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Chocolate – por evilgambit

JeeJa Yanin a novissíma estrela dos filmes pé na cara aparente ser um docinho, um verdadeiro chocolate. Mas experimente pisar no calo dessa menina para experimentar um chocolate BEM amargo.

 

Prachya Pinkaew é um diretor que tem meu respeito. Desde o começo desta década temos acompanhado uma espécie de decadência nos grandes filmes de porradaria. Jackie Chan continua na sua caminhada para a patolada no estilo “Os Trapalhões” e Jet Li já anunciou sua aposentadoria algumas vezes e sempre busca algo mais voltado à arte e menos ao soco na cara, franco e pueril. Este diretor tailandes é responsável por um dos melhores filmes no gênero nos últimos anos: Ong Bak. E revelou um dos maiores artistas marciais que se tem notícia: Tony Jaa.

No ano passado quando foi anunciado que Prachya não iria dirigir Ong Bak 2 e sim sua cria Tony Jaa, muito se especulou a respeito de seu novo projeto, envolvendo “cast” tailândeses, chineses e japoneses. Um projeto internacional, grandioso e sem sua maior parceria no papel principal.

 

Fiquem calmos. Prachya achou uma substituta à altura. A pequena JeeJa Yanin é uma belezinha mas DESTRÓI nas cenas de luta. Ela tem presença suficiente para carregar os filmes nas costas, aliando uma atuação muito bacana e coreografias soberbas.

Interessante é que ao contrário dos outros filmes do diretor, neste ele deu maior atenção à história e aos diálogos. Não se trata de um primor de enredo mas cabe muito bem ao seu propósito.

 

No submundo da máfia tailândesa uma bela mulher era responsável pelas cobranças das taxas impostas pelo chefe do crime organizado local. Quis o destino que ela se apaixonasse por um estrangeiro realizando negócios ilicitos em seu território, um membro da Yakuza, a máfia japonesa. O chefão local fica puto com a história toda e para o bem estar da moça o japonês retorna sozinho para o Japão.

O problema é que ela estava grávida e deste romance rápido e sincero nasce Zen, mais tarde diagnosticada com um leve grau de autismo. A vida da ex-pistoleira agora resume-se a criar sua filha, que requer maiores cuidados mas também confere algumas habilidades digamos… especiais.

 

Pelo fato da Zen ser autista, ela cria um imenso hyperfoco quando assiste filmes de porradaria. Dentre eles vários clássicos do diretor. Desta forma, apenas assistindo esses heteros filmes, ela torna-se uma habilidosa lutadora de artes marciais, com reflexos estupendos e uma vontade de ferro. As duas acabam “adotando” um gordinho perdedor das redondezas que acaba se tornando componente fiel na singular família.

 

O destino porém mostra-se cruel quando a mãe de Zen fica muito doente e é necessário muito dinheiro para um tratamento eficiente. O amigo de Zen acaba descobrindo uma tal de lista devedores da época que a senhora era funcionária do crime organizado e tem a brilhante idéia de sair cobrando essas dívidas. O resto você já pode imaginar, Zen acaba pondo em prática suas habilidades e o pau comerá intensamente meu chapa.

Quando Zen descobre que pode descer o pé nos infelizes que devem dinheiro para sua mãe, a fuderosidade das coreografias só melhora no decorrer do filme. Você, fã do gênero, será agraciado com a típica habilidade do diretor para compor as cenas de forma realmente bela e com um debut impecável de uma novata que estréia com toda pompa possível. O filme faz muitas homenagens ao gênero como as poses clássicas do lendário Bruce Lee, habilidades circenses no melhor estilo Jackie Chan, combates de espadas com a violência e precisão cirúrgica dignas de Hattori Hanzo e a intensidade e velocidade extrema do Muai Thay de Tony Jaa em Ong Bak.

 

Cara… eu fiquei realmente empolgado com este filme.

Chocolate é um daqueles filmes que surpreende, emana uma energia poderosa, conta com personagens cativantes e é muito, mas muito belo. Agora dentre as grandes estrelas dos filmes de pancada finalmente temos uma representante feminina para esta geração.

