| HellBoy - direção: Guilhermo Del Toro - EUA - review de cinema por EvilGambit |
Depois do debut do excelente Aranha 2 nos cinemas, chega o teste de prova, mais um filme baseado em um herói das HQ´s americanas. Como se saiu HellBoy na tela grande?
Para inicio de conversa, independente do conteúdo do texto que se segue, HellBoy é bom, diverte e é entretenimento de prima, como todo bom filme americano de porradaria e ação!
Seria apenas mais um filme da temporada, se não fosse baseado nos comics de Mike Mignola pela editora Dark Horse
O herói não é conhecido pelo grande público, e não tem o mesmo estilo dos heróis tradicionais, HellBoy na verdade vai contra a corrente, com um herói de aparência grotesca, debochado, mau humorado e que encara a vida de herói da humanidade apenas como um trabalho... algo que pague a quantia em dinheiro que consome com a comida e o teto onde vive, bem diferente daqueles heróis da vizinhança que se esforçam a ajudar os outros por condolência ou amor fraternal pela nossa humanidade.
Talvez especialmente por não ser tão conhecido pelo grande publico e não ser algo normal como senso comum entre os heróis a que estamos acostumados, HellBoy decididamente não é um filme que agradará o mundo todo, como foi o caso do Aranha e sua Mary Jane (vá pegá-los tigrão.. )
O enredinho da trama: Nos anos 40, quando a Alemanha já tomava seus primeiros sopapos dos aliados na segunda grande guerra, Hitler apela para magia negra e convoca o lendário feiticeiro russo Rasputim para ajudar seu exercito com a adição de formas sobrenaturais no front, Rasputim e seus amigos tentam abrir um portal para que os demônios possam vir até nossa realidade na Terra e instaurar o caos e criar o Éden do demo por aqui. No meio do ritual, as tropas americanas interferem nos planos de Rasputim e interrompem a cerimônia fechando subitamente o portal. Aparentemente os vilões foram derrotados e um estudioso do ocultismo junto com as forças americanas encontra no meio das ruínas onde era realizada a macumba, uma criança com chifres, vermelha e com rabo. É o pequeno HellBoy, ou como diz a Liz, o H.B. ( ?! )
Estamos agora na época atual, o governo dos EUA tem um birô que atua contra forças sobrenaturais! Os funcionários? HellBoy é adulto, criado pelo tal estudioso, agora bem velho obviamente e com adições importantes, como um ser anfíbio sensitivo e a bela morena Liz, uma espécie de Pyro, só que com fogos azuis. O negocio fica brabo quando Rasputim retorna e conclama HellBoy a reabrir a passagem para os demônios, afinal ele veio a Terra para isso. A trama se esforça para destilar o humor negro e debochado do herói, em mostrar o lado humano do vermelhão ao retratar seu relacionamento que tem com seu pai adotivo e com a piromaniaca Liz. E claro, o roteiro americano encaixa um personagem humano, que seria o parceiro normal e com cabelo engomadinho, que se torna amigão do vermelhão.
HellBoy me cheira filme de fã, e é. Guilherme Del Toro, o diretor e idealizador do filme é fã assumido desse tipo de coisa, ele dirigiu os dois Blades para o cinema e tem um afeto especial pelo demônio criado por Mike Mignola. Tanto que se esforçou para deixar o filme MUITO fiel ao contexto dos gibis, imagine o seguinte, você é fã de Dragon Ball, e te dão um bom orçamento, uma equipe de efeitos especiais e algumas salas para exibir seu trabalho, você irá se esforçar ao máximo para se elevar as suas expectativas como fã da obra e irá produzir a sua visão da mesma, com HellBoy foi assim.
HellBoy é filme de FanBoy
E isso pode ser bom ou ruim, dependendo do espectador. O humor é debochado, com comentários sempre entusiásticos... mas funciona! As cenas de ação são excelentes, porradaria com excelentes CG´s! Porém ele não tem a complexidade e aprofundamento de Peter Parker, ele segue-se bem mais simples como produto final, com aquela velha história de salvar o mundo de nazistas maus... muito maus e um beijo no final! De qualquer forma, valeu os 13 reais!