Rumble Roses  - Konami  - Playstatio 2  - Análise por duke magus

Seguindo a trilha da passarela. . . Até o Ringue!

Quem nunca “simpatizou” com alguma beldade dos games? Mai Shiranui, Chun-Li, Jill Valentine... Realmente, as gatas virtuais andam detonando. Todo game que se preze tem uma ou mais garotas maravilhosas no meio de seus personagens. Muitas séries de renome se apóiam nas curvas de suas protagonistas. Imagine Tomb Raider sem Lara Croft? Ou quem sabe Final Fantasy 7 sem os p... Err... Como dizer... Sem a PRESENÇA de Tifa Lockhart? Meio estranho né?

Colocar gatas em games é quase que uma garantia de sucesso, e a Konami sacou isso. Mais ainda: decidiu pôr à prova essa receita e pensou: o que seria melhor que uma gatinha virtual? E logo a resposta veio: VÁRIAS gatinhas virtuais. E assim Surgiu Rumble Roses: não o primeiro, mas um dos mais populares (e polêmicos) jogos de luta de mulheres dos últimos tempos.


Lindíssimas, vitaminadas e prontas para detonar!

Criado Pela Konami em 2004, Rumble Roses é um jogo de luta do tipo “Wrestling” (Luta livre), que se destaca não pelos gráficos, nem pela jogabilidade, mas pelo seu elenco, composto unicamente por mulheres! E isso não foi apenas uma escolha para quebrar a rotina. Rumble Roses gerou grande polêmica no seu lançamento justamente por causa disso (o machismo invadindo o mundo dos videogames, os jogadores comparando as mulheres virtuais com as reais, etc.). Se isso foi um alarde justificado ou não acho que não é o momento adequado para opinar. Jogue o game e tire suas conclusões.

Bem, voltando ao que eu ia dizendo o time de lutadoras não foi criado sem grandes inspirações. As personagens do game englobam praticamente todos os sonhos e fetiches do universo masculino. Temos loiras, morenas, ruivas, altas, baixas, com atributos mais “modestos” ou “avantajados”, garotinhas inocentes, mulherões... E a variedade não pára apenas no tipo físico: Enfermeiras, estudantes de uniforme, vaqueiras, professoras, dominadoras, sadomasoquistas (com roupa de couro e tudo!) e pasmem: até mesmo ninjas e funkeiras vieram para a luta! Todas esculturalmente belas e preparadas para se confrontarem no ringue, afinal, ainda é um jogo de luta né?



As Gatinhas têm garras...

Apesar de todo esse apelo para a sensualidade, Rumble Roses ainda é um game de luta, mas, como eu escrevi antes, é um jogo de luta do tipo “wrestling”. Portanto não espere raios ou “fireballs” entre os golpes das lutadoras. Já que toquei nesse ponto, a jogabilidade e o sistema de luta desse jogo são bastante interessantes...
Para começar não há barras de energia. Para vencer você deve imobilizar a oponente (pin) ou faze-la “jogar a toalha” (submission). Para isso você deve ou tontear sua rival enchendo ela de bordoada ou fazendo movimentos especiais que causem dor intensa em uma única parte do corpo.
Apesar de ser algo meio diferente da maioria dos jogos de luta consagrados, esse é um game extremamente fácil de jogar. 15 minutos depois de por as mãos no seu joystick você já vai dar socos e pontapés sem nenhum problema.
Cada uma das gladiadoras possui sua própria combinação de golpes, contando com especiais, golpes humilhantes, socos, pontapés e agarrões variados e bem representados (com exceção de um ou dois movimentos que se não desafiam algumas leis da física, com certeza dariam trabalho até para os melhores contorcionistas da terra... mas ei, espera um pouco! ISSO É UM JOGO! Se a física vai estragar a diversão, mande-a pro inferno!).

Um detalhe: o jogo é fácil para VOCÊ! As garotas, por outro lado, sofrem um bocado e sou obrigado a dizer que para um jogo de luta sem nenhuma arma em especial nem brutamontes com duzentos quilos de puro músculo, o impacto visual dos golpes é algo no mínimo maldoso. Não é difícil ver os jogadores dando alguns “ui!” ou “essa deve ter doído pra valer” quando alguém acerta a ponta do salto no olho da oponente ou coisa do gênero... DETALHE: tudo isso sem contar com sangue ou cicatrizes... Uns acham que isso tira o realismo, mas você ia querer ver aquelas Deusas arrebentadas e inchadas? Eu não! Além disso, se o jogo consegue transmitir a intensidade dos golpes sem usar desses artifícios, já podemos classificar o realismo da luta como “acima da média”.

Rumble Roses conta com alguns modos de jogo bastante comuns... E outros nem tanto. Story mode dispensa apresentações, Exibithion é uma luta sem grandes compromissos, onde você escolhe personagem, ringue e vai à luta. E é nesse modo que o jogo brilha: Fazia tempo eu não me divertia tanto jogando um título de luta contra outra pessoa. A jogabilidade amigável aliada a uma boa seqüência de golpes fáceis (e a inegável vantagem de se usar personagens agradabilíssimos aos olhos masculinos) torna esse game algo leve e descompromissado. Tão fácil que você poderia até chamar aquela sua namorada ou prima que considera um PS2 um objeto alienígena e além da compreensão humana para passar algumas tardes no nobre ato de quebrar a cara alheia (NO JOGO! Por favor: quebrar a cara alheia NO JOGO).
Fora isso chama atenção um curioso modo onde você simplesmente fica observando a lutadora, seja fazendo alongamentos na academia ou relaxando na praia... Pegue uma câmera e tire umas fotos para colar na parede do quarto se quiser! Eu não conto pra ninguém, prometo!


