Streets of Rage 3  - Sega  - Mega Drive  - Análise por evilgambit

Quando o recém lançado Super Nintendo recebia uma versão (exclusiva até então) do afamado Final Fight da Capcom, a Sega teve que correr atrás do prejuízo. Final Fight era um sucesso estrondoso nos arcades e foi um golpe duro para o Mega Drive, provando que a concorrência é extremamente positiva para nós consumidores a Sega rapidamente investiu em uma nova franquia, exclusiva do Mega Drive e que fizesse frente à Metro City e sua fauna inquietante.

A resposta da Sega era Streets of Rage, que não tinha gráficos maravilhosos como Final Fight. A trilha sonora no entanto era espetacular, cortesia do afamado compositor Yuzo Koshiro. A jogabilidade era muito boa para a época sendo bem ágil e sem slowdowns, dava a possibilidade de se jogar com dois jogadores simultâneos e 3 personagens para selecionar. Um chute nos bagos ndo port de Final Fight para o Snes.

O segundo Streets of Rage foi maior em tudo. Gráficos absurdamente melhores, uma trilha sonora ainda mais rica, jogabilidade um pouco mais cadenciada mas mantendo o nível e claro, novos personagens e golpes!

Por fim Streets of Rage 3 trás gráficos ainda melhores, mais personagens ainda, cenários igualmente criativos e bem construídos, jogabilidade muito mais rica, pórem pecou em um aspecto importante na série.

Eu tenho que começar falando das absurdas diferenças entre as versões japonesa e americana. O enredo é completamente diferente. Na versão americana Mister X voltou (ele volta da morte como Geese Howard...) e tem novamente um plano diabólico para dominar a cidade: substituir políticos e outras pessoas importantes da sociedade por... andróides. Dr. Zan dedura esse nefasto plano para os heróis Axel, Blaze e Skate (irmão mais novo do negão do primeiro jogo) e assim o quarteto parte para a porrada franca contra o mal.

O enredo da versão japonesa consegue ser ainda mais incrível. A história começa mostrando uma cidade sendo devastada por uma bomba nuclear. Os 4 heróis partem numa corrida contra o tempo para descobrir onde estão as outras bombas plantadas pela trupe fétida de Mister X, com direito a militares seqüestrados e reviravoltas bem típicas.

A versão americana tem alguns cortes. O sub-chefe da primeira fase da versão japonesa, um gay bem caricato, foi limado da versão estadunidense. A abertura tem detalhes a mais na versão japonesa e as cores dos personagens diferem completamente da versão norte americana sendo bem mais fiel aos jogos anteriores. Finalizando, a versão japonesa é mais fácil e melhor balanceada.

A jogabilidade é excelente, Streets of Rage figura entre os melhores jogos de porradaria franca dos consoles. Você pula, soca e solta especial que consome energia vital. Existem duas versões de golpe especial, usando ou não usando o direcional combinado com o botão. Finalmente os personagens podem correr, isso deixou as brigas mais dinâmicas e aumentou a quantidade de golpes, que podem ser dados durante a corrida. A Sega se esforçou para que o jogo não se torne repetitivo, os 4 personagens são bem diferentes, cada um com pontos fracos e fortes bem definidos e  um sistema de evolução onde o personagem vai se fortalecendo com o tempo, dureza é que morrendo você perde a "experiência" adquirida. Os estágios são bem variados, os chefões são legais e existe ramificações que levam a finais diferentes. Ainda existem personagens secretos para selecionar usando códigos secretos que faziam vender revistas de videogame!

Graficamente ele é superior à Streets of Rage 2. Os personagens são bem detalhados, os cenários idem. Dava gosto jogar no console em sua época pois era naipe de arcade no conforto do lar. A grande decepção no entanto foi a esdrúxula trilha sonora composta (COMPOSTA?) por Yuzo Koshiro, completamente repetitiva e em alguns momentos até irritante, sem dúvidas seu trabalho mais podre.

Streets of Rage é um dos melhores exemplares de jogos de porradaria para consoles. Mesmo tendo personagens um tanto esquisitos (gays, cangurus, robôs) e duas versões de enredo no mínimo bizarras, a jogabilidade é sólida e diversificada, quesito muito importante em jogos do gênero. Graficamente ele figura entre os melhores do console, só não é um clássico absoluto dada a trilha sonora desprezível que não honra o legado da série. É só jogar com o som desligado (ou baixo) e mandar ver nos vilões que insistem em contratar legiões de capangas que não sabem lutar satisfatoriamente.

 

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