God of War : Chain of Olympus  - Ready at Dawn/Sony  - PSP  - Análise por evilgambit

God of War, uma das franquias mais importantes dos consoles da Sony finalmente ganhou uma versão para o PSP, o pequeno notável da Sony. E embora muitos achassem que o aparelhinho fosse ganhar um mero "port" dos dois games já existentes para o Playstation 2, temos um game quase que completamente novo e que clareia alguns fatos sobre o passado de Kratos.

Sim, God of War: Chain of Olympus é um capitulo inédito da série, mas ele não dá seqüência aos eventos de God of War 2 e sim antecede em alguns anos o primeiro game da série. E mostra que já naquela época Kratos estava cansado de servir aos deuses do Olimpo. Para quem não conhece a trama da série resume bem dizer que Kratos é um general espartano que no momento da morte certa nas mãos do inimigo doa sua vontade à Ares, o Deus da Guerra. Desde então ele se torna um agente da destruição sob o comando de Ares. Até que outros deuses do Olimpo intercedam, ajudando ou atrapalhando o "fantasma de Esparta".

Em Chain of Olympus, Kratos começa defendendo os fiéis crentes de Zeus da invasão persa iminente. Esse principio serve apenas para situar o jogador com relação a jogabilidade, que mudou muito pouco com relação aos do Playstation 2. O botão quadrado é o ataque normal, triângulo é o ataque forte, com o xis temos o pulo e com o bola agarramos e dilaceramos inimigos. O analógico do portátil serve para movimentar o bravo espartano, os botões L e R tem funções especiais determinadas para ativar seqüências de golpes mais poderosas ou liberar poderes especiais ganhos no decorrer do game. Para quem já jogou os outros da série só ficou a dúvida:

Como o PSP não tem um segundo analógico, como ficou o sistema de esquiva, tão necessário em God of War? O esquema agora é pressionar L e R e usar o analógico para determinar onde Kratos deve "deslizar". A principio soa esquisito mas fica bastante razoável depois de dez minutos de jogo. O pessoal da Ready at Dawn conseguiu adaptar bem a jogabilidade precisa no portátil, um ponto fundamental que poderia por tudo a perder, felizmente isso não aconteceu.

Graficamente temos um dos games mais bonitos do PSP, em escala ele ganha fácil de God of War 1 e perde um pouco em texturas e quantidade de polígonos em alguns cenários se comparado ao 2. Porém isso não tinha os méritos do game, a ambientação é extremamente competente seja no design ou nos aspectos técnicos, esse jogo é um belo exemplo para afirmar que o PSP já pode ser considerado um Playstation 2 de bolso.

A trilha sonora mantém o nível da série com composições inspiradas (algumas eu diria facilmente que estão entre as melhores da série) e  dublagem é igualmente  excelente, mantendo os mesmos atores e adicionando novas performances com bem vindos novos personagens, todos pescados da pomposa mitologia grega.

God of War: Chain of Olympus é um atestado de competência da Ready at Dawn, ela conseguiu transpor praticamente sem perdas todos os elementos que fazem God of War um game a ser jogado e louvado: a jogabilidade fácil e viciante, com todos os momentos de violência e sadismo glorioso que Kratos transborda, gráficos com excelente design e que puxam ao limite o hardware do portátil, uma trilha sonora memorável e um enredo delicioso que responde algumas questões levantadas nos dois primeiros games e que não soa forçado, coisa comum em "pré-quels". Talvez o único defeito de Chain of Olympus resida no fato dele ser fiel demais aos jogos originais, não existem coisas novas a serem exploradas pelo jogador. Quem adora a série e não tem um PSP tem um grande motivo para colocar a mão no bolso, que gostou do primeiro e achou que a seqüência não trouxe novidades significativas na jogabilidade, não é neste que você irá encontrar.

 

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