Lipo, plástica, silicone... Nada supera o natural... Nem o virtual!

Em aspectos técnicos, dá para se dividir o jogo em duas partes: As garotas e todo o resto.
Graficamente só se precisa de uma palavra: “Lindo!” Ou melhor: “Lindas!”. As protagonistas foram modeladas e texturizadas com todo o cuidado que se esperava e desejava. Todas possuem curvas humanas que se não são realistas, são a mais pura expressão do estereótipo masculino de garota perfeita. O resto... Bem... Ficou simpático aos olhos. A maioria dos cenários não possui formações extremamente complexas geometricamente, com exceção da platéia, que se ficou meio “quadradona”, vale ressaltar que ela é feita em 3D, coisa rara mesmo no PS2, onde quase sempre se coloca uma pequena seqüência de imagens que devia dar a ilusão de uma platéia se mexendo (vide winning eleven e o último estágio do The King of Fighters: Maximum Impact). As lutas no ringue de lama (sim! Não tão doce quanto os ringues de gelatina que adornam alguns bares americanos, mas é um clássico!) é que ficaram estranhas, pois além da lama sair do corpo das meninas de uma forma que podia ser melhor planejada, acontece várias vezes de uma das lutadoras ficar desmaiada um tempo com a cabeça mergulhada e nada acontece... Como se estivesse no chão normal. Talvez seja pedir demais de um videogame que começava a apresentar seus limites na época, mas isso era um defeito visual dispensável.

O som tem um papel de suporte... Mais que o normal. Não há um grande número de sons ultra-realistas, simplesmente porque não há necessidade, mas os “pow”s, “plaft”s, “taf”s e “slap”s cumprem o seu dever. As músicas de introdução das lutadoras são prodigiosas, mas nas lutas... Como dizer... Bem, pra uma “background music”, ta 80% background e 20% music. Como ninguém realmente pára pra escutar os sons de fundo, é um defeito passável.



Quebrou a unha?

Longe de mim humilhar da Konami, até porque conheço suas obras através do tempo e é uma empresa conhecida pela dedicação e minunciosidade nos detalhes (além de terem criado a série castlevania). Entretanto, Rumble Roses é um jogo que tinha muita coisa para ser ampliada e “polida” antes de conquistar seu lugar no grupo que compõe o hall da fama dos games de luta. Na verdade, parece que os desenvolvedores tiveram falta de criatividade no meio do projeto...

As primeiras falhas estão nos modos de jogo... Você começa com apenas 50% das personagens liberadas, sendo que cada uma delas possui 4 roupas (roupa padrão e de banho, cada uma com duas cores diferentes). Olhando isso você dirá “nossa! Tem muita coisa para liberar! Esse jogo vai me divertir por semanas!”. Bem, não vai... A maioria dos personagens desbloqueáveis que a propósito não são “personagens”, e sim “personalidades” opostas das lutadoras (terminar com personagens “boazinhas e inocentes” libera seu alter-ego “politicamente incorreto” e vice-versa). Não passa da mesma lutadora com outra maquiagem e meia dúzia de golpes trocados por movimentos provenientes do resto das moças...
Falando em movimentos, esse é um jogo do tipo “luta livre”, e sem super poderes ou coisa do gênero, os golpes acabaram ficando limitados e MUITAS lutadoras possuem golpes e seqüências semelhantes demais. Então a ninja, a menina lutadora de judô e a professorinha podem acabar tendo o mesmo tipo de chave de pernas, por exemplo.
Isso torna o jogo bom para descontrair, mas não para ficar vários dias seguidos no seu videogame, senão enjoa. Coisas simples, como um modo de edição de roupas e criação de personagens fazem uma falta danada.

O segundo conjunto de problemas está no modo que as lutas seguem. À princípio essa afirmação parecerá bizarra, mas esse é um dos poucos jogos que eu recomendaria que aqueles jogadores profissionais mestres em games de luta NÃO jogassem. A razão é simples: o balanceamento entre os personagens é levemente débil, e existem aqueles clássicos “golpes apelões” que todo mundo odeia. Além disso, o comando de bloqueio/contra-ataque funciona “bem demais”. Com isso, duas pessoas podem passar um tempão num círculo vicioso de “tenta atacar -> é contra-atacado -> vai receber um ataque -> contra-ataca -> tenta atacar...” e mesmo quando se quebra esse círculo, há certos movimentos que podem manter a oponente muito tempo “no chão” sem poder continuar a luta (a não ser que contra-ataque e comece tudo outra vez).
Detalhe que esses problemas são só para quem domina os controles e tem aquele “instinto” para jogos de luta... Jogadores casuais terão uma batalha sadia e divertidíssima (caso bizarro em que “ser ruim é bom”... bizarro e único, eu acho).

Por fim, as histórias são infantis e sem sentido... Digo... Esqueça o infantil, pois muitas delas parecem plág... Digo... “Homenagens” a enredos de filmes pornográficos e hentais pouco conhecidos. (não pergunte como eu sei. NÃO PERGUNTE COMO EU SEI!).


K.O.

Rumble Roses é um jogo maravilhoso para a pessoa se divertir... Seja num joguinho casual com a namorada, seja olhando as beldades poligonais, mas transparece que os seus criadores o trataram como um “protótipo”, e isso faz ele sofrer com o os colaterais que todo primeiro jogo da série possui. A maioria dos defeitos que eu citei foram corrigidos na continuação (Rumble Roses XX para Xbox 360). Mesmo assim, se você já cansou de tekken e se decepcionou com o King of Fighters Maximum Impact, que tal tentar algo novo?

 

Voltar ao menu de Game reviews

Voltar à EGL