Star Fox  - Nintendo  - Super Nintendo - review por summoned

*Barulho de naves no ar*
- Fox: "All ships check in!"
- Falco: "Ready, Fox!"
- Slippy: "OK!!!!"
- Peppy: "Yeah, lets go"

Assim começava um dos games mais memoráveis da história da Nintendo. Em 1993, a empresa queria mostrar ao mundo, e inclusive aos americanos, toda a potência do ainda novo console, o Super Nintendo. Através de um festival de fim de semana conhecido como "Super Star Fox Weekend Competition", Hiroshi Yamauchi, diretor executivo da produtora, apresentou aos fãs um novo game que mudaria o conceito de jogos do estilo Ação/Simulação existentes. Star Fox foi lançado no Japão, em março daquele ano, com a promessa de extrair o máximo do ainda novo Super Nintendo. Conseguiu? Só posso dizer que Star Fox se tornou uma das maiores franquias da empresa e peça indispensável nos jogos de naves.

No game você controla o piloto Fox em sua Arwing, uma espécie de nave de combate espacial, acompanhado pelo seu esquadrão: o alegre coelho Peppy, o medroso sapo Slippy e o metidão falcão Falco (duh). O que? Animais? Isso aí. E objetivo desse tão excêntrico esquadrão é impedir que Andross, uma espécie de imperialista galático, conquiste Corneria, seu planeta natal. Para isso você deve chegar até o planeta Venom, reduto final do cabeçudão e fazê-lo, literalmente, engolir seus tiros laser. A primeira vista, parece algo infantil demais, mas a tão famosa criatividade da Nintendo conseguiu transformar em algo magnífico.

Porque digo isso? Bem, vamos começar citando algumas figuras que criaram o game. Designer? Há! o lendário Shigeru Miyamoto, criador dos incomparáveis Mario e Zelda, - precisa dizer mais alguma coisa? Efeitos sonoros? O magnífico Koji Kondo com seus temas inesquecíveis. Só esses dois já dariam esperanças de um game no mínimo interessante. Some isso ao fato que - pasmem - o jogo supera as próprias limitações do Super Nintendo. Ele conta com o o chip Super FX, que permite a aceleração de gráficos 3D em 16 bits! Não fica uma coisa perfeita, mas o resultado é satisfatório: Os gráficos são até mesmo comparáveis ao dos primeiros games lançados no Playstation (ou seja, totalmente poligonais) e o chip chegou a ser utilizado em projetos posteriores da produtora, como o Super Mario World: Yoshi Island.

Mas há outros fatores que contribuem para tornar esse game um clássico. Começando pelos níveis, que são no mínimo desafiantes - para um iniciante, deve ser algo de dar medo. Você pode escolher entre três rotas para chegar ao planeta Venom: cheias de planetas, bases inimigas, campos de asteróides e setores espaciais, muito bem desenvolvidos e interessantes. Neles você terá de lutar contra inimigos de vários níveis de dificuldade, e como é de costume, com os chefes. No começo é tudo muito fácil, mas algumas fases do Nível 3 já beiram o impossível, e são de fazer qualquer gamer ter seus momentos de raiva. É incrível!

A jogabilidade é boa, os controles do SNES atendem a todos os comandos, inclusive ao inovador comando de "rolar" a nave para desviar e rebater golpes inimigos, através dos botões L e R. Se achar difícil se acostumar, existe o modo Training para mantê-lo familiarizado com os comandos. Ainda permitido a escolha entre os controles A e B, com estilo simulador, (ou seja, direcional pra baixo sobe a nave e direcional pra cima desce) e C e D (direcionais normais). Nos estágios onde você viaja na Lightspeed (alguém aí mencionou Star Wars?) a câmera é interna, o que facilita acertar inimigos e desviar dos asteróides, e onde essa boa jogabilidade se faz fundamental.

E como não poderíamos deixar de fora, temos a trilha sonora, uma verdadeira obra-prima das músicas de videogame. Koji Kondo se supera, criando temas que até hoje habitam nossos assovios e nossos ringtones de celulares. O teminha principal do game, tocado no final, é emocionate para qualquer retrogamer até hoje, e se tornou uma clássico dos temas de videogame.

Bem, é isso aí, amigos! Abaixo estão alguns screenshots do game para quem quiser conhecer mais ou relembrar.

 

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