God of War  - Sony  - Playstation 2  - Análise por evilgambit

O Deus da Guerra chegou ao Playstation 2 no ano de 2005, e foi neste ano que o console ganhou um dos melhores jogos de ação em terceira pessoa que o evil aqui teve a oportunidade de jogar. É verdade, God of War une elementos acertados, traz melhorias finalmente encontrada pelos sábios designers e tem conteúdo o suficiente para fazer com que um game debute já como clássico, pilar forte o suficiente para tornar-se uma das mais importantes franquias da empresa japonesa dona do Blue Ray.

O jogo bebe na mitologia grega, e por mais ignorante que o jogador seja a respeito disso, ele sempre vai estar familiarizado com o tema. O protagonista Kratos já foi um general espartano que num ingrato momento de derrota, antes da fatalidade oferece corpo e alma ao deus da Guerra, Ares, se seus inimigos forem dizimados. O trato é cumprido, Ares destrói os bárbaros que estavam no calcanhar de Esparta e Kratos torna-se o agente da destruição, pau mandado de Ares. Após anos de servidão Kratos começa a se cansar da vida de destruidor divino e atormentado pelas lembranças das mortes que carrega (em especial duas) ele começa a almejar a liberdade, ou seja, que seja liberto de suas obrigações perante Ares e que os pesadelos de sua mente sejam apagados, como se fossem um computador popular com Linux.

E no processo ele é "ajudado" por outros deuses, em especial Athena.

A jogabilidade é fabulosa e incrivelmente simples. Com o analógico esquerdo você se movimenta, com o direito se esquiva (muito útil), o botão quadrado libera ataques normais e o triângulo os ataques fortes, com o bola você agarra inimigos (sãos os deliciosos momentos de sadismo sadio) e com o "x" você dá seus pulos. A arma primordial de Kratos são as "Blades of Chaos", duas espadas conectadas ao braços do anti herói por meio de correntes. Os combos são bastante fluidos, a movimentação é bem feita e dá boa ligação entre os diferentes golpes. O game tem um sistema de experiência baseada na coleta de "orbs" vermelhos, de posse deles você poderá fortalecer suas "Blades", outras armas que serão adquiridas posteriormentes e poderes especiais fornecidos pelos deuses do Olimpo, todos de olho no avanço do careca mal encarado.

Toques interessantes fazem God of War um divisor quando se trata de games de ação em terceira pessoa. A jogabilidade é quase casual, é muito fácil começar a jogar e sair dando seus primeiros combos. O uso da esquiva, defesa e poderes especiais são gradualmente experimentados pelo jogador até que após horas de jogo os inimigos exijam tal habilidade e destreza. A câmera que acompanha sempre às costa do protagonista é em 99% das vezes bem posicionada, verdadeiro feito no gênero e ela sempre dá dicas sobre como avançar, focando em espaços e elementos do cenário que serão pontos chaves na resolução de puzzles ou sobre como prosseguir nos estágios. Já que estamos falando dos puzzles, estes são bem colocados durante a jogatina, quebrando um pouco o tom descerebrado da carnificina executada com frenéticos apertar de botões, eles nunca são complicados demais portanto não vão deixar ninguém muito tempo parado em determinado ponto. E por fim os "mini games" espalhados pelo jogo lembram bastante o clássico Shenmue da Sega, onde animações só são completadas se você apertar determinado botão na hora certa e quase sempre em seqüência, esse artifício resulta num belo efeito estético e hipnótico ao jogador.

Graficamente God of War não faz feio, mantendo um visual clean e um pouco cartunesco, o que salta aos olhos é a beleza estética muito bem inspirada na já citada Mitologia Grega, navios de guerra, templos, calabouços e palácios são muito bem caracterizados. O visual de Kratos não poderia ser mais hostil, é o típico "bad ass" pronto para destruir o que vier pela frente, a horda de inimigos apesar de pouco variada é eficiente tanto para te criar problemas, como para morrer de formas extremamente variadas e sempre violentas ao extremo. O game tem poucos embate contra os tradicionais chefes de fase, mas acredite, elas são colossais e memoráveis.

A trilha sonora é épica, a musica tema principalmente. O tom varia bastante durante os estágios indo do lírico ao barulhento, com muitos vocais e uso de instrumentos que fazem menção ao universo tratado no game. Coisa fina também é a dublagem, extremamente competente, que ajuda a dar vida a personagens tão fortes e carismáticos.

God of War foi um feito da Sony, que num momento de luz investiu pesado em uma pequena equipe de desenvolvimento recém formada nos seus estúdios de Santa Mônica. O resultado é o game de porrada e ação em terceira pessoa definitivo, com uma trama envolvente bebendo da sabedoria da mitologia grega, uma jogabilidade de fácil acesso e com grande potencial anti-stress, design extremamente competente unindo boa tecnologia com boa direção artística, dando ao jogador masculino o que ele mais deseja: Pouca complicação, muita violência, visual estonteante e algumas tetas de fora.

 

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