Homem Aranha 3  - direção: Sam Raimi  - EUA/2007  - crítica por Michel

Finalmente, após a longa espera regada a notícias bombásticas, spoilers pra todo lado (inclusive no trailer) chegou o momento de conferir Homem-Aranha 3! A apreensão dos fans do personagem e da franquia cinematográfica era grande, afinal dois filmes espetaculares já haviam sido realizados, em especial o segundo, então a chance de errar era iminente....porém, pessoalmente, ainda tinha fé na capacidade da equipe encabeçada por Sam Raimi, que já havia provado sua capacidade tanto em adaptar os personagens e conceitos dos quadrinhos quanto em realizar um filme realmente bom. Então, após assistir ao filme chega a hora do veredicto. Homem-Aranha 3 é um fracasso......ao mesmo tempo em que é um sucesso! Como? Blasfêmia? Loucura? Calma que eu explico.


HA3 é um sucesso mais uma vez justamente devido a capacidade da equipe que citei acima. Apreciamos o delicioso universo do Homem-Aranha na telona, com toda a ação e carisma que nos familiarizamos nos longas anteriores. Por outro lado, o fracasso do filme é o roteiro. Por algum motivo oculto, mais provavelmente a ganância nos bastidores, dois filmes foram espremidos em um só, deixando seqüelas marcantes e perturbadoras que macularam a qualidade da fita. Separadas, as duas histórias teriam dado origem a mais dois clássicos do cinema e das adaptações de quadrinhos. Imaginar como seriam esses filmes aumenta muito a frustração com o resultado final de HA3.


Como alguns sabem, este filme teria como foco o vilão homem-areia. Ao ver as cenas de origem e ação do vilão, fica nítido o tesão que o diretor e cia sentiam em explorar as habilidades do personagem. Outra coisa que evidencia esse sentimento é o cuidado que tiveram em criar as motivações do personagem para seus atos.


O vilão penetra é Venom, que funcionaria perfeitamente num quarto filme focado nele, mas que veio atrapalhar o andamento desse terceiro. Isso sem contar a trama de Harry Osborn, o filho do Doende Verde, que quer vingança contra Peter Parker. Com tanta história pra contar, o roteiro acaba ficando corrido em certas passagens do filme, além da irritante presença das coincidências forçadas para ligar os fatos durante a projeção. Parece que se esforçaram muito pra montar a história, mas que chegou um ponto em os roteiristas e o diretor falaram “FODA-SE, já foderam com nossos planos de fazer um filmão, agora dane-se, vai ter que ser de qualquer jeito!”. A resolução dos problemas de Harry Osborn é um exemplo, foi de sopetão e não convenceu. A parte boa fica por conta das cenas de ação inteligentes, instigantes e emocionantes, apesar de repetir algumas vezes a situação “moça indefesa pendurada em grande altitude”. A seqüência do guindaste foi de encher os olhos, lembrando o que faltou em Super-Homem o retorno. As lutas são sem igual, o confronto aéreo de Harry e Peter pelos becos é delicioso, fora as cenas do homem-areia (fumacinha do Lost?) além da pancadaria do venom. Mas como já foi dito a exaustão, fica exagerada a presença dessas cenas, pois elas deveriam estar separadas em dois filmes!


A comédia também marca presença em situações divertidas. A piadinha com os emos é evidente na hora que Peter puxa a mecha na testa ao se tornar mau. Por falar em nosso herói, ele está lá, mais Hiro Nakamura do que nunca! Se atrapalhando em seu romance com Mary Jane e quase se enroscando com a Gwen Stacy, que aliás protagoniza vários dos momentos de coincidência forçada...

Fato curioso, um lema que encaixa bem como uma das menssagens do filme: “A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena!”, e venom está lá pra simbolizar isso! Venom -> veneno! A tia May que fala isso pro Peter! Hehehehe É, não foi dessa vez que vimos mais um marco no cinema, só foi possível vislumbrar a sombra de dois grandes filmes e ficar com a saudade de algo que nem existiu.

 

"olah eu sou o homi-aranha. lol."

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