A exclusividade que o PS3 precisava – por evilgambit

Em 2008, quando o PS3 precisava urgentemente de um exclusivo de peso, a produtora Naughty Dog entregou ao mercado seu Uncharted: Drake´s Fortune.
Mesclando elementos de Tomb Raiders e Gears of War, Uncharted conseguiria fazer valer o potêncial do hardware da Sony e trazer consigo alguma personalidade própria?
O que impressiona de cara em Uncharted são seus gráficos, que não só fazem jus ao potêncial do console como ainda estão entre os melhores da geração. A modelagem dos personagens, o maravilhoso trabalho de captura de movimentos e de expressões faciais impressiona, lembrando esses filmes em computação gráfica. Os cenários variam de florestas vivídas, fortalezas de pedra e catacumbas subterrâneas com perícia impár no tratamento técnico, de encher os olhos MESMO.
O enredo não tem grandes pretensões e talvez justamente por isso me cativou. Uncharted explora um personagem real, o explorador inglês Sir Francis Drake, que navegou pelos sete mares do século XVI e teria descoberto, segundo o jogo, o caminho para o EL DORADO, aquela cidade de ouro perdida em alguma floresta tropical do novo continente. O jogo te coloca na pele de um possível descendente do navegante, o carismático Nathan Drake.
Nathan é o típico explorador boa pinta, de boa índole e bem humorado, tão bem humorado que é capaz de soltar piadinhas irônicas enquanto inimigos atiram incansávelmente mirando seu traseiro.
De posse do diário de Francis Drake, Nathan acha que conseguirá seguir os passos de seu ancestral e encontrar a tal cidade dourada. O resto da trama, altamente previsível diga-se de passagem, envolve uma loirinha igualmende durona, muitas reviravoltas e um vilão cercado de capanga e com o mesmo objetivo de nossos protagonistas. Com um enredo tão pouco inspirado, era de se esperar que este fosse o ponto fraco do jogo, mas a atuação dos dubladores é tão convincente e o enredo tão simples e direto, que o andamento do jogo acaba sendo prazeiroso, como se estivéssemos acompanhando um excelente filme pipoca.
A jogabilidade se reveza entre pequenos momentos de exploração no cenário com resolução de puzzles bem simples e muitos momentos de tiroteio aos moldes de Gears of War. Nathan carrega consigo algumas armas, tem que se preocupar em coletar munições deixada pelos inimigos abatidos e tem que avançar encostando em paredes e pedras para se proteger dos projéteis e eliminar uma grande quantidade de inimigos. Os combates, apesar de corriqueiros são rápidos, as vezes é necessário utilizar armas com poder de precisão mais acurado, outras vezes atirar a queima roupa passa a ser o ideal. Nathan ainda pode usar uma sequência de socos e chutes, mas divertido mesmo é ficar no poder da pólvora.
Se os combates, apesar de repetitivos, não devem nada à Gears no quesito testosterona. O mesmo não pode ser tido a respeito da porção Tomb Raiders. Os elementos de exploração em Uncharted são simplistas, envolvendo sempre ir do ponto A ao B sem nenhuma dor de cabeça. Existem dois ou três puzzles mais complexos, que envolvem realmente explorar o cenário e procurar evidências para resolução dos mesmos, de resto é apenas usar tijolos devidamente colocados na sua cara para escalar uma parede e entrar na única janela quebrada do forte abandonado. Não tem como errar, e isso pode desapontar os orfãos de uma certa peituda.
Mas o maior problema de Uncharted é o tempo de duração. Não mais que oito horas de jogo, e isso se você tiver um espiríto de aventureiro meticuloso. Com o jogo terminado é possivel assistir como extra alguns documentários estilo “making off”, excelentes por sinal, e tentar conquistar os troféus do jogo, coisas como zerar em dificuldades maiores, matar tantos inimigos com determinada arma e coletar tesouros escondidos no cenário. Nada mais que isso.
Mas mesmo assim, Uncharted é um dos meus jogos prediletos no PS3. É um dos jogos mais bonitos da geração, é divertido pra caramba e tem uma história, que se não é complexa, é competente no intuíto de entreter o jogador. É mais uma dessas franquias da Sony que começou muito bem e tem todos os quesitos necessários para vingar várias sequências, daquelas bem lucrativas.
Uncharted: Drake´s Fortune – Sony/Naught Dog – PS3 – Análise por evilgambit
5 Comentários
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Só eu que vejo um tom de Indiana jones!? parece muito foda!
Pô Evil, a EGL virou um blog??
Sahasrahla, é exatamente isso que eu achei durante o jogo.
Eu vou um pouco além do que o Evil, diria que foi até agora o jogo que eu mais gostei do PS3 e um dos melhores da geração inteira, junto de Mario Galaxy e Team Fortress 2.
E um dos grandes destaques pra mim foram os extras mesmo, fazia tempo que eu não via um game receber tantos extras assim. Making-offs, escolher armas diferentes durante o jogo, jogar como Drake gordo, 61 tesouros escondidos (dos 60 anunciados), etc.
Não achei a história tão fraca assim, achei até muito boa.
achei o jogo muito bom !!! a estoria e legal e o personagem e engracado e carismatico, so esperando o 2 pra comprar certeza que vai ser melhor ainda !!!
me lembra o max payne quando o drake ta reclamando … hehehe