Resistance: Fall of Man  - Insomniac Games/Sony  - Playstation 3  - Análise por evilgambit

Imagine um mundo alternativo em que a segunda guerra não chegou a ocorrer, o comunismo não floresceu entre os camaradas russos e não ocorreu a grande depressão de 29. Em meados de 1940 cidades inteiras começaram a ser dizimadas no interior da Ásia, logo se espalhou o rumor de que os russos haviam desenvolvido uma arma letal, que poderia destruir o mundo inteiro. Alguns anos depois esta ameaça ganhou um nome: Chimera.

Em questão de meses sob intensa ofensiva os Chimeras arrasaram toda Ásia e Europa (pelo menos é o que todos dizem e acham). Em 1951 eles adentraram o canal da Mancha e em menos de 3 meses detonaram a resistência Inglesa. Poucos focos ainda resistiam e guardavam poucas mas preciosas informações a respeito deste misterioso inimigo.

Os EUA decidem enviar reforço aos ingleses, na verdade uma troca. Os Yankees mandam armas, tanques e soldados e os ingleses dão de bandeja a arma que pode reverter o destino da humanidade. É a Resistência à queda dos homens. Sob essa premissa nem tão original, mas muito interessante (e bem contada durante o game) temos o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa para o Playstation 3.

Um game que agrada em todos os quesitos, mas não surpreende em nenhum.

Logo de cara, na pele do americano Nathan Hale, somos colocados no meio do combate contra os quimerianos, seres asquerosos que muito lembram o design de monstros de filmes dos anos 40 e 50. Em questão de minutos as tropas americanas são aniquiladas e tirando poucos e bons momentos em que você atua com um pelotão, na maior parte das vezes é você sozinho à sorte contra hordas intermináveis de monstros. O que garante a satisfação do jogador é que Resistance é bastante competente tanto na construção da jogatina single player como na jogabilidade, bastante precisa e fácil desde que você já tenha algum costume nos jogos do gênero fora do ambiente teclado e mouse.

O single player deve durar umas dez horas com um bom jogador, a Insomniac foi esperta ao juntar todos os elementos que agradam fãs de FPS, temos a Europa arrasada dos anos 40 e 50 como em Call of Duty e Medal of Honor, Monstros gigantes e seres esquisitos  inspirados em Half Life 2 e cenários fechados, escuros, sustos como em Doom 3. Não existe puzzles, segue mais o modelo atire em tudo que se mexer, mas não cai na mesmice dada a grande variedade de situações (com direito a pilotar tanques, jipes e até robôs gigantes), o excelente e misterioso enredo e principalmente pela inteligência artificial desses malditos Quimerianos, são fodas, atacam pelos flancos, são bons de mira e não hesitam em usar suas granadas. A trilha sonora é incidental, costuma atuar só em momentos chaves da história, geralmente nas cutscenes entre os estágios. A trilha tema me lembrou bastante Predator, evoca nossos sentidos assassinos, tudo para salvar a humanidade, claro.

O multiplayer é sólido, com todos aqueles modos que todos adoramos: Mata-Mata, Time contra Time, Capturar a Bandeira e outros! E você pode jogar como humano ou Quimeriano, o primeiro tem um radar e o segundo conta com um modo berseker temporárioque te deixa mais forte e pode ver através de paredes! O sistema é vinculado ao Playstation Network do PS3, usa o mesmo nome da sua conta de usuário, mas é no game que você monta seu clã, verifica os dados e adiciona perfumaria ao seu soldado, contata e incluí amigos para jogar online, usando teclado ou headset para se comunicar durante os momentos de carnificina. A interface é bastante amigável, todo o game tem suporte para o português, diga-se de passagem.

Resistance: Fall of Man não decepciona em nenhum quesito, não chega a ser um game genérico entre tantos no estilo porque apesar de se apropriar da qualidade de seus concorrentes, fez apenas bom uso delas. A história com certeza vai render seqüências, tem profundidade e espaço para isso. Os gráficos estão na média, muito bons para a primeira geração de jogos do sistema, mas longe de realmente impressionar fãs do gênero, um dos mais exigentes em termos técnicos. Mostra como dá para se fazer um bom jogo sem nada de original, mas mantendo a boa qualidade e ao mesmo tempo se assumir como mais uma franquia promissora para os consoles da Sony.

 

 

Voltar ao menu de Game reviews

Voltar à EGL