Hancock  - direção: Peter Berg  - EUA/2008  - Crítica por evilgambit

Quando vi pela primeira vez o trailer de Hancock, fiquei bem animado.

Havia ali algo até então pouco explorado nessa enxurrada de filmes de super heróis, a figura depreciativa (e carismática) de um verdadeiro anti herói.

Hancock é um negão bêbado, mal vestido, com a barba por fazer, mas mesmo assim um herói a sua maneira. Quando vai atrás de bandidos em plena via expressa da cidade, o caos e destruição que ele desencadeia quase não vale seu honroso esforço. Imagine todos os policiais de sua cidade agindo como a saudosa dupla de Máquina Mortífera, é mais ou menos a mesma coisa.

Melhor até, pois diferente da figura medonha e facista de Mel Gibson temos sempre carismático Will Smith vivendo o desajustado Hancock, eu poderia dizer que só isso vale o filme. Mas infelizmente nem seu carisma salva o filme. A trama que começa com peculiar humor ácido, ganha tons mais sérios quando um relações públicas grato por ter sido salvo pelo negão, se compromete a melhorar sua imagem, é aquela velha história: Ruim com, pior sem ele. E é o que acontece quando Hancock aceita ser encarcerado para pagar por seus delitos, a criminalidade da cidade ganha tons cariocas.

O filme é ruim, seria injusto dizer isso! Batalhas estupendas, efeitos especiais competentes e toda a mitologia clássica que envolve super seres estão lá e esse último aspecto, bem mal explicado vale lembrar. O grande problema pode ter sido isso, se não vai esclarecer tudo direitinho (ou de forma minimamente coerente), que deixasse no ar a origem dos personagens, talvez soaria menos besta.

Mas se existe um motivo que vale a alugada do DVD (ou Blue Ray se tu tiver culhões) é Charlize Theron, linda como sempre, começa quase que inexpressiva e torna-se fundamental na trama. É uma pena no entanto que o desfecho seja bem aquém do esperado. Mas a culpa não é dela e sim dos roteiristas.

Obviamente.

 

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