| Castlevania: Symphony of the Night - Konami - Playstation - Análise por vinícius “femto” |
Considerada
por muitos fãs de carteirinha, a saga Castlevania (ou Akumaju Dracula, no
oriente) sempre foi uma das mais bem conceituadas obras da Konami. Voltando ao
ano de 1997, nos deparamos nada mais, nada menos do que com, segundo os fãs, seu
maior episódio: Symphony of the Night. Neste mesmo ano, Koji Igarashi assumia a
produção da franquia, já dando novos horizontes à série. SotN mescla o
tradicional 2-D da série, visto em segunda pessoa (câmera somente de lado) com
elementos de RPG, como dano causado nos inimigos, HP, e etc. A magia que entorna
SotN é algo inexplicável, tornando o jogo único (Embora tenha sido o pontapé
inicial para que a série seguisse assim).
____________________________________________________________________
Depois de anos e anos adormecido... Ele regressou!
Para os fãs um pouco mais veteranos e que tiveram o privilégio de jogar
Castlevania III, lançado originalmente para NES 8-bits, muitos devem se recordar
de uma figura alta, magra, na época de cabelos curtos, com ar de “Eu sou mais
Drácula que o próprio!” chamado Alucard. Segundo o próprio produtor, Koji
Igarashi, Castlevania III é seu título preferido na série, e talvez por este
motivo ele tenha retomado o personagem tão enigmático.
No ano de 1792, Richter Belmont decide acertar contas com o senhor das
trevas, travando uma batalha épica, vista em Rondo Of Blood, lançado
originalmente para PC Engine (e mais tarde, sendo remodelado para PSP). Ele
acaba vencendo o chupador de sangue e desde então nunca mais foi visto. Muitos o
deram como morto, mas o que poucos sabiam é que o padre negro chamado Shaft
ressuscitou Drácula, e fez de Richter sua marionete, para que assim possa
conseguir que seus planos maléficos se concretizem, pois nenhum caçador de
demônios é páreo para o gigantesco poder de Richter. Quatro anos se passaram.
Alucard então desperta de seu sono e se dirige até o castelo de seu pai com o
intuito de destruir todo o castelo. Lá ele encontra Maria Renard, que se julga
cunhada de Richter Belmont, e tem o mesmo propósito de Alucard. Ela pede ajuda
ao filho de Drácula para salvar Richter das garras de Shaft.
Os gráficos são algo surpreendente, cheio de detalhes por todos os lados,
provando que a moldagem 2-D também é de fato bonita, quando bem trabalhada.
O que mais chama a atenção neste episódio são os elementos de RPG como já
citados anteriormente. A produção do game caprichou, pois foi a primeira vez em
tudo na série: O primeiro modo de inventário, níveis de evolução, lista de
inimigos, e por aí vai. Não foram poupados palpites e idéias para SotN.
A trilha sonora, a cargo de Michiro Yamani é algo lindo de se ouvir, com
arranjos que vão desde música clássica até um pesado heavy metal, tudo para
encaixar perfeitamente com o clima do cenário.
______________________________________________________________________
Segredos e mais segredos... Alguns até que nem a produtora sabia!
Tratando-se de Castlevania, segredos não são poupados. E SotN não foge a
regra, pois o game contém tantos segredos que alguns “bugs” no game, são cotados
como segredos, como o alçapão na entrada do castelo, que pouca gente sabe, mas
aquilo era pra ser uma área, mas como o jogo estava no atraso, não deu tempo de
concluí-la. Então, a Konami lançou uma versão do game, para Sega Saturn, porém
com Maria
Renard, como personagem jogável,
novas áreas como um jardim com monstros que não foram apresentados no game
original, enfim, uma vasta quantidade de segredos e curiosidades.
Um “segredo” que nem se quer a Konami e a equipe de produção fazia idéia
é a possibilidade de se ficar invisível no game, algo realmente surpreendente
(eu como já zerei muitas vezes o game, fiz muitos segredos, e esse foi o que
mais me chamou a atenção). Então, não pense que os segredos do game são somente
aqueles que você vê em detonados de revistas ou na internet.
______________________________________________________________________
As diferenças da versão americana para a japonesa são drásticas!
Para quem já teve a oportunidade de jogar ambas as versões, devem ter notado
algumas diferenças de uma versão para a outra. Pois bem, algo que intrigou na
versão americana foi a retirada de dois familiares, um que seria outra fada,
porém com um vestido verde escuro e que canta e o outro, um Devil sem a sua
máscara. A pergunta que fica no ar é, POR QUE DA RETIRADA DELES?! Sendo que os
outros, que são praticamente a mesma coisa permaneceram intactos. Uma coisa que
os fãs da versão americana podem me achar estúpido, mas, a dublagem em inglês
ficou uma *&%#@. A voz dos personagens mais parece algo feito no Microsoft Sam
do que dublado por pessoas reais.
Não estou defendendo a versão japonesa, que sem dúvida também
possui seus defeitos, mas comparada a versão dos EUA, ela é extremamente
superior, sem censura e etc.
Outra coisa que foi completamente deixada de lado na versão
americana foram brindes que acompanhavam o game como um Artbook, o CD com a
trilha sonora e um pequeno mangá.
O game japonês também traz consigo áudios de todos os dubladores
que trabalharam no mesmo, sendo destravado após terminar o game. Enfim, mas uma
vez o povo da terra do sol nascente provando sua superioridade sobre os
americanos.
______________________________________________________________________
Os méritos de um excelente trabalho
Symphony of the Night foi sem dúvida algo que marcou o ano de 1997, ganhando
muito respeito e prêmios, um inclusive da conceituada Eletronic Game Monthly (ou
somente EGM), como “melhor jogo do ano” e ficando em 4º lugar na lista de
“melhores games lançados para Playstation”. Motivos não faltaram para que
SotN recebesse o mundo de braços abertos, pois o jogo é bom, é divertido, tem
uma história intrigante, um enredo fora de sério e um sistema jamais visto na
série.
Quem é fã de verdade de toda a saga, sabe do que eu digo e com
certeza irá concordar comigo: Sem dúvida alguma, nenhum título da série irá
tirar Symphony Of The Night do trono tão cedo!