Lunar 2 Eternal Blue - Game Arts  - Sega CD - análise por Gillian Seed


Imagine pegar algo que já é excelente, procurar seus defeitos, seus pontos fracos, tudo aquilo que não foi realmente aproveitado, e então consertar todos esses erros em sua seqüência, melhorando-a nestes aspectos e adicionando algumas idéias para ficar ainda mais legal. Pois é exatamente isto que a Game Arts fez na seqüência de Lunar silver star: "LUNAR ETERNAL BLUE". Quando Lunar Silver Star Story fez o maior sucesso no Japão e alguns paises da Europa, a produtora pensou em fazer uma seqüência. Como o primeiro jogo foi feito para o extinto Sega-cd (video-game que só foi bem aceito no Japão e Europa), eles pensaram em fazer a seqüência para o Super Nintendo. Mas como esse mesmo não tinha capacidade para colocar os animes e vozes requeridos no jogo (que era um tanto novidade na época), eles continuaram seu projeto no Sega-cd mesmo. Há rumores também que não conseguiram licença da Nintendo para lançá-lo no Snes!

Poucas pessoas conhecem esse jogo porque ele foi sair em 1995 no EUA, que é a mesma época do lançamento de Chrono trigger, Dragon quest VI, Final Fantasy III (VI no Japão), Tales of Phantasia, Breath of Fire 2 e mais alguns. Com esses gigantes no lançamento, Eternal Blue ficou no esquecimento, mesmo sendo um título de altíssima qualidade e que não fica atrás, nem mesmo no enredo, de nenhum outro.

Eternal Blue se passa quase 1000 anos após o game original. Hiro, um jovem com sede de aventura, e seu companheiro Ruby, um jovem dragão vermelho (muitas vezes confundido com um gato de sexo ambíguo), encontram Lucia, uma jovem garota vinda de um outro mundo, no Blue Spire. Esta misteriosa garota é tida pela guarda real de Althena (a deusa de Lunar) como a lendária Destroyer vinda da Blue star para devastar o mundo de Lunar, sendo assim caçada pelo White Knight Leo, um dos protetores de Althena. E mais, uma entidade conhecida como Zophar, lança uma maldição em Lucia e ameaça destruir o mundo.A misteriosa garota pouco explica a Hiro, dizendo apenas que ela precisa ver Althena. Hiro e Ruby decidem acompanhar Lucia em sua jornada para achar a deusa na lendária cidade de Pentagulia.

Existem muitos personagens carismáticos no game, como Ronfar, clérigo e jogador de dados (???), Jean, a dançarina (que no meio do jogo vai te deixar de queixo caído com um revelação), e Lemina, uma gananciosa aprendiz de maga de Vane. Todos unem-se ao grupo, cada um por suas próprias razões. E ainda tem os personagens secundários que são: a red priest Mauri, irmã de Leo e antiga paixão de Ronfar, o Blue master Lunn, um mestre das artes marciais que junto com Jean, guarda um passado (e quem sabe um presente) negro, ligado com uma misteriosa organização, e por fim, o black magician Borgan, que pretende se casar com a mãe de Lemina, Miria, e proclamar uma nova era na cidade de Vane, criando a novíssima Neo-Vane. Existe outro personagem muito intrigante, porque ele deveria estar morto. Não vou falar quem é, mas que é o personagem mais rox do jogo, todos vão achar. ;-)  (nota do Evil, evitem escrever "rox" nos textos, seja onde for.. )

Agora vamos para as partes técnicas do jogo. O ponto principal dele é o envolvimento de Lucia e o novo mundo. Como Lucia é uma garota com poderes divinos, ela é controlada pelo computador até o fim do jogo. Seus poderes também não são aumentados pela experiência. Ela vai ficando mais forte conforme o jogo prossegue.

Eternal Blue possui um sistema interessante de evolução de magias (que foi retirado no remake do Playstation e Saturn). Quando você ganha uma batalha, além dos pontos de experiência, também é recebido Magic points. Esses magic points são pontos extras para evoluir as magias. Cada magia precisa de uma certa quantidade de magic points para evoluir. Quando essa mesma adquire um certo level, ela muda de nome e de visual, ficando mais destruidora. As vezes elas se combinam quando 2 tiverem o mesmo level. Os encontros, como a maioria dos rpgs, são aleatórios, e diferente de alguns você enfrenta poucas batalhas. Não é como alguns jogos ( cof cof Tales of phantasia cof cof ) que você entra em batalha a cada passo.

Eternal Blue possui cenas em anime, mas diferente de Silver star, elas são mais constantes e bem feitas. A maioria das cenas são sprites se movendo, que dá um toque legal no jogo. O que mais simpatiza no jogo são os diálogos falados.  Esses sim acontecem toda hora. São falas muito bem dubladas e traduzidas. A empresa Working Designs continua com a  bela tradução de jogo (pena que ela fechou). Lembrando que alguns personagens tem vozes conhecidas de alguns outros jogos. A do Hiro, por exemplo é a mesma voz de Claude (Star Ocean The Second Story do Playstation), e do Zero (Megaman X4 na versão americana), enquanto a voz de Lucia, é a mesma que interpretou Lenneth (Valkyrie Profile). Os gráficos do jogo são até legais. As cidade são bonitas e todas são diferentes tanto na arquitetura, quanto nos tipos das casas. O mapa múndi também é muito bonito (levando em consideração o nível dos jogos dos 16 bits da época). A música é fenomenal. São canções que hipnotizam qualquer um. E tem 2 músicas que são cantadas pela Lucia. É de tirar lágrimas dos olhos. Também temos o Epílogo, que é uma extensão do jogo normal em que.........er...é melhor não contar, mas pode ter certeza que é algo emocionante.

Então, lembre-se de verificar seus saves depois de achar que terminou o game!

 

 

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