Eu sou a Lenda  - direção: Francis Lawrence  - EUA/2007 - crítica por evilgambit

A primeira vez que li algo sobre I am Legend era sobre  Will Smith (o eterno Fresh Prince of Bell-Air) ser o protagonista e se tratar de um filme baseado num livro famoso adaptado pelo mesmo roteirista de "Eu, Robô". Acabei não botando fé, pois gosto muito do livro do Asimov, e a adaptação para a tela grande ficou bem vazia, para não dizer outra coisa.

E como não li "Eu sou a Lenda" acabei gostando da história da versão cinematográfica, ela não é nem um pouco original mas é bem contada e conta com uma excelente ambientação, ver Nova York com mato crescendo por toda parte e  animais selvagens perambulando entre carros em estado de degradação ajuda a dar o tom solitário necessário para um filme que fala sobre o único sobrevivente imune à uma doença mortal que transformou a humanidade numa nova raça de zumbis-vampiros.

Will Smith é Robert Neville, um cientista milico norte americano que passa o dia procurando comida pela metrópole desolada junto com seu pastor alemão e que sempre tem de retornar à sua casa fortificada quando a noite chega, pois é quando os zumbis-vampiros saem de suas tocas escuras para perambular pela cidade, como os góticos ou emos fazem hoje em dia. Só que os dos filmes mordem de verdade.

Como Neville é imune ao vírus que dizimou a raça humana, ele realiza incessantes testes e estudos com seu sangue no seu laboratório caseiro com cobaias animais e "humanas".  Resta saber se valerá a pena descobrir a cura, pois afinal,  existem mais sobreviventes espalhados pela globo, até mesmo na cidade de NY? Como se trata de Will Smith, você pode logo esperar alguns diálogos ( mesmo estando sozinho em 90% do filme ) afinal um cara que começou como rapper  não consegue ficar em silêncio, ele interage com manequins abandonados nas lojas ( bizarro...) e com seu cachorro ( o que acaba rendendo uma cena realmente emocionante ), esqueça o sorriso fácil de Bell-Air ou as infames piadas de "Homens de Preto", em Eu sou a Lenda vê-se um Smith mais melancólico e dramático,  que consegue transmitir desespero, raiva e principalmente solidão seja sozinho na cidade ou nos bons "flashbacks" que retratam família Neville e o começo do fim do mundo.

Eu sou a Lenda é um filme que te pega pela premissa, isso se ela te agradar claro. Se não for o caso esqueça, eu gostei porque sinceramente curto filmes "fim do mundo", adoro ver tudo se acabando e recomeçando do zero com a esperança de algo melhor, ainda mais se for algo bem ambientado e  levado com certa seriedade, sem putices como os Resident Evil (os filmes) da vida. Will Smith firma-se como ator para filmes de ficção decente, mas está longe de ser uma Lenda.

Mas ele chega lá.

 

 

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