Ninja Gaiden II: The Dark Sword of Chaos - Tecmo 1990 - Nintendo - review por evilgambit

 

Ninja Gaiden é um game de ação que nasceu pelas mãos da doutrinada Tecmo para os arcades japoneses no final da década de 80 e ele não é lá essas coisas, apesar disso ganhou conversões para computadores, Mega Drive e o portátil da Atari, o Lynx. Foi na sua trilogia para o Nintendo que a Tecmo marcou a saga de Ryu Hayabusa contra as forças do mal para sempre na história dos videogames.

Completamente independente da versão arcade ( jogabilidade e enredo melhorados ), o game conta em três partes ( dóh ) a evolução do nosso ninja, primeiro para vingar seu pai derrotado em um duelo, onde acaba descobrindo alguns enigmas do passado. O segundo game se compromete com a verdadeira identidade do inimigo por trás de Jaquio e o resgate de sua amada, Irene Law, a agente da CIA que sempre se ferra e por fim acaba  eliminando uma nave gigante e uns monstros geneticamente modificados na terceira parte. Ninja Gaiden II, ou Ninja Ryukenden II como é conhecido no Japão trás boas melhorias na jogabilidade, um excelente enredo ( muito bem contado na forma de cutscenes, uma inovação na época, chegou a virar livro até ), uma trilha sonora absurdamente cativante e desafio progressivo, bom para dedilhar numa madrugada quando o sono insiste em não aparecer.

O primeiro game da série foi uma grata surpresa para o Nes, a abertura primorosa com aquela musica ( ... ) me marcou tanto que fiz questão de homenageá-la quando eu e Michel sentamos ( no sentido laboral da palavra ) para produzir nosso EGL SaGa. Na aventura Ryu descobre que artefatos místicos podem despertar poderes malignos capazes até dederrubar as ações da Tecmo na Nasdaq. Nosso Ninja perambula por alguns estágios que começam nos EUA e termina em algum lugar da América do Sul, lugar onde finalmente dá cabo do vilão Jaquio e de quebra, leva a agente Irene para casa. A jogabilidade baseada em ação-plataforma conta com boas sacadas, como um sistema de itens mágicos que variam como chamas direcionadas para cima ou baixo, shirukens mágicos e outros projéteis que podem ser usados se você tiver determinado KI ( basta pressionar cima + B ), este capturado nas fases, quebrando itens como velas, lâmpadas, etc. O segundo game trouxe melhorias na jogabilidade e novas armas especiais; para escalar as paredes você não precisa mais ficar pulando de parede em parede, basta subir como um verdadeiro Homem Aranha, outra boa novidade que dá um incremento interessante no quesito estratégia, são os dois ninjas sombras que podem ser recrutados para auxiliá-los na aventura, eles seguem você e imitam todos os seus passos, bem providencial mantê-los no ar após um salto para atacar um vilão que insiste em voar longe do chão, por exemplo. Os estágios estão mais variados, e em alguns deles você terá que se preocupar com intempéries locais como nevascas ( que pode ajudar ou atrapalhar num salto, dependendo da direção do vento ), fases sombrias onde o caminho é mostrado parcialmente quando relâmpagos cortam a tela ou subir plataformas com as correntezas, todas claro, com inimigos estrategicamente dispostos para atrapalhar no andamento da aventura e ao final  das fases alguns chefes que dependem de estratégico estoque de determinada magia, ou muita habilidade no uso da espada e de seus sombras mímicos.

A trilha sonora é tão boa, mas tão boa, que a musica da fase 3.1 por MUITO tempo constou como toque no meu celular. Não custa lembrar que uma boa musica nos videogames não dependem de 200 canais de som, sistema THX e o caralho a quatro, ela precisa animar o jogador, cativá-lo a continuar até o final, a trilha de Ninja Gaiden II suprime essa necessidade como poucos. Quer ouvir as musicas com mais calma? Então na tela título digite:  diagonal superior esquerda, select, A, e B juntos e após start para entrar no sound test.

A série seguiu adiante com mais um derradeiro capítulo no Nes, uma versão simplória para o Master System, uma mais ou menos no PC-Engine, a trilogia original ganhou um remake para o SNES com pequena melhora nos gráficos e som e mantendo quase intacta a jogabilidade, e por fim um revival primoroso no XBOX em 2004, com excelentes gráficos e jogabilidade. O legado da Dark Sword of Chaos continua até hoje.

Ninja Gaiden II é um daqueles games memoráveis do Nes. Sua abertura belíssima foi a premissa de um mundo gamístico bem mais cinematográfico atualmente, as cutscenes entre os estágios e o final do game somam-se como as melhores obras em pixels já realizadas para o Nintendo 8-Bits, realmente contam com um toque artístico que suprime qualquer limitação tecnológica. É muito legal jogar esse game hoje e perceber que sua jogabilidade mantém-se madura e usual, os games 2D ainda tem muito a ensinar aos games atuais, maldito sejam as câmeras mau programadas que escondem meu personagem.

 

 

 

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