| Cloverfield - direção: Matt Reeves - EUA/2008 - crítica por evilgambit |
Dá para resumir bem o que é Cloverfield se você não quiser ler o resto deste texto: Godzilla encontra Bruxa de Blair.
Porém, o filme excede as principais característica das duas obras citadas, e com louvor.
O filme começa introduzindo os personagens na festa de despedida de Rob Hawkins, que vai deixar os amigos em Nova Yorque para ir trabalhar no Japão. É nessa festinha que descobrimos o lance amoroso do rapaz, conhecemos sua cunhada, o irmão, o melhor amigo e a garota que está na festa errada, na noite errada. A parada esquenta quando uma explosão é ouvida e começa a fodeção em plena NY.
E você, que está com a boca cheia de pipoca pergunta: WTF?!
Antes de assistir Cloverfield é bom saber de duas coisas:
1- O filme todo emula a filmagem de um dos personagens, ou seja, como em Bruxa de Blair, você assiste o filme com os olhos de um dos personagens que destemidamente filma tudo, focaliza mal as vezes, corre filmando, etc. É uma idéia que funcionou muito bem, mas fica o aviso porque tem gente que é fraquinha e fica com o estomago embrulhado. Apesar do "amadorismo" da filmagem, existem sequências muito interessantes!
2- Não há muita explicação no filme, você fica tão perdido quanto os personagens no filme. O que cria uma puta atmosfera de medo e tensão.
O tal monstro não aparece de forma escancarada (de inicio), o que contribui para a tensão, afinal o que é que está destruindo e matando todo mundo? O fato de ninguém saber, nem os militares, que aparecem metendo fogo aleatoriamente no meio da rua em uma seqüência fodedora, saberem o que é que está atacando a cidade deixa o espectador muito curioso a respeito do "monstro" e também sobre sua origem, esta sutilmente colocada na última cena do filme (antes dos créditos). A destruição proporcionada pelo filme arrancou lágrimas dos olhos deste descendente de japonês que sempre aliou diversão à destruição de cidades por monstros gigantes feitos de borracha. Louvado seja a computação gráfica e a imaginação fértil dessa moçada dos efeitos visuais ( hum.. se bem que esse monstro me lembrou algo que vi em Resistance do Playstation 3).
Dar uma nova roupagem para o desgastado e adorado formato de "filmes de monstros", unindo a tensão da perspectiva dos personagens à uma situação tão surreal mas que se torna convincente perante efeitos visuais bem feitos torna Cloverfield uma experiência diferente e divertida na tela grande.
Imperdível eu diria.