| Marley & Eu - direção: David Frankel - EUA/2008 - Crítica por evilgambit |
Preconceito é uma merda, FATO. Eu tentei me atrasar, fiz hora para estacionar o carro pois sou o típico nerd egoísta que nem pensa se minha mulher vai se divertir MESMO assistindo um Star Wars mas faz um nhé nhé nhé daqueles quando é para ir ao cinema assistir filmes que não tenham:
- Robôs
- Monstros
- Super poderes mutantes
- Robôs gigantes
- Robôs com sons divertidos
- Qualquer filme com aquele hype maldito que meia dúzia de trailers sem sentidos
conseguem proporcionar
Minha mulher leu Marley & Eu. Presente meu. E ela só não fez veterinária por um motivo simples, ama demais animais, ao ponto de se sentir mal vendo um agonizando. Eu a entendo completamente. Ficou sabendo do filme, claro quis ir ver e lá fui eu. Sem um pingo de animação e sabendo quase nada do filme. Apenas que era mais um filme como cachorros, daqueles que seduz fácil com a presença dos bichanos e com um enredo capaz de matar em minutos quem tem diabetes.
Marley & Eu, como no livro, relata o inicio do casamento de John Grogan (Owen Wilson) com sua doce esposa Jenny, interpretada pela sempre Rachel de Friends, ela nunca vai conseguir fazer outra coisa que não lembre a garçonete deste seriado que todo mundo viu, não importa o quão bom você seja em mentir? John resolve dar um cachorro de presente à esposa com o intuído de adiar a vinda dos filhos. Por definição o FILME TODO é clichê, e isso não é um defeito, mas uma característica deste tipo de filme. Reclamar disso é como chiar com calorias comendo um bolo de chocolate, não quer? Não coma, ou no caso, não assista!
Não assista? Pois é...
O interessante neste livro e filme é que não tem jeito, a história invariavelmente vai te pegar se você já teve um cachorro como coadjuvante em sua vida. Marley presencia os primeiros atritos no casamento, a vinda dos filhos, o stress pós parto de uma dona de casa com os nervos à flor da pele, as mudanças e desgostos da vida profissional, infelicidades e felicidades da vida em família. Marley & Eu é um bom filme por isso, o cão assim como na nossa vida palpável, é um mero coadjuvante. Com exceção dos momentos em que ele valida sua condição de "pior cachorro do mundo". Ele faz jus ao título pois o desgraçado consegue comer até o assoalho do chão, TENSO!
Eu não teria muitos motivos para recomendar este filme se não fosse meu apego por animais de estimação. Tenho e já tive vários, concordo com todas as letras com as frases finais de John no filme. Quem já teve um Marley, já teve a experiência de ter presente em alguns anos de sua vida o afago certo de uma boa companhia canina, felina, que seja, com certeza vai entender o que eu quero dizer. Marley & Eu me ajudou a lembrar que cinema sempre vai ser um catalizador de emoções fáceis e simplórias, como a saudade daquele cão que passou boa parte da infância e juventude contigo e que sente saudades até hoje.