A dificuldade traduzida em diversão – por evilgambit

R-Type, clássica série de jogo de nave da IREM nasceu nos arcades e ganhou quase todas as plataformas desde então. Porém, foi com um exclusivo no Super Nintendo que ela chegou no seu auge.
Bom, não é mais exclusivo do Snes. Mas ainda sim é memorável e merece ser lembrada aqui na EGL!
R-Type é um velho e bom shooter oldschool típico dos anos 80. Com orientação horizontal, você sozinho com sua poderosa nave espacial deve abrir caminho dentre as defesas de um poderoso império alienígena que quer a todo custo destruir o modo de vida saudável e ordeiro do seu planeta. O enredo apesar de bacana (e mostrado ingame apenas em algumas versões, como no PC Engine) pode facilmente passar batido pois é na jogabilidade que ela se sobressai. A série herda muita das qualidades de sua maior rival, Gradius da Konami, mas também inova e agrega valor próprio.
Os estágios são muito bem planejados, de longe o ponto forte da série. Além da habitual habilidade para desviar da artilharia inimiga, é necessário também prestar atenção no cenário, estes sempre cheio de obstáculos (e segredos). Outra caracterista da série é a presença dos FORCE PODs, espécie de nave auxiliar que é acoplada na frente ou na traseira na sua aeronave. Ela expande o poder de fogo, pode ser arremessada nos inimigos, acoplada novamente e utilizada como escudo para tipos menos poderosos.
R-Type III nasceu como uma exclusividade do Super Nintendo e tem melhorias consideráveis se comparado aos antecessores. Para começar, pela primeira vez na série, existem 3 tipos de Force Pods: o clássico da série e dois novos que trazem poder de fogo diferenciado, e a possibilidade de mesclar entre dois tipos de “charge” do tiro principal. Em uma a barra demora mais para encher com o botão de tiro pressionado mas libera um enorme e poderoso tiro de plasma, no outro modo é possível efetuar super disparos sequências por alguns segundos. Excelente para minar a resistência de inimigos mais fortes no decorrer das fases.
Usando os efeitos de rotação e transparências do Snes, a Irem pode melhorar a interação do jogador com os cenários, em um estágio por exemplo é necessário sempre ficar preocupado com a rotação do cenário em meio aos tiros inimigos, todos os seis estágios são bastante inspirados no quesito artistíco e trazem vários dos elementos clássicos da série, como o estágio “orgânico” cheio de criaturas alienígenas, um embate com uma colossal nave espacial e o confronto com monstros clássicos da série, dentre eles o clássico primeiro chefe de R-Type, uma espécie de Alien cabeçudo vermelho com uma cauda enorme e ponto fraco localizado no estômago.
R-Type III é lindissímo, sem dúvidas, um dos melhores exemplares de sua geração. E muito disso se deve ao hardware do console que pode gerar cenários coloridos, bem definidos e com vários efeitos bacanas. Os chefes de fase são terrores tecnológicos, muitas vezes enorme, que irão impor muita paciência, habilidade e estratégia para vencê-los. A trilha sonora é um pouco diferente dos demais jogos da série, com composições bacanas e variadas que varia de guitarrinhas sintetizadas ao acid jazz, para os mais nostálgicos existe um remix da musica da primeira fase de R-Type do arcade.
Mas R-Type III não é um jogo para novatos no ramo, ou, para aqueles que desistem perante o primeiro grande desafio. Eu considero R-Type I e II do arcade bem mais dificéis que este jogo. MAS não pense que o terceiro jogo da série irá facilitar tanto assim a sua vida. O jogo não é impossível, o desafio é gradual e vai aumentando no decorrer dos seis estágios do jogo. A maior dificuldade é fazer bom uso do desenho dos estágios e ser um estrategista bélico contra os chefes de fase, você terá que se acostumar a fazer bom uso do Force Pod como escudo e principalmente saber se posicionar durante todo o jogo.
R-Type III ainda é na minha opinião o melhor da série. Permaneceu exclusivo por anos no Snes e ganhou no início desta década um port para o Game Boy Advance, graficamente é semelhante ao original mas pecou na transposição da excelente jogabilidade e cadenciamento da versão original. A série migrou para os consoles das gerações seguintes, ganhou gráficos poligonais, manteve a essência da série na jogabilidade mas não conseguiu superar a maestria dos desenhos dos estágios da versão dos 16bits da Nintendo. É uma questão de gosto? Talvez, jogue e comprove.
Ou você tem medinho de jogos de nave?
R-Type III – Irem – Super Nintendo – Análise por evilgambit
9 Comentários
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Construtivo
Nunca fui fã desses jogos. Se bem que quando eu era pequeno torrei muita grana nas locadoras da minha cidade por causa de Sonic Wings…
O novo formato ficou ótimo! Go EGL, go!
Eu sempre fui fã desses jogos, mesmo os que são um exercício de paciencia e um treinamento de xingamento. Interessante seria um campeonato de shooters, onde entre uma partida e outra, teriam rounds de boxe pra descarregar a frustração. Frustação de ter desviado de 1 bilhão de tiros e ser acertado pela parede móvel. Esses jogos são sempre garantias de joysticks (ou cabeças) quebrados. Não menos que excelente.
Eu tenho duas regras quando estou jogando shooters (nave ou estilo contra).
Tenho q estar sozinho no apto e tomando café. É uma tradição minha, sempre que rola essas raras ocasiões que todos em casa me deixam de boa. Eu ligo o PS2 e jogos shooters dele e do PSone.
Não faz dois meses, comprei R-Type Delta do PSone na PSN e curti bastante. É BOM MESMO, mas não melhor que o R-TYPE III do Snes.
Esse dae pra mim é nada menos q brilhante.
ótimo.
nada como um shooter em horas de insônia
tai um dos jogos q jogava mto no vizinho..lembro q tinha uma facilidade sobrenatural pra jogar nessa fase que as paredes rodavam..sdd do tempo em q eu era bom em videogames
que merda que ficou esse blog.
egl fede.
ta ai um tipo de jogo que eu curto PACAS ( apesar de alguns acharem que esta morto) acho o R-T 3 um dos melhores da serie ( gosto muito tmb do R-type Delta do PS1 e o LEO de arcade),os estágios são bem criativos ( ou sacanas se preferir rsrs) ja passei maus bocados na SEGUNDA fase desse jogo…gostaria de ver a série novamente nos consoles atuais (apesar de não ter gostado tanto do R-type final e saber que a versão de PSP é um jogo de estratégia não muito bom pelo que falam)
Excelente análise. Taí um dos melhores jogos de nave do SNES. Preciso termina-lo novamente um dia.