tudo que é bom merece uma sequência. É quase regra, também, no mercado de jogos eletrônicos.

E felizmente a regra se aplicou à Art of Fighting.

 

No final de Art of Fighting as peças do quebra cabeça são parcialmente encaixadas; Mister Big – o suposto chefe do crime em South Town – sequestrou a filha do grande lutador marcial Takuma Sakazaki e o obrigou a trabalhar como capanga em suas ações ilícitas. O plano vai para o ralo quando seu filho Ryo Sakazaki e o chapa Robert Garcia resolvem partir para o resgate!

No final do primeiro jogo, Ryo descobre atônito que o misterioso Mr Karatê é na verdade seu pai no melhor estilo Star Wars. Mister Big dá uma de Sarney e sai de fininho. A família Sakazaki é novamente reunida e um ano se passa.

Agora todos resolvem participar do novissímo campeonato de artes marciais chamado THE KING OF FIGHTER´s, patrocinado por ninguém menos que Geese Howard, secretário de segurança de South Town. Mais a frente no jogo, descobre-se que Geese é um burocrata corrupto e foi a mando dele que Yuri, a filha de Takuma, foi sequestrada. No enredo oficial do jogo, Takuma chega às finais do campeonato e tem o direito de lutar contra Geese Howard. Takuma vence a luta e obriga Geese a fugir para o Japão, onde acabará tendo problemas com um tal de Jeff Bogard, pai adotivo de Terry e Andy Bogard.

 

Bacana não? É em Art of Fighting 2 que surge o mítico The King of Fighter´s, campeonato chave para várias séries da SNK e é também o pontapé inicial para o enredo de Fatal Fury. Para quem não sabe, Geese acaba assassinando Jeff e com isso Terry e Andy Bogard crescem jurando vingança motivando a trama do primeiro Fatal Fury.

 

Art of Fighting 2 é um upgrade justo do primeiro jogo. 3 personagens foram adicionados:

Yuri Sakazaki, que resolveu aprender a lutar escondido do irmão. Tem técnicas parecidas com a do pai, mas com muitos golpes originais.

Eiji Kisaragi
, um ninja descendente do clã Zantetsu (Last Blade), quer a todo custo colocar seu estilo à frente do Karate Kyokugenryu da família Sakazaki e para isso pretende derrubar Takuma em uma luta justa.

Temjin, um gordo escroto que quer ajudar as criancinhas carentes.

 

Todos os lutadores do original estão de volta, com excessão de Todo. E desta vez todos podem ser selecionados no modo história, cada um com motivações próprias e final exclusivo. Alguns personagens ganharam novos golpes, novos frames de movimento e visual renovado.

 

A jogabilidade é praticamente a mesma, sofrendo apenas alguns ajustes finos. A e B ainda são soco e chute, mas desta vez para desferir um soco forte, por exemplo, basta pressionar o botão com força. O botão C ainda serve para arremesso e o D para provocar.

O esquema de duas barras continua. Uma é a energia vital e diminui conforme tu apanha do oponente, a outra é a barra de KI que controla o uso de magias e golpes especiais no jogo. É possível carregar a barra de KI manualmente e quando ela estiver cheia e a barra de energia vital quase acabando é possível desferir os golpes secretos, movimentos que tiram MUITA energia do oponente e servem para virar um round considerado como perdido.

A jogabilidade ainda é fincada em saber usar o espaço, desferir magias e dar golpes certeiros no oponente, Art of Fighting 2 não é um jogo de luta orientado para combos insanos, é mais voltado para o uso correto das magias e prever com antecedência os movimentos do oponente. É meio frustrante para viciados em Street Fighter II, mas com certeza divertido quando se pega as manhas. É gratificante acompanhar embate de dois jogadores experientes, o visual das magias é impactante e arrebatador.

