| Homem de Ferro - direção:Jon Favreau - EUA/2008 - Crítica por evilgambit |
Homem de Ferro ganha uma adaptação cinematográfica, os fãs dos quadrinhos vão a loucura e quem apenas procura um bom filme de ação para degustar no fim de semana ganha algo muito maior que um mero blockbuster, típico nesta época do ano.
Já começo esse texto dizendo que meu conhecimento a respeito do herói se resume a jogar Marvel SuperHeroes, na versão do Sega Saturn.
Antes de dissertar sobre os reais problemas que permeiam os filmes de super heróis, vou fazer um resumão deste belo filme: Tony Stark é dono de uma mega empresa que desenvolve as mais fodidas armas que abastecem o braço bélico norte americano, o cara é bonitão, rico e inteligente como o diabo. Voltando de uma demonstração do que seria seu maior legado, Stark é capturado por terroristas e é forçado a desenvolver uma arma de destruição em massa para o lado oposto, os "inimigos da liberdade". Graças à sua incrível habilidade em robótica utilizando sucata, ele constrói uma espécie de armadura e consegue arranjar a fuga do cativeiro. De volta à civilização rosada, teoricamente ele repensa seus conceitos e torna-se o Homem de Ferro. Os bons vilões, surgem da mesma matéria dos heróis, isso não foge a regra nesse filme, o resultado é filme de ação muito bem amarrado, uma aula sobre como fazer filmes pipocas bem temperados.
A grande zica dos filmes de super heróis, e é bem evidente nas piores adaptações, é a total falta de senso de ridículo com aquelas roupinhas ridículas, enredo que atenta contra sabida pouca inteligência do público e atuações porcas, ruim mesmo. Homem de Ferro é a antítese de tudo isso e o grande segredo disso é a personalidade única de Tony Stark (brilhantemente interpretado por Robert Downey Jr), o cara não é exatamente um herói, ele tem defeitos, moral questionável e é levado a ser Homem de Ferro dado aos eventos que vive, só por isso. O visual da armadura que ele constrói vem dessa sua personalidade, o enredo apesar de bem exagerado em alguns momentos, é crível ao espectador que entende que cinema acima de tudo é fantasia, pô o cara construiu um motor com seis anos, porque não poderia construir um micro reator termo elétrico e um endoesqueleto que VOA em uma caverna? O enredo é enxuto, sem frescuras e bastante direto, não faz ninguém de otário e muito menos tenta dar lição de moral ou mostrar o lado quântico da vida.
O maior mérito de Homem de Ferro é que finalmente souberam compor o filme de super herói que todo mundo espera que seja. Fiel à obra original (isso eu fiquei sabendo conversando com quem entende do ramo), uma direção firme e dedicada ao seu público alvo, seqüências de ação belíssimas (artisticamente, como tecnicamente) e atuações dignas de nota com um elenco mais do que decente. O que resta dizer? Que venha a seqüência!
Vale uma inteira sem pestanejar!