JeeJa Yanin é um verdadeiro achado e espero vê-la em muitos outros (bons) filmes.

 

Chocolate – direção: Prachya Pinkaew – 2008/Tailândia – Crítica por evilgambit

 

OBS: Não deixem de assistir as cenas nos créditos do filme. Prova que eles não usam dublês MESMO.

13 comentários

13 Comentários

  1. Postado por Sharingan em 26/06/2009 16:48

    Opa, tem o BRrip dele no Torrent Leech, com míseros 1,4GB de tamanho. Baixando!

  2. Postado por Flabis em 26/06/2009 16:55

    Nice review, Evil.
    Providenciarei agora mesmo esse filme

  3. Postado por Sahasrahla em 26/06/2009 21:48

    ja assisti, fiquei empolgadão com esse filme! comentei até no eglchat mas ninguém botou fé…

  4. Postado por Sharingan em 26/06/2009 21:55

    Tava órfão de heroína fodona desde a AZUMI. Não to mais, que filme FODA!

  5. Postado por zepaje em 26/06/2009 22:06

    Pra quem quiser eu já postei o filme no EGL Share

  6. Postado por JG em 26/06/2009 22:11

    Opa, vou providenciar. Ainda preciso assistir Ong Bak 2 e The Protector…

  7. Postado por Takuma em 27/06/2009 23:18

    Esse filme é muito bom mesmo. Assisti ano passado ja, logo q saiu, pena q n achei o dvd na minha cidade, quem sabe hora dessas compro num ml da vida.
    Realmente recomendado :D

  8. Postado por JG em 27/06/2009 23:41

    Terminei de ver, agora. Poha, não é por nada não, mas esse filme era tudo que Kill Bill queria ser. Heroína + referencias de filmes pé na cara (o Danny the Dog epilético foi de mais!) + lutas cruas = Chocolate. Kill Bill agora passa a ser o segundo colocado nesses quesitos.

  9. Postado por Bebetosan em 30/06/2009 23:12

    Sharingan, se não for pedir muito… Ainda tens convites disponíveis para o torrentleech? Pode compartilhar alguns? A propósito, tenho muitos convites para o underground-gamer e o bitgamer. Se alguem interessar, me e-meiem: robertoeluan[at]yahoo.com.br.
    Quanto ao filme, só me chateei por terem se acovardado numa situação lá, coisa típica do cinema americano. Quem assistir, acho que vai entender…

  10. Postado por evilgambit em 1/07/2009 09:49

    cinema americano?

    Vale lembrar q a protagonista é uma “criança”. Então a violência vai até certo ponto. Note que ela não mata diretamente ninguem e ela não usa espadas no filme, só a bainha das mesmas..

  11. Postado por Michel em 4/07/2009 13:23

    Nossa, realmente é um filmaço mesmo.

    Muito bom sentir a dor dos atores nas cenas de making off! hahaha

    o vilão Gil Brother no final não morria por nada! hahaha

    Só faltou pular do prédio e gritar AWAAAAY!!!!

  12. Postado por Flabis em 7/07/2009 18:02

    Pois é, muito foda.
    O interessante é que não é só porradaria, mas funciona tb como um bom drama. Alias, a parte dramtica do filme tem cenas muito boas, mostra que aquele diretor de nome dificil sabe o que ta fazendo. As atuações tb são bacanas.

    Na parte de porrada não tem o que ser dito sem ser redundante. Sem dúvida o melhor pé na cara que vi desde Ong Bak, superando até mesmo os outros do Tony Jaa.

    Por falar em filmes pé na cara, to baixando um tal de IP Man (Yip man, sei lá), mestre do bruce lee. Vi uns trailers, achei bacana e to baixando. Alguém viu? Vale a pena?

  13. Postado por Enzo em 10/07/2009 22:24

    Fodástico.

    Ela lutando com as bainhas foi ridiculamente foda e deveria ter durado mais!

    E eu soltei um PQP vendo os créditos.Neguinho caiu daquela altura mesmo, caralho.

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