 

Graficamente Art of Fighting 2 recebeu um pequeno, porém nítido upgrade. A movimentação, apesar de ainda quebrada, é mais fluída que o primeiro jogo, muitos movimentos especiais ganharam mais quadros e visual melhorado. Os cenários desta vez fazem bom uso do zoom quando os personagens se distanciam, mostrando detalhes interessantes, estes variados mostrando desde aviões antigos, ferraris, bar de metaleiros e até uma academia de ginástica. Art of Fighting 2 faz jus à tradição da antiga SNK no que diz respeito aos cenários dos personagens.

A trilha sonora é espetacular. Ainda melhor que no primeiro jogo. Dá gosto ouvir a trilha de Jack, o motoqueiro gordão pois é puro hardrock. O que dizer então da versão do tema de Geese Howard neste jogo?

 

Mas nem tudo são flores. Existe um problemão em AoF2: sua dificuldade. Você com certeza já deve ter sofrido em um chefão na série King of Fighter´s ou soltou todos os palavrões conhecidos lutando contra Amakusa em Samurai Spirits. Basta dizer que AoF2 tem essa dificuldade insana DESDE O PRIMEIRO OPONENTE. Jogar contra o computador no modo história pode ser bem frustrante, ainda mais sabendo que para enfrentar Geese é necessário terminar o jogo sem perder rounds (na versão arcade). Porém, como todo jogo de luta, divertido mesmo é enfrentar um amigo no modo VS e nesse quesito AoF2 prima pois existe um equilibrio raro entre os personagens e os tais golpes secretos, apesar de contar com comandos complicadissímos, são bacanas e divertidos quando acertam o oponente.

 

Art of Fighting 2 nasceu para os arcades na placa MSV da SNK em 1994, alguns meses depois ganhou versão caseira para o Neo Geo (e Neo Geo CD) e mais tarde um port para o Super Nintendo produzido pela Takara com grande perda gráfica e sonora, mas ainda mantinha o zoom e todos os personagens e golpes. Curiosidade: nesta época a SNK estava promovendo seu novo Neo CD, uma versão em disco do carissímo Neo Geo e havia parado de licenciar suas séries para o Snes, Mega Drive e PC Engine. Art of Fighting 2 foi a última conversão licenciada para a geração 16 bits.

Claro, anos mais tarde o Neo CD mostrou-se um fracasso e os ports retornaram no Saturn e Playstation.

 

Recentemente AoF 2 foi lançado como parte integrande da coletânea Art of Fighting Collection para o Playstation 2, é a forma mais fácil para matar a saudade desde grande clássico sem recorrer à emulação desmedida.

 


Art of Fighting 2 – SNK – Neo Geo MVS – Análise por evilgambit

 

 

Arcade:

 

Arcade – Comercial de TV no Japão:

 

Snes:

 

Para ler sobre Art of Fighting (o primeiro da série), clique aqui.

5 comentários

5 Comentários

  1. Postado por Enzo em 28/07/2009 20:04

    “(…)soltou todos os palavrões conhecidos lutando contra Amakusa em Samurai Spirits. Basta dizer que AoF2 tem essa dificuldade insana DESDE O PRIMEIRO OPONENTE.”

    Pô evil, agora eu nunca vou jogar isso.
    Amakusa traumatizante dos infernos, pqp.

  2. Postado por Brother em 28/07/2009 23:34

    Eu bem me lembro de minha mãe gritando: “Minino, para de xingar! Esse muleque tá ficando doido! Eu vou quebrar esse videogame! Que saco! BláBláBlá…”

    EGL cada vez mais nostálgica…
    =D

  3. Postado por Ninja em 29/07/2009 09:00

    Review foda Ebiru!

  4. Postado por coffeejoerx em 4/08/2009 12:43

    Rapaz, na máquina tinha uma manha (quase) infalível, era correr, agarrar o oponente e soltar magia quando ele estava levantando, o oponente levantava tonto, aí tu soltava mais uma magia e repetia o processo, acho que só no Temjin (ele sofria mal de Michael Jackson?) que a apelação pipocava.

    Aliás, em minha opinião, este foi o melhor review do Evil até agora. Parabéns.

  5. Postado por julio cesar em 29/12/2009 22:32

    poderia me ensinar os movimentos secretos dos lutadores?valeu

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