Elektra - direçao: Rob Bowman  EUA 2005 -  review by evilgambit

 

Nos últimos dias, tive a oportunidade de ver alguns filmes no cinema, dentre eles é uma pena que o mais se adeque no editorial, seja o que menos gostei, a adaptação de Elektra para a grande tela. Elektra é criação de Frank Miller, personagem forte ( em todos os sentidos ) e que serviu para salvar literalmente o Demolidor da morte e esquecimento nas bancas. A série de eventos que nos HQ culminaram em sua morte, talvez seja o que de  melhor passou em minhas mãos; a violência desgarrada de pudor, os diálogos fortes e o enredo cinematográfico fazem parte dos trabalhos de Miller. Dae a minha grande ansiedade para poder curtir uma versão para cinema da assassina de vermelho.

Porém é uma pena que Miller não está na direção deste filme, ele anda bem ocupado produzindo Sin City ( uma das grandes promessas deste ano, com certeza ) e no lugar dele temos mais um diretor medíocre que não deve entender NADA da personagem ou de filmes de ação.

Elektra - o filme  é uma merda do começo ao fim.

Bom, todos nós já deveríamos estar anestesiados depois de ver "O Demolidor" de uns anos atrás. Jennifer Gardner até que agradou com sua versão da Elektra no filme, e desde então já se ocuparam em produzir esse spinoff com a atriz. Demolidor é inquestionavelmente aquém do esperado, mas tinha seus pontos fortes, um deles era a fidelidade com relação ao gibi e as cenas de lutas, que eram até boas ( em especial aquela treta do cego de chifres com o mercenário na moto ) e pasme, dá para afirmar com segurança total, nem isso Elektra consegue ter.

Sente o drama: Elektra é revivida por um velho americano que é líder de uns ninjas brancos, estes são bonzinhos ( claro, são brancos ). Os maus são uns japonas metidos a Yakuza, autodenominados O Tentáculo, e são uns ninjas pretos ( claro, são maus ). Elektra é a força que desbalança essa guerra entre os ninjas uniformizados. Ela é tão poderosa, tão poderosa, que morre na mão do mero Mercenário no Demolidor, mas é revivida pelo velho branco dos ninjas brancos bonzinhos, porque? Porque ela é foda! Ela é uma lenda, uhuuuu! Depois que a revive, o velho cego, líder dos ninjas brancos, que são bonzinhos, diz que ela é cheia das tretas, é boa, mas é má! E ele manda ela catar coquinho. Revoltada, olha só, ela vira uma mercenária. Com direito a um agente particular que arranja seus trampinhos especiais, tipo matar um executivo ali, um rei do crime aqui. Coisa básica que qualquer personagem secundário da Marvel faz para viver com dignidade. Num dos trabalhos,  ela é mandada a uma ilha onde vivem um rapaz e sua filha de 13 anos. A missão dela é matá-los, coisa que ela se nega a fazer, porque? Porque é natal oras, no Natal ninguém morre, é feio...!

Os ninjas negros ( maus ) querem porque querem essa menina de 13 anos, ou porque foi ela que escreveu esse roteiro podre, ou porque ela seria a nova Elektra, the new generation? Mas perae, é filme pipoca! Eu cago e ando para o enredo, quero mesmo é ver porradaria enquanto encho meu estomago de pipoca.

Mas sinto dizer, que nem porradaria de qualidade tem. O tal grupo especial do Tentáculo, composto por figuras bizarras como um cara tatuado, que dá vida aos seus desenhos, uma mina que mata tudo com um simples toque e o samurai metrossexual são bem interessantes e quando aparecem todos estilosos, prometem dominar a ação. Coisa que acaba não acontecendo, porque são muito mau aproveitados. É uma pena. O filme até que tente engrenar nas cenas em que a Elektra toda imponente com seu uniforme vermelho saca seu sai e parte para a porrada, mas a coreografia é fraca, as cenas são muito chupadas de filmes como Matrix e Hero, o cinema de ação americano carece pra caramba de ter uma identidade própria, e ser mais criativa. Colocar uns sons em dolby surround e bullet time já não empolga nem espectador de BBB, tamanha a mediocridade!

No final das contas, Elektra tinha tudo para ser mais uma puta adaptação, como X-MEN ou o herói da vizinhança, mas não é. Descaracterizaram completamente aquela herói forte e imponente ( mas que sabidamente tinha um lado humano forte e muita sensibilidade ) e a transformaram em uma Meg Ryan da vida, uma verdadeira mamãe Elektra e isso chega a constranger os fãs, o filme não tem gás suficiente para entreter o fã que quer apenas porradaria de sábado a noite e ficam MUITO longe de agradar quem quer ver cinema de qualidade.

 

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